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SEM-TERRA DESOCUPAM UMA FAZENDA E INVADEM OUTRA

Comboio é seqüestrado durante a viagem e muda de destino

Invasão da Vale do Sol, em Ortigueira, durou 14 dias. (Jornal de Londrina)

Ponta Grossa – Cerca de 400 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a fazenda Santa Maria, em Ortigueira, na região central do estado, uma hora depois de desocuparem a fazenda Vale do Sol, que haviam invadido há duas semanas. A “troca” de fazendas ocorreu na tarde de sábado, dia determinado pela Secretaria de Segurança para a desocupação da área invadida. Depois de saírem pacificamente da fazenda Vale do Sol, os líderes do acampamento seqüestraram os seis caminhões e cinco ônibus cedidos pela prefeitura de Ortigueira para retirar as famílias, ameaçaram os motoristas com facas e foices e forçaram a mudança do trajeto. O comboio seguiu para a localidade de Rio Bonito. As famílias chegaram à fazenda Santa Maria por volta das 15 horas. Segundo o proprietário da fazenda, Milton Prudence, os membros do MST destruíram duas porteiras de acesso à fazenda. Prudence conta que ele, sua esposa, a sogra de 75 anos e duas netas, uma de 10 anos e outra de três anos, foram mantidas reféns por cerca de três horas. Uma espingarda Winchester 22 foi levada pelos invasores. Segundo informações da Polícia Civil de Ortigueira, os membros do MST também cortaram as linhas telefônicas da localidade da fazenda.

“Eles reviraram a minha casa em busca de armas. Diziam que minha terra era improdutiva”, queixou-se Prudence. A fazenda Santa Maria tem uma área de 566 hectares. Numa parte da propriedade, Prudence cultiva soja e trigo e a outra parte é destinada à criação de gados. Os membros do MST montaram cerca de cem barracas de lona no local. Hoje, o proprietário pedirá a reintegração de posse da área.

Ontem, o proprietário da Vale do Sol, Kamal El Kadri, esteve na fazenda para avaliar os prejuízos causados nos 15 dias em que a área esteve ocupada.

Segundo ele, as famílias acampadas mataram 110 cabeças de gado, 70 carneiros, 72 gansos e mais de 100 galinhas. Ele afirma que a plantação foi toda devastada. “Perdi a safra de um ano inteiro”, disse, referindo-se aos cem alqueires da lavoura de soja, sua primeira experiência com essa cultura. Segundo Kadri, os membros do MST levaram ferramentas, enxadas, facões, foices, martelos e dois revólveres.

Érica Busnardo gp

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SEM-TERRA DESOCUPAM UMA FAZENDA E INVADEM OUTRA

Comboio é seqüestrado durante a viagem e muda de destino
Invasão da Vale do Sol, em Ortigueira, durou 14 dias. (Jornal de Londrina)
Ponta Grossa – Cerca de 400 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram a fazenda Santa Maria, em Ortigueira, na região central do estado, uma hora depois de desocuparem a fazenda Vale do Sol, que haviam invadido há duas semanas. A “troca” de fazendas ocorreu na tarde de sábado, dia determinado pela Secretaria de Segurança para a desocupação da área invadida. Depois de saírem pacificamente da fazenda Vale do Sol, os líderes do acampamento seqüestraram os seis caminhões e cinco ônibus cedidos pela prefeitura de Ortigueira para retirar as famílias, ameaçaram os motoristas com facas e foices e forçaram a mudança do trajeto. O comboio seguiu para a localidade de Rio Bonito. As famílias chegaram à fazenda Santa Maria por volta das 15 horas. Segundo o proprietário da fazenda, Milton Prudence, os membros do MST destruíram duas porteiras de acesso à fazenda. Prudence conta que ele, sua esposa, a sogra de 75 anos e duas netas, uma de 10 anos e outra de três anos, foram mantidas reféns por cerca de três horas. Uma espingarda Winchester 22 foi levada pelos invasores. Segundo informações da Polícia Civil de Ortigueira, os membros do MST também cortaram as linhas telefônicas da localidade da fazenda.
“Eles reviraram a minha casa em busca de armas. Diziam que minha terra era improdutiva”, queixou-se Prudence. A fazenda Santa Maria tem uma área de 566 hectares. Numa parte da propriedade, Prudence cultiva soja e trigo e a outra parte é destinada à criação de gados. Os membros do MST montaram cerca de cem barracas de lona no local. Hoje, o proprietário pedirá a reintegração de posse da área.
Ontem, o proprietário da Vale do Sol, Kamal El Kadri, esteve na fazenda para avaliar os prejuízos causados nos 15 dias em que a área esteve ocupada.
Segundo ele, as famílias acampadas mataram 110 cabeças de gado, 70 carneiros, 72 gansos e mais de 100 galinhas. Ele afirma que a plantação foi toda devastada. “Perdi a safra de um ano inteiro”, disse, referindo-se aos cem alqueires da lavoura de soja, sua primeira experiência com essa cultura. Segundo Kadri, os membros do MST levaram ferramentas, enxadas, facões, foices, martelos e dois revólveres.
Érica Busnardo gp

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