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Ex-ministro de FHC prega cassação dos direitos trabalhistas em estudo do IPEA

Inconformado com a reversão da política de desemprego galopante do governo passado, o ex-ministro do Trabalho na gestão de Fernando Henrique, Edward Amadeu, tenta ressuscitar a velha ladainha neoliberal de que a “flexibilização” das leis trabalhistas facilitaria a contratação de mais trabalhadores pelas empresas.
Em estudo coordenado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicado com o nome “Brasil: o estado de uma nação”, o tucano defende que a retirada de entraves à demissão e o fim da multa quando não há justa causa poderia gerar três milhões de empregos. Para chegar a isso, a “receita”, segundo ele, passaria por mudanças nas regras de acesso ao FGTS e a fixação do salário mínimo, passando pela substituição da Justiça do Trabalho pela negociação coletiva.
“Parece até que alguém do governo passado escreveu isso. É estranho pois o Ipea normalmente é isento. E agora requenta teses dos anos 1990 cujos resultados foram pífios”, afirmou o economista Márcio Pochmann, professor da Unicamp (Universidade de Campinas).
Pochmann lembrou que a aplicação desta política no governo passado, com a criação de contratos por tempo determinado e por tempo parcial, teve como resultado o aumento do desemprego. Segundo o professor da Unicamp, com a flexibilização dos contratos o número de desempregados pulou de 4,5 milhões para 8 milhões entre 1995 e 1999 e a informalidade também cresceu.
Para a economista e professora da UFF (Universidade Federal Fluminense), Hildete Pereira de Melo, culpar os direitos trabalhistas pelo desemprego é um clássico pensamento neoliberal.
Por: Hora do Povo
Publicada em: 15/08/2006 às 15:47 Seção: AGÊNCIA CUT DE NOTÍCIAS – colhida no sítio www.cut.org.br.

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Ex-ministro de FHC prega cassação dos direitos trabalhistas em estudo do IPEA

Inconformado com a reversão da política de desemprego galopante do governo passado, o ex-ministro do Trabalho na gestão de Fernando Henrique, Edward Amadeu, tenta ressuscitar a velha ladainha neoliberal de que a “flexibilização” das leis trabalhistas facilitaria a contratação de mais trabalhadores pelas empresas.

Em estudo coordenado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicado com o nome “Brasil: o estado de uma nação”, o tucano defende que a retirada de entraves à demissão e o fim da multa quando não há justa causa poderia gerar três milhões de empregos. Para chegar a isso, a “receita”, segundo ele, passaria por mudanças nas regras de acesso ao FGTS e a fixação do salário mínimo, passando pela substituição da Justiça do Trabalho pela negociação coletiva.

“Parece até que alguém do governo passado escreveu isso. É estranho pois o Ipea normalmente é isento. E agora requenta teses dos anos 1990 cujos resultados foram pífios”, afirmou o economista Márcio Pochmann, professor da Unicamp (Universidade de Campinas).

Pochmann lembrou que a aplicação desta política no governo passado, com a criação de contratos por tempo determinado e por tempo parcial, teve como resultado o aumento do desemprego. Segundo o professor da Unicamp, com a flexibilização dos contratos o número de desempregados pulou de 4,5 milhões para 8 milhões entre 1995 e 1999 e a informalidade também cresceu.

Para a economista e professora da UFF (Universidade Federal Fluminense), Hildete Pereira de Melo, culpar os direitos trabalhistas pelo desemprego é um clássico pensamento neoliberal.

Por: Hora do Povo

Publicada em: 15/08/2006 às 15:47 Seção: AGÊNCIA CUT DE NOTÍCIAS – colhida no sítio www.cut.org.br.

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