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Por 09:47 Bancos, Destaque

Bancos gastam bilhões em propaganda, mas na prática colocam bancários e clientes em risco

Com o aumento de casos de pessoas infectadas com a variante ômicron e a alta no surto de gripe causada pelo H3N2, a nova variação do vírus influenza, médicos e especialistas em todo o mundo estão em alerta.

O Brasil registrou 228.954 casos de covid em 24 horas, nessa quinta-feira (27), o maior número desde o início da pandemia, em março de 2020. Vivemos um momento de instabilidade e é preciso manter o isolamento social e intensificar a segurança sanitária, com o uso de máscaras e limpeza adequada para reduzir as taxas de transmissão.

Preocupados com o aumento de casos na categoria, o Sindicato (dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região) tem monitorado diariamente o índice de contaminação, exigindo que os bancos testem os funcionários com sintomas e respeitem os protocolos de segurança, que incluem o afastamento do trabalhador, sanitização e fechamento das agências. Recebemos centenas de denúncias e estamos cobrando incansavelmente todos os bancos. Sabemos que não podemos colocar trabalhadores e clientes em risco.

Desde o início do ano já são mais de mil agências fechadas, somente na nossa base, e cerca de 2,5 mil bancários testaram positivo para covid-19. Por meio do Comando Nacional dos Bancários, reivindicamos diversos itens para a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) como a retomada do home office, a suspensão de visitas a clientes neste momento de alta dos contágios, melhorias do atendimento em telemedicina, compromisso com a não-demissão e a volta do controle das entradas em agências bancárias.

E qual a resposta dos bancos? Mentem dizendo que os protocolos de segurança estão sendo cumpridos. Além disso, para manter uma boa imagem para a sociedade, as despesas com propaganda e publicidade dos cinco maiores bancos, entre janeiro e setembro de 2021, superaram R$ 2,9 bilhões (valor 11,9% maior que o mesmo período de 2020). Na prática, demitem, aumentam as metas, mudam os protocolos sanitários sem diálogo com o movimento sindical (como o Banco do Brasil) e, definem que agências devem abrir aos sábados (como fez o Santander).

Seeb-SP /Reprodução

Ivone Silva é presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

O Santander alega que a inadimplência está alta, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, em um momento de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país. Mas é importante ressaltar que o Santander, como todo o sistema financeiro, é parte da crise econômica no país, tendo em vista o alto índice de demissão no setor, com a manutenção das altas tarifas e juros extorsivos.

Os bancos são responsáveis pelo aumento do desemprego no país. Somente os cinco maiores, lucraram R$ 80,9 bilhões até setembro de 2021. De maneira geral, os bancos fecharam cerca de 1.040 agências em todo o território nacional em 2021. Desde o começo da pandemia, foram fechados mais de seis mil postos de trabalho.

Querem ajudar o país? Que gerem empregos! Que parem com as demissões. Reduzam juros e tarifas. Interrompam a terceirização. Deixem de apoiar projetos de leis que retiram direitos e reduzem a massa salarial da população. E incentivem o crédito para pequenas e médias empresas, oferecendo crédito e forma responsável para os clientes.

Como concessão pública, os bancos têm de cumprir seu papel social.

Fonte: RBA

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