Os bancários estão paralisando nesta quinta-feira (11) agências do Santander em todo país, realizando um dia nacional de luta em protesto contra a falta de funcionários e reivindicando mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e valorização dos aposentados.
Em Curitiba, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região fechou as agências do anel central, que ficam paralisadas até às 11h. “Temos que pressionar o banqueiro, precisamos de melhores condições de trabalho no Santander. Os bancários estão sofrendo assédio moral em muitas das agências e a falta de funcionários prejudica o atendimento aos clientes e sobrecarrega os trabalhadores”, afirma Carlos Schiavo, diretor da Fetec-CUT-PR e funcionário do Santander.
Uma carta aberta, elaborada pela Contraf-CUT, está sendo distribuída pelos sindicatos aos clientes, pedindo apoio e solidariedade para a luta dos bancários.
O Sindicato de Londrina paralisou as atividades hoje (11/04) da agência do Santander localizada na Avenida Tiradentes. A unidade permaneceu fechada durante todo o dia. A mobilização do Dia Nacional de Luta ocorreu em todo o Brasil, em protesto pelas péssimas condições de trabalho que o banco espanhol está impondo aos seus funcionários no Brasil.
“O movimento sindical busca junto ao banco soluções para o fim do assédio moral, das metas abusivas, da falta crônica de funcionários nas agências e o fim das demissões imotivadas, situação que vem sobrecarregando e adoecendo cada vez um número maior de funcionários”, afirma Dirceu Quinelato, diretor do Sindicato de Londrina e integrante da COE Santander.
Segundo Dirceu, a Contraf-CUT espera que o banco traga nas próximas rodadas de negociação respostas concretas a respeito das reivindicações dos funcionários, porque até agora a COE não tem obtido avanços, mas apenas promessas em torno de antigas demandas de negociação.
Em Apucarana houve paralisação na agência de Arapongas e nos demais sindicatos filiados á Fetec/Pr houve manifestações com entrega de carta aberta aos clientes e funcionários.
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Em dia nacional de luta, bancários cobram mais empregos do Santander
Crédito: Seeb São Paulo
Carta aberta distribuída aos clientes em todo Brasil
Os bancários paralisaram nesta quinta-feira (11) agências do Santander em todo país, realizando um dia nacional de luta, conforme orientação da Contraf-CUT. Os sindicatos fizeram protestos e manifestações, principalmente contra a falta de funcionários, diante da carência de pessoal, de uma nova onda de demissões e da política nefasta de rotatividade do banco espanhol.
“Ocorreram demissões em massa em dezembro de 2012, quando o banco demitiu sem justa causa 1.153 funcionários, o que representou um corte de 975 postos de trabalho. O pior é que, em vez de preencher essas vagas, novas dispensas estão acontecendo, aumentando ainda mais a sobrecarga de trabalho, o estresse e o adoecimento de funcionários”, denunciou o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Uma carta aberta, elaborada pela Contraf-CUT, foi distribuída pelos sindicatos aos clientes, pedindo apoio e solidariedade para a luta dos bancários.
Clique aqui para ler a carta aberta.
Os trabalhadores reivindicaram também o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e valorização dos aposentados.
Elitização x Universalização
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Maria Rosani, destacou que “algumas agências precisam ser fechadas no meio do dia porque a quantidade de funcionários não é suficiente para dar conta do número de clientes, mas o banco afirma que está tudo dentro da normalidade”.
Rosani deu um exemplo para ilustrar a política da instituição no que se refere à contratação de pessoal. “O Santander abriu um novo tipo de agência chamada Select para clientes de alto padrão aquisitivo, mas, ao invés de contratar novos funcionários, o banco está tirando gerentes das agências já existentes e transferindo para essas novas unidades, o que acaba acarretando mais sobrecarga a todos os funcionários”, apontou.
“Queremos mais e melhores empregos e condições dignas de trabalho, a fim de garantir atendimento de qualidade para todos os clientes”, salientou Ademir. “Não aceitamos que o banco empurre clientes que pagam altas taxas de juros e tarifas exorbitantes para utilizar correspondentes, onde não têm bancários nem vigilantes”, disse. “Em vez de elitizar para a alta renda e precarizar para a baixa renda, o banco que é uma concessão pública deveria universalizar o atendimento com excelência para todos”, apontou.
Chega de enrolação nas negociações
Os protestos foram também um recado da Contraf-CUT, federações e sindicatos para que o Santander pare de enrolar nas negociações específicas e atenda as reivindicações dos trabalhadores. “Nos últimos meses não faltaram debates com o banco, mas sem avanços concretos nem melhorias nas condições de saúde, segurança, trabalho e previdência complementar”, frisou Ademir.
“Queremos que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros e valorize os funcionários e aposentados do banco”, concluiu o diretor da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT com sindicatos
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Bancários realizam dia de luta contra falta de funcionários no Santander
Os bancários estão paralisando nesta quinta-feira (11) agências do Santander em todo país, realizando um dia nacional de luta em protesto contra a falta de funcionários e reivindicando mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, igualdade de oportunidades e valorização dos aposentados.
Uma carta aberta, elaborada pela Contraf-CUT, está sendo distribuída pelos sindicatos aos clientes, pedindo apoio e solidariedade para a luta dos bancários.
Clique aqui para ler a carta aberta.
“As agências do Santander estão com falta de funcionários e sobrecarga de trabalho. O banco espanhol fez demissões em massa em dezembro de 2012, cortando 975 postos de trabalho. O pior é que, em vez de preencher essas vagas, novas dispensas estão acontecendo”, denuncia o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Cobramos o fim das demissões e da política nefasta de rotatividade do Santander”.
“Esse tremendo descaso do banco com o emprego, somado com a pressão das metas abusivas para a venda de produtos, agravou as condições de trabalho, gerando estresse, assédio moral e adoecimento de funcionários”, alerta o dirigente sindical.
Os dirigentes sindicais apontam que, com a carência de pessoal, o atendimento aos clientes piorou, mas o banco segue cobrando altas taxas de juros e tarifas exorbitantes. “Além disso, o banco tem empurrado clientes para utilizar correspondentes, onde não têm bancários nem vigilantes, precarizando o atendimento e fragilizando a segurança”.
O Santander lucrou R$ 6,3 bilhões em 2012. “Esse número só não foi maior ainda porque o banco destinou, mesmo com baixa inadimplência, R$ 14,9 bilhões para provisões com devedores duvidosos (PDD), um aumento em 30,11%, o que reduziu a participação nos lucros (PLR) dos funcionários”, destaca Ademir.
Esse resultado bilionário significou 26% do lucro mundial do Santander. “Em nenhum outro país do mundo, o banco ganhou tanto dinheiro como no Brasil”, ressalta Ademir. Mesmo assim, demite para reduzir custos, enquanto paga bônus milionários aos altos executivos e gasta milhões de reais com o patrocínio da Copa Libertadores e da Fórmula 1.
“Queremos que o Santander respeite o Brasil e os brasileiros e pare de enrolar nas negociações específicas e atenda as reivindicações dos funcionários”, conclui o diretor da Contraf-CUT.
Fonte: Contraf-CUT e Fetec/Pr