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Por 10:18 Saúde do Trabalhador

Janeiro Branco: hora de pensar na saúde mental

Há cinco anos entidades da sociedade civil organizada se unem em torno da campanha Janeiro Branco, idealizada por um grupo de psicólogos de Uberlândia para aproveitar o primeiro mês do ano, em que as pessoas estão mais propensas a repensarem suas vidas, relações sociais e condições de existência, para refletir, sem preconceitos e estigmas, sobre a saúde mental e das pessoas da sua comunidade. Segundo a OMS a prevalência de depressão na rede de atenção primária de saúde é de 10, 4%, e enquanto 4,4% da população mundial sofrem com depressão, o Brasil supera essa média, com 5,8%, segundo maior índice das Américas.

Além de se engajar na campanha em suas redes sociais, a Fenae desenvolve desde 2019 a campanha “Não sofra sozinho”, de conscientização sobre saúde mental e trabalho. Uma das ações é o desenvolvimento de estratégias para a implementação de serviços de assistência aos empregados da Caixa que estejam em sofrimento.

No entendimento da diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, os trabalhadores precisam entender que o sofrimento psíquico não é um problema individual, como querem fazer acreditar. “Se hoje a doença mental é o mal do século, isso é causado por um sistema econômico e social desconectado do humano, que prioriza a competição em detrimento da colaboração e vende uma meritocracia que não existe em uma sociedade desigual como a nossa”, afirma.  Fabiana Matheus alerta que devemos ficar atentos ainda para os impactos nocivos de mudanças como o teletrabalho na saúde mental dos trabalhadores.

Fabiana informou que a pesquisa sobre saúde, realizada no final do ano passado pela Fenae, e que ouviu mais de três mil empregados da Caixa, está em fase de sistematização dos dados e deve mapear a realidade da saúde mental na categoria.

O presidente da entidade, Sergio Takemoto, avalia que a pesquisa irá detectar o que as entidades denunciam há anos, que as condições de trabalho estão adoecendo os empregados. Ele lembra que além de toda a sobrecarga de trabalho, os riscos inerentes à pandemia, a direção da Caixa estipula metas inalcançáveis que frustram e adoecem os trabalhadores.

O que fazer? 

No site oficial janeirobranco.com.br há materiais, textos, vídeos e publicações que poderão subsidiar a discussão em locais de trabalho, na sua igreja, na sua escola. Com o lema “O mundo pede saúde mental e a gente pode ajudar o mundo nisso”, eles querem espalhar o que chamam de boa notícia: “a doença mental tem cura sim, é preciso saber o que fazer”! Janeiro Branco, engaje-se na discussão da saúde mental e contribua para a construção de um ambiente mais saudável.

Fonte: FENAE

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