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Por 15:08 HSBC

Terceirização agrava rotina de desrespeito no call center do HSBC

Penalizações por dar explicações aos clientes, desrespeitos constantes às pausas de descanso, aumentos exorbitantes das metas a serem cumpridas, a lista de sofrimentos que os funcionários do Telebanco do HSBC, em São Paulo, são obrigados a encarar no seu dia a dia é extensa e beira o limite do absurdo, mesmo para a já sofrida rotina de atendentes de call centers de bancos.

Quando o sistema ou a ligação caem, o operador é penalizado por não concluir o atendimento. Se o operador explicar para o cliente a diferença entre utilizar o limite da conta e fazer um empréstimo, também é punido.

Os operadores são obrigados a utilizar todas as suas pausas quando o sistema apresenta problemas, mesmo se o funcionário não estiver com fome ou não sendo o horário da ginástica laboral.

O diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luciano Ramos, conta que quando o sistema volta a funcionar, os operadores não têm permissão para deixar o posto de trabalho, pois já utilizaram todas as suas pausas. “O detalhe é que o sistema do banco tem a opção de pausar o sistema por problemas, mas os funcionários são proibidos de usá-lo”, explica.

Os operadores também são obrigados a engolir descontos na remuneração variável PSV (Programa Semestral Variável) se receberem uma carta de orientação ou de advertência, e ainda têm de convier com a pressão constante pelo cumprimento de metas abusivas.

Terceirização 

A monitoria das ligações, que antes era realizada por bancários, agora é feita pela empresa terceirizada DBM. “Isso está causando boa parte dos problemas que os operadores estão passando, pois os mesmos não são bancários e não conhecem tão bem o sistema”, explica Luciano.

O sindicalista cita ainda a questão do sigilo bancário. “Se os funcionários não são bancários, eles não poderiam ouvir as ligações de clientes nas quais são disponibilizados desde dados cadastrais até valores de conta corrente, empréstimos e aplicações. Se um operador que não é bancário tem acesso a dados bancários, como é o que está acontecendo, isso pode ser caracterizado como quebra de sigilo”, afirma.

Luciano ressalta que o RH do HSBC foi contatado nesta terça-feira 23. “Fui informado de que a direção do banco quer conversar sobre os problemas relatados. A reunião provavelmente vai ocorrer na semana que vem.”

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

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Bancários do Rio param agências do HSBC, Citi e Safra contra demissões

Crédito: Seeb Rio de Janeiro
Seeb Rio de JaneiroMobilização contra dispensas de trabalhadores no centro do Rio

Os bancários do HSBC fizeram um dia nacional de luta contra as mudanças no plano de saúde e a falta de funcionários em todo o país, na última quinta-feira (18). No Rio de Janeiro, o movimento que durou o dia todo obteve adesão total das agência da Avenida Rio Branco.

Os protestos serão intensificados contra o enxugamento e as mudanças no plano de saúde, que só vão trazer prejuízos aos trabalhadores. “No plano de saúde, o banco suprimiu o pagamento para o titular, mas retirou do funcionário o direito a ter a cobertura vitalícia depois que se aposentar. Uma crueldade”, criticou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, Marcelo Rodrigues.

Enxugamento

Os dirigentes sindicais explicam que, de uma forma geral, as condições de trabalho no HSBC são precárias em todo Brasil, com agências extremamente enxutas, extenuando os funcionários, que não suportam mais a pressão por cumprimento de metas.

“Estamos trabalhando no limite para realizar as tarefas normais. Além disso, é sufocante o assédio moral, uma violência sem igual. Temos que responder a isso com todas as nossas forças, com a nossa mobilização. Esta foi apenas uma primeira paralisação, para a qual recebemos apoio total”, disse o diretor do Sindicato, Leuver Ludolff, que é funcionário do HSBC.

O diretor do Sindicato e também empregado do banco inglês, Amarildo da Silva, disse que, no ano passado, o banco demitiu 946 bancários. “O mais intrigante dessa situação é que, em 2012, o HSBC lucrou R$ 1,2 bilhão. Por isso, nossa meta de agora em diante é intensificar as mobilizações até que o banco melhore as condições de trabalho”, afirmou.

Citibank e Safra

As paralisações, que se prolongaram até as 16h, atingiram também as agências do Citibank e do Safra, que estão demitindo. Um dia depois das manifestações, na sexta-feira (19), o Sindicato recebeu denúncias de mais demissões no Citi.

“Os companheiros que forem demitidos devem procurar o Sindicato. Confirmações de dispensas ou ameaças devem ser imedia­tamen­­te comunicadas. Ligue para os telefones 2103-4172 e 2103-4124”, alerta Marcelo.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio de Janeiro

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