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Por 23:09 Sem categoria

CUT orienta ampliar manifestações pela pauta da classe trabalhadora

Crédito: CNM/CUT

CNM/CUTPresidente da CUT destaca papel do sindicalismo na atual conjuntura 

A Central Única dos Trabalhadores está orientando a sua militância a participar das manifestações que estão ocorrendo no país, levando para as ruas, cada vez mais, as suas reivindicações em defesa da classe trabalhadora – como o fim do fator previdenciário, a redução da jornada para 40 horas, o combate ao PL 4.330/2004 (terceirização), entre outras.

“O que estamos assistindo é um movimento legítimo e boa parte das reivindicações que está nas ruas integra a nossa pauta. A CUT sempre defendeu que o país tenha políticas públicas que se traduzam em serviços de qualidade na educação, na saúde, no transporte público. Por motivos como estes já fomos às ruas, inclusive na Marcha a Brasília realizada em março e vamos agora novamente”, destacou nesta quinta-feira (20) o presidente da CUT, Vagner Freitas, na Plenária Estatutária da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT).

O evento, iniciado na quarta-feira (19), reúne 150 dirigentes de sindicatos de metalúrgicos cutistas de todo o país e foi convocado para debater as estratégias de atuação da categoria, em especial a sua intervenção nos fóruns tripartites de política industrial e sua organização nacional por setores.

Vagner participou, ao lado do presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, e do secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, do painel “Os/as Trabalhadores/as e o Macrossetor da Indústria da CUT”, que integrou a programação da Plenária e foi coordenado pela metalúrgica Christiane dos Santos, secretária de Igualdade Racial da CNM.

Paulo Cayres também destacou a importância deste momento para a vida do país, mas lembrou que o movimento sindical cutista deve estar preparado para defender com toda a sua garra os direitos dos trabalhadores conquistados até aqui e propiciados pelo projeto de governo que está sendo implantado no Brasil há 10 anos. “Não podemos permitir que queiram destruir tudo o que conquistamos depois de mais de 30 anos de lutas”, ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, que participou da mesa seguinte da Plenária, também defendeu a legitimidade do movimento, acrescentando que este é o momento para que as entidades sindicais reflitam sobre a sua forma de atuação.

“Precisamos abrir nossas entidades para o diálogo com esse movimento. Esses jovens precisam saber que têm casa à disposição para discutir política. Temos de estar abertos e trazer para nossas entidades essas lideranças que podem surgir neste momento”, afirmou Marques, que também é vice-presidente estadual do PT e presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC.

Macrossetor

Freitas e Nobre destacaram a importância da organização dos trabalhadores nos macrossetores da CUT, dizendo que esta forma permite enfrentar o novo momento do capitalismo mundial. “O mundo passa por transformações e nossa estrutura também tem de mudar, nos capacitando melhor para enfrentar os desafios. O Plano Brasil Maior é um exemplo concreto disso. Os trabalhadores de setores com mais acúmulo de organização, como os metalúrgicos, conquistaram avanços importantes nesse fórum”, assinalou o secretário geral da CUT, referindo-se ao Programa Inovar-Auto. “Os setores com menos acúmulo não conseguiram apresentar propostas no PBM”, completou.

Vagner disse que o macrossetor da indústria da CUT está auxiliando na qualificação da organização das entidades que o compõem (metalúrgicos, químicos, têxteis e construção civil). “É a forma mais adequada de organização para o atual estágio do capitalismo. Precisamos de um sindicalismo forte e consistente. E não duvido que caminhemos para a criação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da CUT”, afirmou Freitas.

Sérgio Nobre, por sua vez, lembrou que a fusão de entidades sindicais está acontecendo em várias partes do mundo, como mecanismo para enfrentar esta nova fase das relações capital-trabalho. “Hoje já deveríamos ter organização por ramo. Acho que o macrossetor é um caminho acertado adotado pela CUT”, enfatizou.

Fonte: CNM/CUT

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CUT e movimentos sociais reforçam participação na manifestações

Milhares de manifestantes protestam em todo Brasil

A CUT e a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) divulgaram nesta quarta e quinta-feira, dias 19 e 20, posicionamentos reforçando a convocação das mobilizações populares e a importância da participação nas atividades em todo Brasil.

Veja abaixo a íntegra das notas da CUT e da CMS:

CUT

Considerando que sempre estivemos ao lado dos trabalhadores/as e dos movimentos sociais, a Executiva Nacional da CUT orienta:

1 – Devemos participar das atividades em todo o Brasil, contribuindo de forma organizada, com nossas reivindicações históricas, como a Plataforma de Reivindicações da Classe Trabalhadora, evitando qualquer depredação ou saque e valorizando a mobilização;

2 – É importante que a militância se identifique como CUTista, usando camisetas da CUT, bonés e faixas, sem criar constrangimento para outros movimentos;

3 – Nossa solidariedade ao movimento é fundamental e devemos explicitar isso, por exemplo, levando faixas de solidariedade e colocando nossa infraestrutura à disposição;

4 – Devemos, mais uma vez, valorizar também as negociações com os representantes dos governos municipais, estaduais e federal;

5 – Finalmente reforçamos que devemos evitar qualquer tipo de conflito. O movimento deve continuar pacífico;

A CUT teve papel fundamental na redemocratização do Brasil, na luta dos trabalhadores/as do campo e da cidade, na luta por anistia e pela democratização dos meios de comunicação.

A CUT continua tendo papel fundamental na organização e representação da classe trabalhadora e ao longo destes 30 anos de existência, muita coisa evoluiu no Brasil, mas muita coisa precisa melhorar. É preciso ouvir o clamor do povo.

São Paulo, 20 de Junho de 2013.

Vagner Feitas
Presidente Nacional da CUT

Sergio Nobre
Secretário-Geral Nacional da CUT

CMS

Reunida em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19), a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), articulação que congrega dezenas de entidades nacionais, manifesta o seu mais veemente apoio às mobilizações em curso.

As recentes conquistas de redução dos valores das passagens potencializa a luta por mais investimentos e maior qualidade no transporte público. Ao mesmo tempo, esta vitória da unidade e da mobilização popular coloca a necessidade de que o movimento assuma pautas mais amplas.

A intervenção dos grandes conglomerados de comunicação tentando criminalizar o movimento, incentivando num primeiro momento a violência e a repressão e, posteriormente, tentando manipular em prol da agenda das elites historicamente beneficiadas pela adoção de políticas neoliberais e privatistas, deve ser respondida com a defesa da democratização da mídia.

Ao contrário da pluralidade e diversidade possibilitadas pelas mídias sociais, o controle de meia dúzia de famílias sobre o conteúdo do que é divulgado pelas emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, significa a sua partidarização pelo capital, que censura, desinforma e perverte a informação. Os últimos acontecimentos reforçam a defesa de uma reforma democrática da comunicação que combata o monopólio e assegure a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal.

Da mesma forma, entendemos que as ruas transmitem uma mensagem: a de que é necessário aprofundar as mudanças, em vez de retroceder com políticas como o aumento de juros, privatizações e concessões. São necessárias reformas inadiáveis que ampliem os direitos políticos e sociais.

A reforma política, com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos, deve ser uma prioridade para o combate à corrupção e à prevalência dos financiadores – sistema financeiro, transnacionais e o grande capital – que querem impor seus mesquinhos interesses sobre os da sociedade.

Que a pressão da unidade e da mobilização popular continue irradiando a energia das ruas em prol da construção de um novo país, mais justo, democrático e soberano.

Vamos à luta.

Coordenação dos Movimentos Sociais

Fonte: CUT e CMS

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