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Por 10:01 Notícias

Um projeto democrático e populara para fazer a nossa estrela brilhar!

Fechado mais um ano. E um ano que foi muito duro para toda à classe trabalhadora. Um ano de ofensivas e ataques aos nossos direitos por parte das poucas elites do capital. Um ano de extremo descaso com vida das pessoas que mais precisam de um estado forte e de políticas públicas, pelo menos até o momento em que a politica eleitoral não exigiu, a partir disto à demagogia e o clientelismo voltaram a imperar com força na política brasileira, pelo fato do enfraquecimento de uma politica de extrema direita, que tem pela sua lógica muito próxima ao pensamento do capital uma queda pela concentração de renda e das decisões política, pelo menos foi o que deixou transparecer durante todos esses três anos anteriores do desgoverno Bolsonaro.

Neste ano que se encerrou foram anunciadas diversas guinadas na política de cunho populistas, esquecendo algumas promessas de campanha de que acabariam com o fisiologismo do Centrão e etc. O Centrão era segundo eles o grande mal do país e a origem de todo o processo de corrupção e do destino da distribuição de cargos e proventos pela estrutura do governo, no primeiro e demais escalões. Mas a chegada do ultimo ano de desgoverno forçou uma natural aproximação entre o Centrão e o desgoverno Bolsonaro, que juntos passam a implementando ações populistas e fisiológicas, não que essas ações não fossem necessárias, mas são ações que deveriam ser políticas de estado e não políticas de governo. Pois a proposta que se desenha é que é necessário arrumar as coisas para o ano eleitoral, mas isso sem compromisso de continuidades dessas ações políticas pelos próximos anos, como foi o caso e o compromisso do programa desenvolvido pelos governos democráticos e populares, o programa Bolsa Família. Que foi encerrado pelo desgoverno Bolsonaro e substituído pelo Auxilio Brasil, que como dissemos não é política de estado, mas de governo, pois esta prevista somente para esse ano eleitoral, sem compromisso de continuidade.

Também retoma para esse ultimo ano do desgoverno uma política de desoneração da folha de pagamento para 17 ramos de atividades da indústria, o que também se desenha é uma política transitória e de cunho exclusivamente eleitoral, pois não se constrói políticas duradoras que tragam de fato a geração de empregos e o preço mais baixo para o consumo das pessoas de serviços, bens de consumo duráveis e mesmo os gêneros cotidianos de primeira necessidade. Política que só dará certo se a ganância do empresariado não se sobressair, pois de nada adianta desonerar para o patrão acumular e ganhar mais, ao invés de repassar os custos para o consumo, o que de fato cria um ciclo de consumo e de geração de empregos. Mas a experiência que tivemos nesta área, quando da desoneração da folha pela então presidenta Dilma, foi que o empresariado que exigia a desoneração da folha e a conquistou, mas não a repassou para os consumidores finais, fazendo com que não houvesse impacto na diminuição dos preços e o consequente aumento do consumo que é o que juntos estimulam o aumento da produção e a geração de empregos.

Qualquer coisa que se mude no campo da política que não seja de manutenção deste desgoverno em 2022 já será um avanço. E o ano de 2022 é um ano eleitoral, em que e a disputa de projeto esta na ordem do dia. Vamos por a prova o projeto da extrema direita concentradora de renda, que esta no governo e tem submissão total ao “deus” mercado. Pois esta incluída num projeto político que defende uma sociedade para poucos, uma sociedade do agro negócio e da monocultura, uma sociedade que precisa a seu dispor de uma reserva mão de obra barata e extremamente qualificada, para que possa exercer o “leilão do medo”, pois com essa reserva de mão de obra, retira a esperança e a dignidade das trabalhadoras e trabalhadores que estão na ativa e que passam a trabalhar sob a pressão do desemprego e a ameaça de que os que estão desempregados, que já nem dignidade tem, aceitariam trabalhar em seu lugar, sem direitos e muitas vezes pela metade dos salários que eram pagos a quem eles irão substituir.

O desgoverno Bolsonaro foi cruel em quase todas as áreas de atuação social, não construiu nada, não propôs nada e retornou a um sistema de governo clientelista e fundamentalmente dependente do Congresso Nacional, ou seja: Voltou a ser refém do fisiologismo do Centrão. Mas o desgoverno de Bolsonaro é fruto de ter sido eleito pela política persecutória da lava jato. Mas sem a sustentação de uma forte e preparada bancada de deputadas e deputados, o que com o tempo o tornou refém das políticas do dito Centrão. Dentre as muitas coisas que o desgoverno Bolsonaro desorganizou em um estado que era forte e presente, voltado a atender aqueles que mais precisam numa sociedade que foi desmonte da ciência, da educação, da indústria que não cresceu, por que a política social se estagnou pelo acontecimento da pandemia sem precedentes que se abateu sobre o mundo e o Brasil.

Enfim, muitas áreas sofreram e sofrem com o desgoverno elitista de Bolsonaro e das elites da especulação que se locupletaram neste período e que fez com que o desemprego voltasse a patamares extremamente altos, o que não acontecia desde o ano de 2002. Nos governos democráticos e populares vivemos uma época de pleno emprego, com índice de desemprego abaixo dos 6%. Mas a ganância e a arrogância das elites que não suportavam a ascensão das famílias brasileiras mais pobres, acessando políticas públicas, a educação e as universidades, podendo ir para os aeroportos, viajando ao exterior e frequentando os shoppings centers. Essa ojeriza à ascensão das classes baixas, fez com que o empresariado tirasse o pé da produção, criando o que foi chamado na época de “recessão técnica”, onde os veículos de comunicação anunciavam um período econômico difícil, que se concretizou pela ação coordenada das elites políticas conservadoras, aliadas aos banqueiros com sua ganância a avareza. Enfim, deram as condições e as premissas políticas do golpe, começando com as manifestações de julho de 2013, com o processo de recessão técnica, para tentar tirar Dilma do poder já em 2014, o que não deu certo, pois o governo democrático e popular tinha apoio popular, e se reelegeu em 2014. O que não agradou as elites que passa então a arquitetar o golpe institucional de 2016. Momento em que entra o ilegítimo Temer, semeando o caminho para o desgoverno de Bolsonaro. Temer começa justamente agradando os banqueiros e os empresários congelando a política de valorização do salário mínimo que havia sido construída entre o movimento sindical através das Centrais sindicais e o governo Dilma para vigorar até o ano de 2020.

Até a fome que historicamente assolava o Brasil havia sido erradicada no Brasil durante nos governos democráticos e populares de Lula e Dilma, no entanto, com o desgoverno Bolsonaro voltou a afligir os mais vulneráveis no Brasil, hoje estamos assistindo crianças, homens e mulheres passando fome, não fazendo as três refeições necessária à uma sobrevivência digna. E Bolsonaro tem também nesta área um desgoverno em nenhum momento foi solidário, não mobilizou o aparelho de governo para combater a fome.  Se não fossem as políticas de ações solidarias que foram desenvolvidas por todas à sociedade, desde ONG´s até a ação organizada do movimento sindical que fizeram, juntamente com a agricultura familiar e o movimento dos trabalhadores sem terra, o MST que se organizaram e fizeram uma histórica campanha de solidariedade, infinitamente maior do que os esforços do desgoverno Bolsonaro, que só instituiu a política de auxílio emergencial, por que foi obrigado, pois de dependesse do seu desgoverno nada seria feito, ou, no máximo apenas teria proposto os R$ 200, 00.

Portanto, o que esperar do ano eleitoral de 2022 que se inicia? Primeiro precisamos não ficar esperando, mas sim lutar para que tenhamos concretizado o que todas as pesquisas apresentam como sendo o caminho. A volta de Luís Inácio Lula da Silva para governar o país a partir de 2023. Precisamos compreender também que Lula sem uma vigorosa bancada de deputadas e deputados federais, senadoras e senadores, nada poderá fazer, ou seja: se eleger Lula, mas se não elegermos um Congresso Nacional progressista, não elegermos nos estados governadores progressistas como no caso do Paraná o ex-governador Roberto Requião e junto com ele uma bancada de deputadas e deputados estaduais progressistas, as coisas se complicarão para os que mais precisam de políticas públicas, programas sociais e as ações de estado.

Por isso reafirmamos que é fundamental, que tenhamos a eleição de governadoras e governadores, senadoras, senadores, deputadas e deputados federais e estaduais alinhados com as políticas de um programa democrático e popular de governo, construído com base nas demandas e nos principais problemas do povo e da classe trabalhadora. Somente assim poderemos reconduzir ao Planalto Central um governo democrático para o povo, voltado à produção de políticas públicas e programas sociais que impulsionem e gerem empregos e renda. Exemplo que já tivemos a oportunidade de ver em ação e de que fato resolveu os problemas da maioria do povo, com políticas de inclusão social com contrapartida e resultados a médio prazo, como foi o programa Bolsa Família, que infelizmente o desgoverno Bolsonaro descontinuou, mas que tinha o compromisso das famílias de manter em dia o cartão de vacinação das crianças em dia e também as crianças nas escolas. E vimos o resultado com um aumento exponencial de filhos da classe trabalhadora adentrando as universidades. Enfim, um programa democrático e popular que coloque na ordem do dia que precisamos de um governo com políticas inclusivas e não exclusivas como a do atual desgoverno Bolsonaro.

O clima para essa volta do governo democrático e popular de Lula esta bom. Mas sabemos que isso não acontecerá por mágica ou pelo simples pensamento que não suportamos mais o descaso e a o descompromisso do desgoverno Bolsonaro com a vida e com as pessoas que mais precisam de políticas do estado. Por isso no ano de 2022 a grande oportunidade para um projeto democrático e popular para fazer a nossa estrela da classe trabalhadora brilhar novamente. E nosso papel do movimento sindical é se somar aos demais movimentos sociais e político que querem ver essas mudanças efetivadas, para que coloquemos com destaque o que estamos pensando e defendendo através de uma plataforma que transcreva o que esperamos de um governo, que de atenção à classe trabalhadora e a maioria do povo, que inclua e que volte a ter política de valorização do salário mínimo, que volte a investir na ciência e na educação como modelos de desenvolvimento e consolidação de um parque industrial nacional, que recupere o que foi quebrado pela política persecutória ao PT da Lava Jato pelo o Juiz, ministro e parcial Sérgio Moro. Enfim, queremos novamente um Brasil forte e com um projeto de desenvolvimento nacional que privilegie a todas e todos, com distribuição e não concentração de renda que existe no desgoverno atual de Bolsonaro.

Então, esperamos que todos tenham aproveitado bem nossas festas para que possamos voltar com nossas energias renovadas para lutar e implementar esse projeto popular de governo. Com determinação de luta e dialogo para fazer disputa política e no convencimento o que o interesse da mídia tradicional em nome das elites construiu através do medo e do constrangimento da sociedade, que chegou a beirar o fascismo. Precisamos compreender que além dos nossos símbolos, bandeiras e do hino nacional, que eles nos tomaram a força, eles não tem mais nada, não tem conteúdo, não tem ideias e, se abraçam num negacionismo e num retrocesso político conservador totalmente descabido nos dias de hoje, no mundo atual. Ir às ruas, construir um consenso popular será importantíssimo para consolidarmos nas urnas a derrota de um desgoverno de poucos. E trazermos de volta o governo democrático e popular de Lula, que com certeza será fundamental para o Brasil e para a América Latina.

 

Marcio Kieller

Presidente da CUT Paraná e Mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná – UFPR

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