fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:34 Sem categoria

CUT cobra do ministro do Trabalho gestão democrática no MTE

Manoel Dias, que participou do encerramento do Encontro de Planejamento das CUTs do Sudeste, disse que sem participação da CUT e demais centrais não terá autoridade para representar os trabalhadores

Terminou nesta quarta-feira (27), em Belo Horizonte, o “Encontros Regionais de Planejamento – CUT’s Sudeste”. Durante três dias mais de 60 dirigentes CUTistas de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro se reuniram na escola Sindical 7 de Outubro, no bairro Barreiro de Cima, na capital mineira, para aprofundar os debates sobre os desafios e as perspectivas do movimento sindical da CUT e da Regional Sudeste. Os sindicalistas também planejaram ações prioritárias da Central na região.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, ressaltou o caráter inovador desses encontros (já estão marcados os da Região Nordeste, que será realizado em João Pessoa, entre 2 e 4 de abril; e Região Centro-Oeste, entre 27 e 29 de maio, em Goiânia), os únicos no Brasil que discutem estratégias e planejam ações reivindicatórias de interesse da classe trabalhadora junto com as bases, segundo o dirigente.

“Estamos construindo junto com as bases da nossa Central as ações que vão dar sustentação à luta em defesa dos direitos dos trabalhadores”, afirmou Vagner.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que participou da mesa de encerramento do encontro elogiou a iniciativa da CUT de realizar debates estratégicos como esses que estão sendo organizados pelo secretário Geral Sérgio Nobre e a adjunta da Secretaria, Maria de Godói Faria. Segundo Dias, encontros como esses são fundamentais para quem quer se preparar para realmente mudar o país.

“É uma grande satisfação vir na escola de formação política e ideológica da CUT. É necessário organização e politização para que os trabalhadores possam discutir os grandes problemas nacionais”.

Para o novo ministro do Trabalho, “é obrigação das forças progressistas lutar para o governo avançar cada vez mais. E isso só é possível com organização e politização”.

Vagner aproveitou a deixa e lembrou um pouco da história de vida do ministro – ex-militante político, que respeita muito a organização dos trabalhadores, preso político, entre outros detalhes -, e disse que o currículo de Dias foi uma das razões pelas quais o convidou para visitar a escola de formação da CUT em vez da visita protocolar à sede das central em São Paulo, como ele vem fazendo com as demais centrais sindicais.

“Na CUT o senhor veio falar diretamente com a base porque nossa Central é diferente das demais, que são parceiras, mas têm relações com a base diferentes da nossa, como o senhor mesmo está vendo na nossa escola de formação”.

Neste momento, quem aproveitou o gancho foi o ministro e, ao se dirigir à parte da base CUTista presente, Manoel Dias foi claro: “preciso do apoio dos trabalhadores para resgatar o protagonismo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)”, disse ele.

“Estou aqui para buscar solidariedade e apoio de vocês e dizer que eu quero a participação de vocês para que eu possa chegar lá e falar com a autoridade de quem está, de fato, representando os trabalhadores”.

Segundo Dias, o MTE precisa resgatar sua participação no debate nacional relacionado a questões econômicas, políticas e trabalhistas.

“Ele (o MTE) hoje está diminuído”, afirmou o ministro.

Para os dirigentes CUTistas, é importante ter um ministério do trabalho forte e com poder para defender a pauta dos trabalhadores dentro do governo, porém, para garantir essa sustentação do atual chefe da pasta é preciso que o ministro garanta que o órgão vai ter composição democrática e plural.

Vagner traduziu o sentimento dos dirigentes CUTistas e disse claramente ao ministro que a CUT quer continuar apoiando, participando, debatendo, sugerindo, interferindo, mas, para isso “é preciso que a composição da equipe do MTE seja absolutamente democrática e não dominada por uma única central como já ocorreu no passado”.

Neste caso, e apenas neste caso, a CUT apoiará e participará. Mais que isso, quer que o ministro seja “o capitão da negociação” dos 11 itens da pauta de reivindicação entregue à presidenta Dilma Rousseff após a marcha realizada em Brasília no início deste mês.

“Que o senhor seja nosso porta-voz. Queremos anunciar no dia 1º de Maio os itens que negociarmos e conquistarmos”, encerrou o presidente da CUT.

Escrito por: Marize Muniz

Fonte: Notícia colhida no Sitio da CUT nacional

Close