FABIANA FUTEMA
da Folha Online
O Banco do Brasil já emprestou praticamente todos os recursos disponíveis para a compra de materiais de construção com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). De setembro até agora foram contratados R$ 199,8 milhões, ou seja, 99,9% do total de R$ 200 milhões direcionados para o BB para a operação dessa modalidade de crédito.
No entanto, o vice-presidente de Varejo do BB, Edson Monteiro, disse que o FAT-material de construção terá continuidade. “É um programa que está dando certo e não tem motivo algum para ser interrompido”, disse.
Monteiro disse que pedirá ao Codefat (Conselho Deliberativo do FAT) a realocação de recursos adicionais para o programa, que já fez 86 mil contratações, no valor médio de R$ 2.300.
O representante da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) no Codefat, Canindé Pegado, disse que não será necessário esperar pela nova reunião do conselho –que deve ocorrer em fevereiro– para ampliar o crédito do FAT-material de construção.
“O Codefat pode tomar essa decisão administrativamente e depois levá-la para votação na reunião. Como é uma medida que gera impacto positivo na geração de emprego, não há oposição à realocação de mais recursos para o programa”, afirmou Pegado.
Criado em setembro de 2003, o FAT-material de construção tem o objetivo de aquecer as vendas do setor, considerado estratégico para a geração de emprego.
O FAT-material de construção financia a compra de materiais em até 24 meses a uma taxa mensal de juros de 1,98%.
Para contratar a linha de crédito, o cliente não precisa ir à agência. Basta solicitar o financiamento diretamente nos terminais das lojas de material de construção. Não há necessidade de comprovação da compra na agência bancária.
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