Valor – Denise Neumann, Cláudia Facchini, Raquel Salgado e Leonardo Goy De São Paulo
Duas pesquisas divulgadas ontem mostram um quadro mais otimista para a atividade econômica.
O nível de emprego na indústria de transformação paulista subiu 0,25% em março, de acordo com a Federação das Indústrias no Estado de São Paulo (Fiesp).
O crescimento foi de 0,88% no acumulado do ano, maior percentual para o período desde 1999, segundo a entidade.
Os dados preliminares da Sondagem Conjuntural da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que o otimismo dos empresários com o aumento da produção cresceu em relação a janeiro.
Do total de 608 empresas ouvidas em abril, 54% planejam aumento de produção neste segundo trimestre. E 22% das companhias classificam o nível atual de demanda por seus produtos como forte, enquanto 13% delas o consideram fraco.
É a primeira vez desde abril de 2001 que a avaliação de demanda forte supera a fraca, e o melhor resultado desde abril de 2000 (a Sondagem é feita trimestralmente).
Enquanto o otimismo dos empresários cresce, o consumidor mostra-se mais preocupado. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fecomércio-SP, caiu 9,14% em abril em relação ao mês anterior e alcançou o patamar mais baixo desde março de 2003.
No varejo, as vendas cresceram. Michel Klein, diretor da Casas Bahia, informa que o resultado de março superou as expectativas e ficou entre 35% e 40% acima de igual período de 2003.
Nas lojas Bestmix e Panashop, as vendas também acumulam crescimento de 30% em relação a 2003, mas esse resultado ficou cerca de 5% abaixo do esperado.
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