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Por 10:25 Sem categoria

Identidade de gênero e direito foram temas de debate na Vigília Lula Livre

As conquistas da classe durante as políticas identitárias dos governos Lula e Dilma foram tratadas e os desafios de lutar em meio a um governo golpista foram traçados. Conversa foi puxada pelo secretário estadual LGBTI do Partido dos Trabalhadores, Robson Padilha

Vigília completa 136 dias de resistência nesta segunda-feira (20/08). Foto: Joka Madruga

Na manhã de sexta-feira (17) a Vigília Lula Livre recebeu uma roda de conversa com o secretário estadual LGBTI do Partido dos Trabalhadores, Robson Padilha, também candidato ao cargo de deputado estadual. A tônica da conversa com os militantes ali presentes foi identidade de gênero. As conquistas da classe durante as políticas identitárias dos governos Lula e Dilma foram tratadas e os desafios de lutar em meio a um governo golpista foram traçados.

Para Robson, uma das primeiras políticas do governo Lula para que a diversidade entrasse realmente em pauta institucionalmente, foi a criação da lei 10.639. Apesar de ser uma lei de inclusão de conteúdo para inclusão racial em sala de aula, o militante acredita que não é possível falar em sexualidade e gênero sem a característica da interseccionalidade. “É preciso falar também das mulheres negras, da geração LGBTI negra, da juventude negra. Então, a partir daí a gente conseguiu entrar nas escolas”, explica.

Outros avanços citados pelo secretário, estão a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio como crime, que também protege mulheres LGBTI. “Apesar de não ter a especificidade de gênero na Maria da Penha, existem casos de mulheres trans vítimas de violência que ganharam processos a partir dessa Lei”, contou. Ele considera importantíssimo que se abram precedentes como esses no país que mais mata LGBTI no mundo.

Um dos desafios mais importantes para o candidato a deputado estadual é a criminalização da homofobia, que chegou a ser proposta pelo segundo mandato de Dilma Rousseff. Para ele, o agressor precisa entender que ser violento com a população LGBTI não é uma atitude a ser considerada legal no Brasil. No entanto, a educação precisa ser a base para que se diminuam de fato os índices de violência de motivação homofóbica. “Não basta somente criminalizar o agressor, a gente precisa fazer com que esse agressor compreenda que os LGBTs existem e precisam ser respeitados, então a gente precisa garantir uma educação sócio educativa para esses agressores para que eles saiam da sua punição compreendendo a importância do respeito à cidadania da população LGBT”, completa.

 
Camila Vida
Edição: Laís Melo
Brasil de Fato

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