Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), apresentado ontem pelo ministro Adylson Motta aos membros da CPI mista do Banestado, de 1991 a 1998, foram enviados ao exterior, através das contas CC-5, US$ 84 bilhões, pela cidade de Foz do Iguaçu.
De 1996 a 1998, a cidade da tríplice fronteira movimentou o equivalente ao triplo do que o estado do Rio de Janeiro conseguiu movimentar. Para fazer este cálculo, o TCU considerou apenas transações que superavam R$500 mil, naquele período o dólar era equivalente ao real. A maioria de todas as evasões de dinheiro eram destinadas a bancos nos EUA, Bahamas, Paraguai, Urugyai e Ilhas Cayman.
Confira outras informações do relatório:
• Só em 1998 foram enviados ao exterior, através das contas CC-5, até o dia 27 de novembro, R$ 23,2 bilhões;
• entre 1996 e 1998, havia 205 contas CC-5 em bancos estrangeiros. Nesse período houve 25 mil operações superiores a R$ 500 mil. Dessas, 95% eram de pessoas jurídicas e atingiram R$ 60 bilhões. Desses recursos, R$ 39 bilhões ocorreram em 137 contas CC-5;
• em Foz do Iguaçu, quatro pessoas jurídicas fizeram 2.600 movimentações, referentes a R$ 8,5 bilhões;
• os bancos envolvidos foram Banestado, Banco do Brasil, Banco Araucária, Bemge e Banco Real;
• pela circular autorizativa do Banco Central, as agências dos cinco bancos poderiam receber depósitos e efetuar saques em reais, liberados aos correntistas para compras no Paraguai. Essa norma também permitia aos comerciantes mandarem de volta os recursos ao Brasil para depósito naquelas agências bancárias.
Fonte: Davi Macedo – Imprensa FETEC-PR, com informações do jornal do Senado.
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