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Por 12:01 Notícias

Popularidade do governo Lula aumenta após campanha contra os super-ricos

Levantamentos internos realizados pelo Palácio do Planalto apontam uma melhora expressiva na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a campanha popular contra recentes medidas do Congresso Nacional.

A última semana foi marcada por uma forte campanha nas redes contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, após ele quebrar um acordo feito com o governo e pautar a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A campanha, que mobilizou o uso de inteligência artificial, hashtags e influenciadores digitais, foi aclamada pelos analistas como uma das primeiras vitórias da esquerda no campo da comunicação nos últimos anos.

O aumento da popularidade foi noticiado pela jornalista Bela Megale, de O Globo. Pesquisas diárias de opinião, conhecidas como trackings, indicaram um avanço consistente na avaliação positiva de Lula, acompanhado por uma queda relevante nos índices de reprovação.

“O Centrão queria usar o IOF para transformar o governo Lula em um pato manco até a eleição. Mas o que eles fizeram foi nos dar um presente”, afirmou um ministro à coluna da jornalista.

Altamiro Borges: “Governo virou a chave”

O Fórum Onze e Meia desta quinta-feira (3) recebeu o jornalista Altamiro Borges, que falou sobre a reação do governo Lula (PT) contra a ofensiva e as ameaças do Centrão e da extrema direita no Congresso Nacional contra projetos apresentados em prol da população. Para Miro, após a derrubada do decreto do IOF, a falta de compromisso com a pauta da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a ameaça de pautar o projeto de anistia aos golpistas, o governo “virou a chave” e o presidente Lula deve ir para o “enfrentamento”. 

“Me parece que o governo meio que virou a chave com esse golpe que foi dado no Congresso, depois de um acordo firmado, comemorado, inclusive, sobre a questão do IOF e sobre a questão de outras medidas de ajuste”, disse Miro. O jornalista acrescentou que, depois dessa “rasteira”, o governo percebeu o seguinte: “Ou a gente parte para o enfrentamento, parte para politizar mais a sociedade brasileira e mostrar o que está em jogo, ou não se governa mais, acabou o governo”. 

“O Haddad já estava virando a chave quando ele bateu boca com o Nikolas [Ferreira] na questão do IOF, e agora com essa trairagem no Congresso Nacional, o Lula resolve ir para o enfrentamento, ir para o debate de ideias na sociedade brasileira. Eu acho isso muito positivo”, acrescentou o jornalista. 

Miro também analisou a mudança de tom do governo nas redes sociais, campo onde a esquerda ainda enfrenta uma batalha bem desigual com a extrema direita. O jornalista destacou que as redes sociais são “demarcação de campo”, onde a mensagem precisa ser rápida e bem direcionada. Quando Lula vai para o enfrentamento, o governo passa a ter uma política “bem definida”, que é o que estava faltando, de acordo com Miro. “Agora você tem uma política bem definida, uma orientação, isso rapidamente se espalha, e aí vem a criatividade”, disse. 

Foto: Ricardo Stuckert

Texto: Yuri Ferreira

Fonte: Revista Fórum

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