fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:40 Sem categoria

Retorno médio dos bancos chega a 21,7%

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BB) fechou, ontem, com chave de ouro, a safra dos balanços do primeiro semestre dos grandes bancos de varejo. O lucro líquido do BB foi de notáveis R$ 1,42 bilhão, 31,7% superior aos R$ 1,078 bilhão de igual período de 2003.

A receita do BB é basicamente a mesma dos demais bancos: o aumento das operações de crédito, a redução das despesas com provisões e a expansão das receitas de serviços compensaram o impacto negativo da queda dos juros nas carteiras de títulos e valores mobiliários. ” Os resultados mais uma vez surpreenderam ” , disse o presidente da consultoria Austin Asis, Erivelto Rodrigues, considerando que a taxa básica caiu cerca de 10 pontos entre um semestre e outro.

Para o especialista, ” os resultados exuberantes devem se manter no segundo semestre ” na medida que o crescimento da economia, previsto em 4% por Rodrigues, vai estimular as empresas a investirem mais e, portanto, a demandarem mais crédito. Os bancos já ampliaram consideravelmente o crédito para pessoas físicas, pequenas e médias empresas, Essa tendência deve continuar, disse Rodrigues, observando que segmentos praticam as taxas mais elevadas.

Outros dois motivos para o otimismo são a redução da inadimplência e o aumento da receita de serviços.

Rodrigues acredita que o lucro dos bancos vai crescer 25% neste ano. Isso significa resultados ainda melhores neste segundo semestre. Levantamento feito pela Austin Asis comparando os balanços do primeiro semestre de 2003 de 22 bancos com igual período de 2004 mostra um crescimento médio de 20,1%, de R$ 5,9 bilhões para R$ 7,1 bilhões.

A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido ficou praticamente estabilizada em 21,7% em comparação com 21,2% no primeiro semestre do ano passado.

Rodrigues afirmou que a queda dos juros teve impacto na carteira de títulos da maior parte das instituições financeiras, mas não afetou muito a receita de crédito porque os spreads continuaram elevados. O especialista notou, também, que os resultados foram favorecidos pela redução das despesas com provisões para crédito. ” Os bancos haviam feito grandes provisões preventivas no ano passado. Só que a inadimplência não cresceu e sim diminuiu. As provisões excedentes ainda continuam elevadas: no Bradesco superam em 1,8 vez o necessário; e no Itaú, 0,9 vez.

O analista da Standard & Poor ? s (S & P), Daniel Araújo, lembrou que os bancos também tem provisões excedentes para títulos e tributos.

A analista Tamara Berenholc, também da S & P, lembrou que, além de aumentar a carteira de crédito, especialmente das operações com pequenas empresas, os bancos ampliaram as vendas cruzadas, de fundos de investimentos e seguros, por exemplo, impulsionando as receitas de serviços.

Rodrigues informou que, no início do Plano Real, a receita de serviços do sistema financeiro era equivalente a 40% das despesas de pessoal e, atualmente, esse índice atingiu 110%, chegando quase a 180% no caso do Unibanco e do Itaú. Em relação às receitas operacionais, passaram de 3% para 14% em 20 anos, entre 1994 e 2004.

Outro analista da S & P, Claudio Gallina, disse que os bancos conseguiram reduzir a inadimplência ao aperfeiçoar os mecanismos de avaliação de risco de crédito e gestão de ativos.

O levantamento da Austin Asis mostra uma expansão de 17,5% do patrimônio médio dos 22 bancos que já divulgaram o balanço, de R$ 55,75 bilhões para R$ 65,49 bilhões. ” Os bancos em geral estão com uma capitalização adequada, com espaço para crescer ” , disse Cláudio.

Bancos com investimento no exterior foram ainda favorecidos pela valorização do dólar no primeiro semestre deste ano, receita que não é tributada. Já eventuais perdas com hedge no mercado interno puderam ser contabilizadas como despesas, também engordando os resultados.

Fonte: Valor Econômico

Por 12:40 Notícias

Retorno médio dos bancos chega a 21,7%

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BB) fechou, ontem, com chave de ouro, a safra dos balanços do primeiro semestre dos grandes bancos de varejo. O lucro líquido do BB foi de notáveis R$ 1,42 bilhão, 31,7% superior aos R$ 1,078 bilhão de igual período de 2003.
A receita do BB é basicamente a mesma dos demais bancos: o aumento das operações de crédito, a redução das despesas com provisões e a expansão das receitas de serviços compensaram o impacto negativo da queda dos juros nas carteiras de títulos e valores mobiliários. ” Os resultados mais uma vez surpreenderam ” , disse o presidente da consultoria Austin Asis, Erivelto Rodrigues, considerando que a taxa básica caiu cerca de 10 pontos entre um semestre e outro.
Para o especialista, ” os resultados exuberantes devem se manter no segundo semestre ” na medida que o crescimento da economia, previsto em 4% por Rodrigues, vai estimular as empresas a investirem mais e, portanto, a demandarem mais crédito. Os bancos já ampliaram consideravelmente o crédito para pessoas físicas, pequenas e médias empresas, Essa tendência deve continuar, disse Rodrigues, observando que segmentos praticam as taxas mais elevadas.
Outros dois motivos para o otimismo são a redução da inadimplência e o aumento da receita de serviços.
Rodrigues acredita que o lucro dos bancos vai crescer 25% neste ano. Isso significa resultados ainda melhores neste segundo semestre. Levantamento feito pela Austin Asis comparando os balanços do primeiro semestre de 2003 de 22 bancos com igual período de 2004 mostra um crescimento médio de 20,1%, de R$ 5,9 bilhões para R$ 7,1 bilhões.
A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido ficou praticamente estabilizada em 21,7% em comparação com 21,2% no primeiro semestre do ano passado.
Rodrigues afirmou que a queda dos juros teve impacto na carteira de títulos da maior parte das instituições financeiras, mas não afetou muito a receita de crédito porque os spreads continuaram elevados. O especialista notou, também, que os resultados foram favorecidos pela redução das despesas com provisões para crédito. ” Os bancos haviam feito grandes provisões preventivas no ano passado. Só que a inadimplência não cresceu e sim diminuiu. As provisões excedentes ainda continuam elevadas: no Bradesco superam em 1,8 vez o necessário; e no Itaú, 0,9 vez.
O analista da Standard & Poor ? s (S & P), Daniel Araújo, lembrou que os bancos também tem provisões excedentes para títulos e tributos.
A analista Tamara Berenholc, também da S & P, lembrou que, além de aumentar a carteira de crédito, especialmente das operações com pequenas empresas, os bancos ampliaram as vendas cruzadas, de fundos de investimentos e seguros, por exemplo, impulsionando as receitas de serviços.
Rodrigues informou que, no início do Plano Real, a receita de serviços do sistema financeiro era equivalente a 40% das despesas de pessoal e, atualmente, esse índice atingiu 110%, chegando quase a 180% no caso do Unibanco e do Itaú. Em relação às receitas operacionais, passaram de 3% para 14% em 20 anos, entre 1994 e 2004.
Outro analista da S & P, Claudio Gallina, disse que os bancos conseguiram reduzir a inadimplência ao aperfeiçoar os mecanismos de avaliação de risco de crédito e gestão de ativos.
O levantamento da Austin Asis mostra uma expansão de 17,5% do patrimônio médio dos 22 bancos que já divulgaram o balanço, de R$ 55,75 bilhões para R$ 65,49 bilhões. ” Os bancos em geral estão com uma capitalização adequada, com espaço para crescer ” , disse Cláudio.
Bancos com investimento no exterior foram ainda favorecidos pela valorização do dólar no primeiro semestre deste ano, receita que não é tributada. Já eventuais perdas com hedge no mercado interno puderam ser contabilizadas como despesas, também engordando os resultados.
Fonte: Valor Econômico

Close