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Comando Nacional dos Bancários cobra da Fenaban mais enfrentamento contra a pandemia

O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se ontem (02) com a Federação Nacional dos Bancos para cobrar os bancos um maior empenho e respeito na condução dos protocolos de prevenção ao Covid-19 para os bancários. Esta questão tem sido uma constante preocupação do comando, uma vez que o desgoverno federal optou em deixar a população brasileira à mercê da própria sorte com sua necropolítica, minimizando uma pandemia que já vitimou mais de 225 mil brasileiros.

O Comando também cobrou ações como o afastamento do trabalho em caso de suspeita, manutenção da telemedicina, disponibilização de todos os EPI’S necessários, uso de máscara, álcool gel, separadores, proteção facial, distanciamento e demais ferramentas de proteção. Foi discutido ainda que os bancos que contam com muitos trabalhadoras e trabalhadores em regime presencial que revertam para o teletrabalho. Atualmente, 200 mil bancários e bancárias trabalham à distância.

Os bancos, aqueles mesmos que costumam fazer vistas grossas à toda barbárie cometida pelo desgoverno federal, revelaram estar preocupados com a situação nacional, principalmente em algumas regiões em que o nível de contaminação é maior e se comprometeram em intensificar e cobrar maior rigor nas medidas de proteção. Ficou acertado de que os bancos irão se reunir esta semana para estabelecer uniformização para o modelo de teletrabalho.

Durante a reunião, o Comando propôs aos patrões para que os bancos negociem junto ao Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais da Saúde a criação de uma lista de profissionais essenciais que tenham prioridade na vacinação logo após que o segmento extremamente prioritário (idosos, profissionais da saúde e indígenas) tenham concluído a vacinação. A categoria bancária, por lidar diretamente com o público, estaria incluído nesta categoria de trabalhadores essenciais.

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, lamenta o abandono do desgoverno federal explica o porquê que os bancários e bancárias devem ser tratados como trabalhadores essenciais nesta pandemia. “A população é vítima da ausência de gestão do governo Bolsonaro e de um ministro da Saúde que não faz nada para combater a pandemia. Queremos que o governo providencie vacina para todo mundo. Por causa desse atraso, precisamos também colocar a categoria bancária como um setor essencial no calendário de vacinação. Tivemos aglomerações nas agências e isso é um dos fatores de risco. Depois dos grupos prioritários a serem vacinados, queremos que a categoria seja incluída pelo Ministério da Saúde como um dos setores essenciais no calendário da vacina”.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) Deonísio Schmidt, a gravidade da doença, graças à inoperância de um desgoverno que teima em comparar a pandemia com uma “gripezinha”, exige que os bancos tomem alguma atitude para que tanto a categoria bancária quanto a população não sejam ainda mais prejudicados. “O momento é grave, a variante do vírus está vindo de forma destruidora e os bancos precisam aumentar o rigor quanto a proteção de bancários e clientes. Vou além. Como a saúde está largada à sorte, nas mãos de um ministro que não sabe o que está fazendo lá e de um presidente genocida, os bancos, como um dos setores mais lucrativos e que mais exploram a sociedade, têm a obrigação de cobrar deste governo melhor planejamento e maior efetividade no combate à pandemia, inclusive com a doação equipamentos, instrumentos, principalmente de cilindros e usinas móveis de oxigênio. Defendemos vacinação urgente para toda a população, primeiro os profissionais de saúde, idosos, indígenas, e imediatamente após, no conjunto da população, a elaboração de uma lista de categorias profissionais por critérios de exposição e essencialidade. Pedimos a todos os bancários e bancárias que se cuidem, se protejam, e principalmente evitem aglomerações”.

Texto: Flávio Augusto Laginski

Fonte: Fetec-CUT/PR

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