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Após cinco dias de atividades, Fórum termina com marcha em solidariedade ao povo palestino

Resistir, somar e mobilizar: Assembleia dos Movimentos Sociais no FSM aponta para luta unitária entre os diversos atores internacionais

Após cinco dias de atividades, Fórum termina com marcha em solidariedade ao povo palestino

Luta contra o capital une os povos de todo o mundo

TÚNIS, Tunísia – Foi em clima de entusiasmo, ousadia e disposição de luta que os diversos atores internacionais convocaram a luta solidária entre os povos para dar um basta ao capitalismo, ao imperialismo e militarismo, buscando alternativas aos abusos das transnacionais, à ditadura dos meios de comunicação, ataques ao bem-estar social e ao meio-ambiente.

O vermelho das bandeiras da Tunísia que tremulavam durante os discursos deram um tom especial a Assembleia no Fórum Social Mundial (FSM) que reuniu entidades dos movimentos sociais de todos os cantos do planeta.

Militantes com suas diversas crenças, cores e ideologias, lutando pela autodeterminação dos povos e por um novo mundo, sem discriminação de raça, sexo, origem, religião ou orientação sexual.

“Tivemos uma participação muito rica e propositiva neste Fórum, fazendo o enfrentamento sob os princípios históricos da CUT de autonomia e defesa imediata da classe trabalhadora e dos povos oprimidos. Destaque também para a participação massiva das entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), como a Marcha Mundial de Mulheres, movimento de estudantes, CTB, Unegro, Conam”, declarou Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT e da operativa nacional da CMS.

Em documento aprovado durante a Assembleia, os movimentos exigem que a questão do colonialismo, do racismo e as reparações sejam consideradas uma problemática transversal na mobilização internacional. É esta herança colonial que conduz ainda hoje as políticas ultra-liberais.

Inspirado pela história das lutas e no poder renovador do povo em revolta, a Assembleia dos Movimentos Sociais convocou a todos/as para desenvolver ações coordenadas a nível mundial em um dia global de mobilização marcado para outubro. ‘Movimentos

CUT participou com destaque do FSM

sociais de todo o mundo, caminhar para a unidade mundial para derrotar o sistema capitalista!’, diz o documento (veja aqui em espanhol).

Durante a atividade, os presentes realizaram um minuto de silêncio em homenagem ao grande comandante bolivariano e eterno presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que faleceu em março deste ano. Na ocasião, também homenageou-se o dirigente da Frente Popular e líder da esquerda tunisiana, Chokri Belaid, assassinado no último dia 6 de fevereiro.

Mas o destaque principal ficou pelos gestos e gritos em apoio à causa Palestina vindos de representantes de todo o mundo árabe. Uma resposta solidária ao apartheid e ao genocídio sionista.

E após cinco dias de intensos debates, atividades culturais e uma rica troca de experiências, o Fórum Social Mundial terminou com uma marcha em apoio ao povo Palestino.

O ato ocorreu na mesma data em que se lembra o ‘Dia da Terra’ (30 de março). Foi neste dia que em 1976 o povo palestino sofreu um brutal e covarde ataque patrocinado pelo governo israelense.

Após o anúncio de um plano para confiscar mais terras em áreas árabes para construir novas colônias e ampliar as cidades judaicas, os palestinos promoveram uma greve geral e diversas manifestações.

De forma violenta e utilizando um grande aparato militar, o governo israelense reagiu às manifestações resultando na morte de seis jovens árabes, mais de 96 feridos e 300 presos.

A partir de então, o 30 de março tornou-se um dia de reflexão e de luta pela soberania e liberdade da população palestina.

 

Palestina Livre!

Palestina Livre!

O Brasil, recentemente, foi protagonista de um histórico encontro popular em solidariedade ao povo palestino. O Fórum Social Mundial da Palestina Livre reuniu em Porto Alegre mais de sete mil pessoas de cerca de 37 países diferentes, colaborando para o fortalecimento e a construção de estratégias mais concretas e efetivas de solidariedade à Palestina. Políticas que sejam capazes de promover mudanças na realidade atual e findem no reconhecimento da Palestina como um estado soberano e livre da ocupação estrangeira, construindo o caminho da paz definitiva na região.

Escrito por: William Pedreira

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