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da Folha Online
A participação feminina no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo cresceu 1,3% em 2003 e atingiu o maior patamar da série histórica da pesquisa do Seade/Dieese, iniciada em 1985.
Segundo dados da pesquisa, a participação das mulheres no mercado de trabalho da região cresceu de 54,2% para 55,1% entre 2002 e 2003. Entre os homens, o movimento verificado foi o oposto. Houve redução de 0,5% na participação, para 73%.
No ano passado, a participação feminina cresceu principalmente para mulheres de 25 a 39 anos (+3%), para as cônjuges (+1,7%) e as negras (+1,6%). Esse último grupo, havia apresentado em 2002 relativa estabilidade.
O recuo na participação masculina se deve, principalmente, à saída do mercado de trabalho das crianças de 10 a 14 anos (16,9%), adolescentes de 15 a 17 anos (4,4%), jovens de 18 a 24 anos (0,9%), filhos (1,7%), aqueles com ensino fundamental incompleto (2,8%) e os que concluíram esse nível de escolaridade e não completaram o ensino médio (2,7%).
Desemprego
Com o aumento das mulheres no mercado de trabalho, houve também expansão de da taxa de desemprego feminina, de 4,1%. A taxa de desemprego entre as mulheres cresceu de 22,2% para 23,1% da PEA (População Economicamente Ativa) feminina entre 2002 e 2003, atingindo o maior patamar da série histórica.
No período, o desemprego entre os homens cresceu quase na mesma proporção (+4,8%), passando de 16,4% para 17,2% da PEA masculina.
O aumento do desemprego para o contingente feminino reflete a insuficiência de postos criados em relação à quantidade de mulheres que entraram no mercado de trabalho em 2003.
Para o sexo masculino, o crescimento da taxa resultou da eliminação de ocupações, que ocorreu de forma mais intensa do que a saída de homens do mercado de trabalho.
As mulheres, que representavam 52,6% do total de desempregados na região Metropolitana de São Paulo em 2002, passaram para 53,1% em 2003, mantendo-se como maioria, em relação aos homens, desde 2000.
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