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Por 16:36 Sem categoria

Sábado foi dia de protestar contra a necropolítica de Bolsonaro

Foto: Giorgia Prates/Brasil de Fato

A população saiu às ruas no último sábado (19) para fazer uma mega protesto contra a necropolítica do atual governo federal. Em todo o Brasil, aproximadamente 750 mil pessoas foram protestar contra o descaso e a incompetência de Jair Bolsonaro (ex-PSL) não apenas com a saúde pública, mas também contra a falta de perspectiva de uma melhora no país em outras áreas.

No Paraná, mesmo com a chuva e o tempo frio, muita gente saiu para mostrar sua indignação e revolta com a  política genocida que dá as cartas em Brasília. Os protestos foram realizados desde em grandes cidades, como Curitiba e Umuarama, quanto em pequenos municípios, como Miraselva e Prado Ferreira, ambas no norte do Estado.

Para evitar problemas com aglomerações, os participantes receberam máscaras e orientações para manter uma distância segura.

Na pauta, o povo pediu por mais vacinas contra a Covid-19, que vitimou mais de meio milhão de brasileiros, além de reclamar do alto índice de desemprego, inflação galopante, a maior dos últimos 25 anos, e todo o descaso da atual (indi)gestão.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT-PR), Deonísio Schmidt, acredita que este movimento seja apenas a ponta do iceberg e que, graças à incompetência de Bolsonaro, tende a ficar cada vez mais forte. “Estamos vivendo um momento terrível de crise econômica e sanitária, resultado da política de exclusão do atual governo. São mais de 20 milhões de brasileiros desempregados e desalentados. São mais de 500 mil vidas perdidas. Ninguém aguenta mais e povo foi para as ruas. Se com toda a dificuldade que o momento nos propõe mesmo assim centenas de milhares foram as ruas, em breve serão milhões”.

Nas redes sociais, alguns “bolsominions” tentaram deslegitimar a causa, alegando que a população presente estava se aglomerando. Porém, muitos lembraram que só estão fazendo isso porque consideram o atual presidente mais nocivo do que a doença.

Graças ao modus operandi genocida, o Brasil, que vive uma situação delicada nesta segunda onda da Covid-19, pode entrar na terceira sem que aquela estivesse acabada. Para entender melhor o drama, veja como o Brasil atingiu esta triste marca:

▪️ 144 dias para saltar de 1 a 100 mil óbitos;
▪️ 152 dias até 200 mil;
▪️ 76 dias até 300 mil;
▪️ 36 dias até 400 mil;
▪️ 51 dias até hoje, mais de 500 mil mortos.
Esse número equivale à população de Florianópolis. É como se a cidade deixasse de existir. Outro exemplo, a Islândia, país europeu que tem pouco mais de 350 mil habitantes, seria varrido do mapa caso Bolsonaro fosse o presidente.

Outros Estados

Não existe melhor termômetro para provar que a popularidade do pior presidente que o Brasil já teve está descendo a ladeira de forma acelerada do que o povo na rua se manifestando, pedindo seu impeachment, o responsabilizando pela tragédia das mais de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19.

Foi o que aconteceu neste sábado quando milhares de brasileiros e brasileiras foram às ruas de mais de 400 cidades para reafirmar que Jair Bolsonaro e seu governo são os principais responsáveis pelas mortes, pela fome, pelo desemprego, pela falta de vacinas para todos e todas.

O #19JforaBolsonaro foi mais um dia de dizer “chega de Bolsonaro”, e o grito que explodiu nas ruas exigiu o impeachment do presidente.

Os atos foram também pelo auxílio emergencial de R$ 600, vacina, emprego, contra as privatizações e pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

As manifestações tiveram início já nas primeiras horas do dia. Confira aqui os atos realizados na manhã deste sábado no Brasil e no mundo.

Na parte da tarde, os protestos continuaram em várias cidades – capitais e interior dos estados.

Para saber mais como foram os protestos pelo Brasil, clique neste link

Texto: Flávio Augusto Laginski e André Accarini

Fonte: Fetec e CUT

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