Após a marcha, que reuniu 1500 pessoas na Esplanada dos Ministérios, representantes dos movimentos entregaram carta com 13 pontos para um projeto popular para o Brasil ao ministro Patrus Ananias, que representou Lula.
BRASÍLIA – Sindicalista, Lula tem sua imagem e história ligadas ao movimento de trabalhadores e a sua ascensão na década de 80, quando foi figura-chave na fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Neste processo, em que a luta de entidades sindicais, populares, estudantis e campesinas se confunde com o crescimento do PT, Lula chegou à presidência da República. Para caracterizar a tensa relação destas forças com o atual presidente, os movimentos passaram a dizer que ao contrário de Fernando Collor, que deixou a direita indignada e a esquerda perplexa, o petista conseguiu deixar a direita perplexa e a esquerda indignada. Nos últimos dois anos, mesmo com a crise que ficou conhecida como do mensalão, na qual os movimentos se prontificaram a combater uma tentativa de impeachment, a fissura aumentou. O resultado foi a ausência de movimentos importantes, como os ligados à Via Campesina, na campanha presidencial no 1º turno.
Frente à onda Alckmin, que levou uma eleição ganha às vésperas para o 2º turno, o sinal amarelo acendeu e o risco de retrocesso em uma virada da candidatura tucana colocou a militância destes movimentos de volta no antigo estilo de “campanha militante” que caracterizou as disputas eleitorais do PT. O ponto alto desta mobilização se deu nesta quinta-feira (19), em Brasília, quando os principais movimentos sociais do país marcharam em apoio à Lula e contra o projeto neoliberal da dupla PSDB/PFL. Mais do que o apoio à Lula, o ato foi um chamado das organizações ao governo para a reaproximação de projetos num eventual 2º mandato.
“Estamos na rua por que acreditamos que um governo democrático e popular precisa se unir com os movimentos para discutir um projeto de país”, explicou Silvano Silvério, das Pastorais da Juventude Brasileira. O apoio à candidatura petista também se afirmou pela negação do projeto tucano. “Estamos cientes do perigo que representa para o povo brasileiro o outro projeto, direitista e neoliberal, do candidato Alckmin. A intolerância, a insensibilidade social e a criminalização dos movimentos certamente estão no pacote do “choque de gestão” dito pelo candidato das elites”, dizem os movimentos no documento apresentado à sociedade e à candidatura Lula.
As entidades, no entanto, evitaram a lógica do ‘menos pior’ (adotada por setores da esquerda que apoiaram a candidatura de Heloísa Helena no 1º turno) e ressaltaram conquistas do atual governo. “Acreditamos que Lula abriu horizonte utópico diferente dos outros governos, abriu no plano internacional uma relação Sul-Sul e não uma relação subordinada aos EUA e à Europa”, avalia Rafael Vilas-boas, representante do MST. “Nós gostaríamos que o Brasil avançasse mais, mas reconhecemos que o houve importantes avanços no último período, como a recuperação do Estado, o aumento do salário mínimo e do poder de compra da população, além da democratização do acesso ao ensino superior”, defende Leandro Cirqueira, vice-presidente regional da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Além do apoio à Lula, o objetivo dos movimentos com o ato foi apresentar bandeiras visando a construção de um projeto popular para o País. Um conjunto de propostas organizadas em 13 pontos foi entregue ao ministro do desenvolvimento social, Patrus Ananias, que representou o presidente Lula na audiência com as lideranças dos movimentos. No encontro, os representantes dos movimentos destacaram a necessidade de um compromisso maior do governo Lula para com as entidades deste campo e solicitaram uma audiência com Lula logo após as eleições.
Ananias fez uma avaliação dos limites do governo e assumiu compromisso de aproximação com as bandeiras dos movimentos. “Apesar dos avanços, não fizemos tudo o que quisemos fazer. Agora, queremos crescer ainda mais no campo das políticas sociais que incidam nas transformações, e até mesmo subordinar o governo a essas políticas”. O ministro também afirmou que buscará junto ao presidente o agendamento de um encontro caso ele seja reeleito para discutir a relação de um eventual próximo mandato com os movimentos sociais.
Veja os 13 pontos apresentados pelos movimentos à candidatura Lula:
13 pontos de um projeto popular para o Brasil:
1. REFORMA AGRÁRIA
Realizar uma ampla Reforma Agrária, com caráter popular, garantindo terra para todos que nela trabalhem. Limitar o tamanho da propriedade da terra como forma de garantir seu uso social e racional. Promover a soberania alimentar, produzindo alimentos livres de agrotóxicos. É preciso também garantir terra às comunidades tradicionais: indígenas, ribeirinhos, seringueiros, geraiszeiros e quilombolas.
2. ENERGIA
Energia elétrica como direito social e dever do estado e não como mercadoria para os lucros das empresas privatizadas. É preciso ainda reestatizar as empresas de distribuição e transmissão de energia elétrica,
tais como, Eletropaulo, Cesp e CTEEP vendidas pelos governos tucanos. Ampliar ainda mais o programa Luz para Todos e dar isenção de taxa de energia elétrica para famílias que consomem até 100 Kw/mês. A energia é do povo e para o povo!
3. EDUCAÇÃO
Por uma educação comprometida com a formação integral da pessoa humana, destinada à realização de sua atividade crítica e transformadora na sociedade. Pela ampliação do acesso ao ensino universitário no Brasil e o fortalecimento do ensino público, gratuito, amplo e de qualidade em todos os seus níveis de modalidade.Defendemos ainda o FUNDEB e também a democratização da produção de pesquisas e conhecimentos para todas as regiões do país e que atendam aos interesses estratégicos do povo Brasileiro.
4. DESENVOLVIMENTO
Por uma economia que estimule a produção de bens e possibilite a eliminação da pobreza e da desigualdade social. Que privilegie o trabalho e a qualidade de vida do povo brasileiro, com crescimento e distribuição de renda valorizando uma economia mais justa e solidária.
5. DIVERSIDADE
Por políticas públicas efetivas que combatam o preconceito e promovam a valorização e o respeito à diversidade cultural, étnica, à orientação sexual, gênero, crença religiosa, idade e classe social no povo
brasileiro. Queremos oportunidades iguais para todos os brasileiros, com democracia econômica, social, política e cultural.
6. PARTICIPAÇÃO POPULAR
Pelo fortalecimento da democracia popular participativa. As consultas populares devem ser estimuladas e apoiadas por políticas de governo que visem a maior participação e a tomada de decisão da população sobre seus problemas. O poder político e social deve estar sob controle permanente do povo e suas organizações sociais para exercerem mecanismos eficazes de intervenção na realidade local e nacional, visando à qualidade de vida e o bem comum.
7. MEIO AMBIENTE E SOBERANIA NACIONAL
Queremos políticas que garantam a plena soberania sobre nosso território, nossas riquezas naturais, nossa biodiversidade e conhecimentos associados à mesma. O Estado deve ter o controle popular das empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional e criar outras para gerir temas fundamentais para nossa soberania tecnológica e o pleno uso de nossas riquezas naturais em benefício do povo Latino Americano, em busca de sua integração política, econômica e social.
8. DIREITO AO TRABALHO E LIBERDADE SINDICAL
Que o Estado garanta a todos e todas o direito ao trabalho, como condição de cidadania plena, como direito fundamental de realização humana, e que crie condições para que seja um trabalho produtivo, criativo, não alienado e voltado para as necessidades da maioria. Defendemos salários dignos para os trabalhadores na ativa e aposentados.E ainda, com liberdade sindical e reformas que consolidem e fortaleça os direitos sociais dos trabalhadores e trabalhadoras.
9. MORADIA
Queremos reorganizar o convívio e o planejamento urbano das cidades, buscando criar condições humanas para toda a população, com políticas que evitem o êxodo rural, as migrações massivas e a instalação de famílias em locais inadequados. Defendemos uma política pública de amplitude popular para construção de moradias, combatendo a grilagem em terras públicas e a máfia da especulação imobiliária.
10. CULTURA
Queremos a democratização e a popularização da cultura no país. Fortalecer os espaços de trocas culturais promovendo o acesso popular aos teatros, cinemas, exposições, sinfonias, amostras, apresentações folclóricas e festas tradicionais que celebrem a vida, a luta, a solidariedade e a diversidade do povo brasileiro.
11. DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
Pela quebra do monopólio da informação no país. Pela proibição do lucro e de investimentos estrangeiros nas concessões públicas de meios de comunicação nacional. Pelo investimento público em veículos de comunicação de caráter popular, comunitário, de interesse social e que estimulem a diversificação de fontes e distribuição de poder informativo na sociedade.
12. SAÚDE
O Estado deve garantir e defender a saúde de toda a população. Deve implementar políticas públicas de soberania, segurança alimentar e de atenção básica como forma preventiva, ampliando e melhorando programas de saúde familiar. Deve incluir também o atendimento médico-odontológico, psiquiátrico e de enfermagem. O Estado deve garantir ainda acesso a medicamentos gratuitos a toda população necessitada, fortalecendo sua rede estatal de pesquisa, produção e distribuição de medicamentos.
13. JUVENTUDE
Por uma juventude e infância protegidas com apoio amplo de políticas que promovam a afetividade, o respeito, seus direitos legais, sua construção social, política e cultural na sociedade. Através do fortalecimento de programas de inserção produtiva dos jovens, possibilitar acesso à formação profissional e cultural de qualidade, além de transporte público gratuito.
Assinam:
CUT (Central Única dos Trabalhadores)
UNE (União Nacional dos Estudantes)
UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)
MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
PJB (Pastoral da Juventude do Brasil)
MMC (Movimento de Mulheres Camponesas)
MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados)
Movimento Consulta Popular
Coalizão Moradia – DF
Cáritas Brasileira
Movimento dos Catadores de Lixo Reciclável
MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos)
Vida e Juventude
Rede de Educação Cidadã
Liga Brasileira das Lésbicas
MNMMR (Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua)
Por Jonas Valente.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciacartamaior.com.br.
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Por Mhais• 20 de outubro de 2006• 21:40• Sem categoria
Movimentos sociais fazem ato pró-Lula e cobram projeto popular
Após a marcha, que reuniu 1500 pessoas na Esplanada dos Ministérios, representantes dos movimentos entregaram carta com 13 pontos para um projeto popular para o Brasil ao ministro Patrus Ananias, que representou Lula.
BRASÍLIA – Sindicalista, Lula tem sua imagem e história ligadas ao movimento de trabalhadores e a sua ascensão na década de 80, quando foi figura-chave na fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Neste processo, em que a luta de entidades sindicais, populares, estudantis e campesinas se confunde com o crescimento do PT, Lula chegou à presidência da República. Para caracterizar a tensa relação destas forças com o atual presidente, os movimentos passaram a dizer que ao contrário de Fernando Collor, que deixou a direita indignada e a esquerda perplexa, o petista conseguiu deixar a direita perplexa e a esquerda indignada. Nos últimos dois anos, mesmo com a crise que ficou conhecida como do mensalão, na qual os movimentos se prontificaram a combater uma tentativa de impeachment, a fissura aumentou. O resultado foi a ausência de movimentos importantes, como os ligados à Via Campesina, na campanha presidencial no 1º turno.
Frente à onda Alckmin, que levou uma eleição ganha às vésperas para o 2º turno, o sinal amarelo acendeu e o risco de retrocesso em uma virada da candidatura tucana colocou a militância destes movimentos de volta no antigo estilo de “campanha militante” que caracterizou as disputas eleitorais do PT. O ponto alto desta mobilização se deu nesta quinta-feira (19), em Brasília, quando os principais movimentos sociais do país marcharam em apoio à Lula e contra o projeto neoliberal da dupla PSDB/PFL. Mais do que o apoio à Lula, o ato foi um chamado das organizações ao governo para a reaproximação de projetos num eventual 2º mandato.
“Estamos na rua por que acreditamos que um governo democrático e popular precisa se unir com os movimentos para discutir um projeto de país”, explicou Silvano Silvério, das Pastorais da Juventude Brasileira. O apoio à candidatura petista também se afirmou pela negação do projeto tucano. “Estamos cientes do perigo que representa para o povo brasileiro o outro projeto, direitista e neoliberal, do candidato Alckmin. A intolerância, a insensibilidade social e a criminalização dos movimentos certamente estão no pacote do “choque de gestão” dito pelo candidato das elites”, dizem os movimentos no documento apresentado à sociedade e à candidatura Lula.
As entidades, no entanto, evitaram a lógica do ‘menos pior’ (adotada por setores da esquerda que apoiaram a candidatura de Heloísa Helena no 1º turno) e ressaltaram conquistas do atual governo. “Acreditamos que Lula abriu horizonte utópico diferente dos outros governos, abriu no plano internacional uma relação Sul-Sul e não uma relação subordinada aos EUA e à Europa”, avalia Rafael Vilas-boas, representante do MST. “Nós gostaríamos que o Brasil avançasse mais, mas reconhecemos que o houve importantes avanços no último período, como a recuperação do Estado, o aumento do salário mínimo e do poder de compra da população, além da democratização do acesso ao ensino superior”, defende Leandro Cirqueira, vice-presidente regional da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Além do apoio à Lula, o objetivo dos movimentos com o ato foi apresentar bandeiras visando a construção de um projeto popular para o País. Um conjunto de propostas organizadas em 13 pontos foi entregue ao ministro do desenvolvimento social, Patrus Ananias, que representou o presidente Lula na audiência com as lideranças dos movimentos. No encontro, os representantes dos movimentos destacaram a necessidade de um compromisso maior do governo Lula para com as entidades deste campo e solicitaram uma audiência com Lula logo após as eleições.
Ananias fez uma avaliação dos limites do governo e assumiu compromisso de aproximação com as bandeiras dos movimentos. “Apesar dos avanços, não fizemos tudo o que quisemos fazer. Agora, queremos crescer ainda mais no campo das políticas sociais que incidam nas transformações, e até mesmo subordinar o governo a essas políticas”. O ministro também afirmou que buscará junto ao presidente o agendamento de um encontro caso ele seja reeleito para discutir a relação de um eventual próximo mandato com os movimentos sociais.
Veja os 13 pontos apresentados pelos movimentos à candidatura Lula:
13 pontos de um projeto popular para o Brasil:
1. REFORMA AGRÁRIA
Realizar uma ampla Reforma Agrária, com caráter popular, garantindo terra para todos que nela trabalhem. Limitar o tamanho da propriedade da terra como forma de garantir seu uso social e racional. Promover a soberania alimentar, produzindo alimentos livres de agrotóxicos. É preciso também garantir terra às comunidades tradicionais: indígenas, ribeirinhos, seringueiros, geraiszeiros e quilombolas.
2. ENERGIA
Energia elétrica como direito social e dever do estado e não como mercadoria para os lucros das empresas privatizadas. É preciso ainda reestatizar as empresas de distribuição e transmissão de energia elétrica,
tais como, Eletropaulo, Cesp e CTEEP vendidas pelos governos tucanos. Ampliar ainda mais o programa Luz para Todos e dar isenção de taxa de energia elétrica para famílias que consomem até 100 Kw/mês. A energia é do povo e para o povo!
3. EDUCAÇÃO
Por uma educação comprometida com a formação integral da pessoa humana, destinada à realização de sua atividade crítica e transformadora na sociedade. Pela ampliação do acesso ao ensino universitário no Brasil e o fortalecimento do ensino público, gratuito, amplo e de qualidade em todos os seus níveis de modalidade.Defendemos ainda o FUNDEB e também a democratização da produção de pesquisas e conhecimentos para todas as regiões do país e que atendam aos interesses estratégicos do povo Brasileiro.
4. DESENVOLVIMENTO
Por uma economia que estimule a produção de bens e possibilite a eliminação da pobreza e da desigualdade social. Que privilegie o trabalho e a qualidade de vida do povo brasileiro, com crescimento e distribuição de renda valorizando uma economia mais justa e solidária.
5. DIVERSIDADE
Por políticas públicas efetivas que combatam o preconceito e promovam a valorização e o respeito à diversidade cultural, étnica, à orientação sexual, gênero, crença religiosa, idade e classe social no povo
brasileiro. Queremos oportunidades iguais para todos os brasileiros, com democracia econômica, social, política e cultural.
6. PARTICIPAÇÃO POPULAR
Pelo fortalecimento da democracia popular participativa. As consultas populares devem ser estimuladas e apoiadas por políticas de governo que visem a maior participação e a tomada de decisão da população sobre seus problemas. O poder político e social deve estar sob controle permanente do povo e suas organizações sociais para exercerem mecanismos eficazes de intervenção na realidade local e nacional, visando à qualidade de vida e o bem comum.
7. MEIO AMBIENTE E SOBERANIA NACIONAL
Queremos políticas que garantam a plena soberania sobre nosso território, nossas riquezas naturais, nossa biodiversidade e conhecimentos associados à mesma. O Estado deve ter o controle popular das empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional e criar outras para gerir temas fundamentais para nossa soberania tecnológica e o pleno uso de nossas riquezas naturais em benefício do povo Latino Americano, em busca de sua integração política, econômica e social.
8. DIREITO AO TRABALHO E LIBERDADE SINDICAL
Que o Estado garanta a todos e todas o direito ao trabalho, como condição de cidadania plena, como direito fundamental de realização humana, e que crie condições para que seja um trabalho produtivo, criativo, não alienado e voltado para as necessidades da maioria. Defendemos salários dignos para os trabalhadores na ativa e aposentados.E ainda, com liberdade sindical e reformas que consolidem e fortaleça os direitos sociais dos trabalhadores e trabalhadoras.
9. MORADIA
Queremos reorganizar o convívio e o planejamento urbano das cidades, buscando criar condições humanas para toda a população, com políticas que evitem o êxodo rural, as migrações massivas e a instalação de famílias em locais inadequados. Defendemos uma política pública de amplitude popular para construção de moradias, combatendo a grilagem em terras públicas e a máfia da especulação imobiliária.
10. CULTURA
Queremos a democratização e a popularização da cultura no país. Fortalecer os espaços de trocas culturais promovendo o acesso popular aos teatros, cinemas, exposições, sinfonias, amostras, apresentações folclóricas e festas tradicionais que celebrem a vida, a luta, a solidariedade e a diversidade do povo brasileiro.
11. DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO
Pela quebra do monopólio da informação no país. Pela proibição do lucro e de investimentos estrangeiros nas concessões públicas de meios de comunicação nacional. Pelo investimento público em veículos de comunicação de caráter popular, comunitário, de interesse social e que estimulem a diversificação de fontes e distribuição de poder informativo na sociedade.
12. SAÚDE
O Estado deve garantir e defender a saúde de toda a população. Deve implementar políticas públicas de soberania, segurança alimentar e de atenção básica como forma preventiva, ampliando e melhorando programas de saúde familiar. Deve incluir também o atendimento médico-odontológico, psiquiátrico e de enfermagem. O Estado deve garantir ainda acesso a medicamentos gratuitos a toda população necessitada, fortalecendo sua rede estatal de pesquisa, produção e distribuição de medicamentos.
13. JUVENTUDE
Por uma juventude e infância protegidas com apoio amplo de políticas que promovam a afetividade, o respeito, seus direitos legais, sua construção social, política e cultural na sociedade. Através do fortalecimento de programas de inserção produtiva dos jovens, possibilitar acesso à formação profissional e cultural de qualidade, além de transporte público gratuito.
Assinam:
CUT (Central Única dos Trabalhadores)
UNE (União Nacional dos Estudantes)
UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)
MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
PJB (Pastoral da Juventude do Brasil)
MMC (Movimento de Mulheres Camponesas)
MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados)
Movimento Consulta Popular
Coalizão Moradia – DF
Cáritas Brasileira
Movimento dos Catadores de Lixo Reciclável
MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos)
Vida e Juventude
Rede de Educação Cidadã
Liga Brasileira das Lésbicas
MNMMR (Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua)
Por Jonas Valente.
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