[email protected] | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:02 Notícias, Recentes

Bolsonaro vive “clima de velório” e promove guerra interna na campanha

A estupidez de Jair Bolsonaro (PL), destilando discursos golpistas e despautérios por onde passa, criou um “clima de velório” na ala política da campanha, que tem como coordenador o próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), trabalhando em conjunto com os presidentes do PL e do PP, Valdemar da Costa Neto e o ministro da Casa Civil Ciro Nogueira, além do recém anunciado candidato a vice, o general Walter Braga Netto.

Segundo informações de Malu Gaspar, no jornal O Globo desta terça-feira (28), a confirmação precoce do militar como vice foi um dos motivos que irritou a ala política, que tentava implicar a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para tentar barrar a rejeição de Bolsonaro no eleitorado feminino.

Marqueteiro da campanha, Duda Lima teria apresentado ao presidente na última quarta-feira (22) um plano de ação para os 100 dias de campanha.

O início do plano de ação começaria justamente no Nordeste, para onde Bolsonaro viajou e colecionou gafes – como no discurso de 23 segundos no São João de Caruaru, em Pernambuco, encoberto pelo coro “ei, Bolsonaro vai tomar no c*” da plateia.

Bolsonaro ainda teria cancelado de última hora uma reunião lideranças políticas da Paraíba, afastando-se ainda mais da estratégia no Nordeste, onde tem apenas 19% das intenções de votos contra cerca de 60% de Lula, segundo dados do Datafolha.

Ao contrário do que recomendou o marqueteiro e a ala política, Bolsonaro se ocupou em rebater as acusações de corrupção no MEC, sendo tragado para dentro da investigação, além de voltar a pregar o golpe na sua guerra pessoal contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

“O risco de derrota só aumenta”, disse à jornalista da Globo um interlocutor da campanha, que afirmou que a frase que mais se ouve é que “o presidente está fazendo de tudo para perder”. Mesmo tendo concordado com o plano de ação, Bolsonaro teria aberto fogo contra o marqueteiro, instalando uma guerra interna na campanha.

Um outro estrategista diz que o clima de velório se dá justamente pelo prazo, cada vez mais curto, até às eleições. “No nosso planejamento, junho seria o mês da virada, mas até agora só colecionamos problemas”.

Mesmo na ala militar, o clima é de fim de festa. Um general teria dito à repórter que o anúncio de Braga Netto como vice ficou com cara de “pão com êpa”. “É como chamamos na linguagem militar, quando você abre o pão, cheio de expectativas, e não tem nada dentro”.

Fonte: Revista Fórum

Close