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Pisos salariais definidos em 2012 têm ganho superior à inflação, informa DIEESE

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A quase totalidade dos acordos trabalhistas assinados no ano passado produziu ganhos reais para os pisos salariais, informa balanço do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado hoje (25).

Segundo a pesquisa, que leva em conta as negociações registradas no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) do departamento, 98% dos 696 reajustes ficaram acima da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento informa que as faixas de aumento entre 8,01% e 9% e de 2,01% a 3% foram as de maior destaque, representando 14,4% e 13,5% das negociações, respectivamente. Mesmo os acordos que produziram reajustes abaixo da inflação ficaram próximo ao INPC, com percentual entre 0,01% e 1% inferior ao índice, assinala o documento.

Em relação aos valores definidos para os pisos, 7% correspondiam ao salário mínimo vigente no período, de R$ 622. Na comparação com 2011, houve leve acréscimo desse percentual: cerca de 6% das unidades de negociação definiam o salário mínimo como piso. A maior parte (50%) dos pisos no ano passado correspondeu a até R$ 729,90 e 25% tinham valor de até R$ 664,50. O valor médio dos pisos analisados ficou em R$ 808,89.

Em 2012, o salário mínimo necessário calculado pelo Dieese variou de R$ 2.295,58, em março, para R$ 2.617,33, em outubro. O valor médio anual ficou em R$ 2.463,80. Na comparação com o valor do salário mínimo, o valor definido pelo departamento variou de 3,69 a 4,21 vezes o seu valor. A média anual ficou em 3,96 salários mínimos.

Edição: José Romildo

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Notícia colhida no sítio http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-25/pisos-salariais-definidos-em-2012-tem-ganho-superior-inflacao-informa-dieese

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Em Pauta: O trabalhador perdeu rendimento porque houve inflação?

Na fonte, publicado em: 17 Julho, 2013 Assuntos: Em Pauta: Inflação

É possível aferir o valor do ganho médio (ou habitual) de um trabalhador. A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE investiga esse valor. Em janeiro de 2003, era R$ 739,30. Passados mais de dez anos, este valor alcançou R$ 1.664,70 em maio de 2013. Houve um aumento expressivo. Entretanto, é preciso descontar a inflação, já que o rendimento do trabalhador aumentou, mas também houve elevação de preços. A diferença entre o valor nominal do rendimento e a inflação expressa o ganho ou a perda real de poder de compra do salário do trabalhador.

O gráfico mostra que, entre janeiro de 2003 e maio de 2013, a variação acumulada do rendimento do trabalhador foi superior a inflação. Houve aumento real, que foi significativo. O rendimento cresceu 125,2% e a inflação no mesmo período foi de 77,7%. A diferença expressa o ganho real. Mais ainda: o gráfico mostra que os ganhos reais dos trabalhadores estão aumentando a cada mês. Desde 2006, a inflação acumulada é inferior ao aumento do rendimento dos trabalhadores.

Conclusão: não está havendo perda dos ganhos gerados nos últimos tempos. Pelo contrário, os ganhos continuam aumentando. 

por João Sicsú & Ernesto Salles

*Este conteúdo integra a série Em Pauta Inflação, que será atualizada ao longo das próximas semanas.

Notícia colhida no sítio http://www.enfpt.org.br/node/639

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Em junho, desocupação foi de 6,0%

A taxa de desocupação foi estimada em 6,0%, não registrando variação significativa frente a maio de 2013 (5,8%) e junho de 2012 (5,9%). A população desocupada (1,5 milhão de pessoas) também apresentou estabilidade tanto em relação maio de 2013 quanto a junho de 2012. A população ocupada (23,0 milhões) não variou significativamente frente aos meses de maio de 2013 e junho de 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável em relação a maio de 2013 e cresceu 3,2% na comparação com junho do ano passado, representando um adicional de 359 mil postos de trabalho com carteira assinada. Analisando o contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, de maio para junho de 2013, destaca-se queda de 3,3% na Indústria, único grupamento que mostrou variação.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.869,20) não apresentou variação na comparação mensal e aumentou 0,8% frente a junho de 2012 (R$ 1.854,13). A massa de rendimento real habitual (R$ 43,4 bilhões) ficou estável em relação a maio e cresceu 1,5% frente a junho de 2012. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (43,1 bilhões em maio de 2013) também permaneceu estável frente a abril. Na comparação com maio do ano passado esta estimativa cresceu 2,0%.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.

Desocupação fica estável em todas as regiões frente a maio

A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) foi estimada em 6,0% para o conjunto das seis regiões metropolitanas. Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação não registrou variação significativa em nenhuma das regiões metropolitanas pesquisadas. No confronto com junho de 2012, também não foi observada nenhuma variação significativa.

O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) em junho de 2013 foi estimado em 1,5 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, refletindo estabilidade na comparação com maio e também frente a junho do ano passado. No confronto com junho de 2012, verificou-se alta no número de desocupados na região metropolitana de Salvador (23,5% ou 34 mil pessoas) e estabilidade nas demais regiões.

Nível da ocupação fica em 53,7%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 53,7% no total das seis regiões, não apresentando variação em relação a maio de 2013. No confronto com junho de 2012 esse indicador também não variou. Regionalmente, na comparação mensal, todas as regiões mantiveram estabilidade, exceto Belo Horizonte, onde o indicador caiu 0,8 ponto percentual. No confronto com junho do ano anterior, o nível da ocupação aumentou 4,4 pontos percentuais em Salvador e teve redução de 2,1 e de 1,9 pontos percentuais, respectivamente, em Recife e em Belo Horizonte. Nas demais regiões, não se verificou alteração.

Analisando o contingente de ocupados segundo os grupamentos de atividade, de maio para junho de 2013, apenas o grupamento da Indústria registrou variação, queda de 3,3%. Na comparação com junho do ano passado, foi verificada elevação em Educação, saúde, administração pública (6,0%) e queda nos Serviços domésticos (-5,2%), enquanto os demais grupamentos não tiveram alteração.

Na comparação anual, rendimento médio aumenta em três das seis regiões

Na análise regional, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.869,20 no conjunto das seis regiões) subiu frente a maio em Recife (3,3%), Porto Alegre (3,2%) e Salvador (0,9%). Ficou estável no Rio de Janeiro e caiu em Belo Horizonte (4,0%) e em São Paulo (0,6%). Na comparação com junho de 2012, houve queda em Belo Horizonte (5,1%), Salvador (4,5%) e em Recife (3,2%). Ocorreu alta em Porto Alegre (6,3%), Rio de Janeiro (3,6%) e em São Paulo (1,3%).

Na classificação por atividade, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a maio de 2013 foi no grupamento Construção (1,6%) e a maior queda na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (-1,7%). Na comparação anual, observou-se aumento de 4,4% na Construção e queda no grupamento de Outros serviços (-2,7%).

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em comparação com junho de 2012 ocorreu dentre os empregados sem carteira no setor privado (4,2%):

Comunicação Social
24 de julho de 2013

Notícia colhida no sítio http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2432
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SAIBA MAIS SOBRE OS PISOS SALARIAIS EM 2012 ACOMPANHADOS PELO DIEESE
ACESSE O ENDEREÇO ELETRÔNICO http://www.dieese.org.br/balancodosreajustes/2012/estPesq64BalNegoc2012.pdf
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