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Por 12:35 Sem categoria

Bolsonaro é o responsável pela perda de 377 empregos por hora, diz Sergio Nobre

Em um ano, 377 trabalhadores e trabalhadoras perderam o emprego por hora no Brasil. O auge foi em agosto de 2020, período mais crítico da pandemia, com a perda de 1.366 empregos por hora. Este número foi levantado pela consultoria IDados, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, do mês de abril deste ano.

Para presidente de CUTSérgio Nobre, essa tragédia é resultado da política econômica do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), da falta de investimentos público e da precarização dos empregos.

“O governo Bolsonaro desmontou instrumentos de desenvolvimento do país e a iniciativa privada não tem, historicamente, condições de exercer o papel de indutor da economia, como quer Guedes e Bolsonaro”, diz Sérgio Nobre se referindo ao ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes e ao presidente da República.

Na avaliação do presidente da CUT,  uma série de escolhas erradas na política econômica do governo  Bolsonaro, que em dois anos e meio de gestão ainda não apresentou uma proposta efetiva para geração de emprego e renda, resultou em desemprego recorde e aumento da fome. Essa crise profunda, acrescenta, fez o Brasil cair da 6ª economia do mundo, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff , para a 12ª posição atualmente.

taxa de desemprego é de 14,7%, o dobro da taxa verificada em 2013 (governo Dilma) que estava em torno 7%. Portanto, há hoje cerca de 15 milhões de pessoas que ativamente procuram um emprego, quase 8 milhões a mais do que havia em 2013, de acordo com um levantamento do ex-diretor técnico do Dieese e atual assessor do Fórum das Centrais Sindicais, que a CUT faz parte, Clemente Ganz Lúcio.

Para Sérgio Nobre, os números seriam outros se o governo não tivesse fragilizado as estatais. De acordo com ele, entre os motivos da crise estão o desmonte promovido pelo governo, com redução de investimentos e quadro de pessoal para privatizar tudo que conseguir aprovar no Congresso Nacional, como aconteceu com a Eletrobras, apesar dos riscos de ocorrem novos apagões como do Amapá, no ano passado; a tentativa de privatização dos Correios e da Petrobras, além do desmonte do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), que abandonou o financiamento industrial.

“Sem as estatais, o BNDES e os bancos públicos fazendo investimentos não tem Ministério do Trabalho que consiga promover mais empregos”, afirma Nobre, se referindo a recriação da Pasta com o objetivo de acomodar aliados políticos do governo – o ministério será comando por Onyx Lorenzoni, do centrão, que terá 200 cargos para indicação política em todo o país na véspera do ano eleitoral.

Fonte: CUT

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