Com mais de 700 bancários presentes à assembléia geral realizada ontem na Sociedade Thalia a categoria decidiu permanecer em greve. Dezoito bancários e bancárias fizeram intervenções levantando questionamentos sobre os rumos da greve, sempre reafirmando a necessidade de fortalecer o movimento. Entre as preocupações da categoria figuram o ajuizamento de dissídio no TST, o desconto dos dias parados e a falta de negociação.
Sobre o ajuizamento de dissídio, a proposta foi retirada após explicação dada pela assessoria jurídica do sindicato. Segundo foi relatado pela Dra. Mirian Gonçalves, a história dos julgamentos feito pela Justiça do Trabalho mostrou que nem sempre o TST foi favorável aos trabalhadores. Inclusive, alguns direitos sociais foram retirados dos acordos coletivos após julgamento do dissídio. Em 1996 os funcionários do BB perderam o PCS e em 1999 o Tribunal julgou o dissídio, a pedido da CONTEC, e o resultado foi um abono de R$2.400,00 parcelado. Naquela ocasião o Banco também aproveitou para cortar o anuênio, que agora o Sindicato está reconquistando na Justiça.
Outro fator que merece atenção em relação ao TST é que no mês de agosto o Tribunal homenageou dois representantes de bancos, o Sr. Fernando Perez (Itaú) e Antonio Carlos (HSBC). A homenagem deveu-se ao fato, no primeiro caso à retirada de cerca de 500 ações que estavam no TST e no segundo caso pela redução de ações. Não temos notícia de homenagem feita a sindicalistas ou advogados que tenham defendido os direitos constitucionais de trabalhadores.
O presidente da CUT/PR acompanhou a assembléia e explicou que quando uma greve é deflagrada os contratos ficam suspensos e nenhum gestor, administrador, gerente ou qualquer superior hierárquico pode se dirigir ao subordinado com ordens, ameaças ou telefonemas pessoais. O desconto dos dias parados deve ser objeto de negociação, pois caso o TST venha a julgar pode até confirmar o desconto, ou não.
Em relação à falta de negociação o Sindicato já informou sobre todas as tentativas de reabrir o processo. O Governo Federal já foi procurado por duas ocasiões, na figura do Ministro da Casa Civil e do Ministro do Trabalho. Vários deputados foram contatados para buscar negociação. Nesta terça-feira a Executiva Nacional irá solicitar audiência com o presidente da República.
FAZER PRESSÃO
A assembléia aprovou proposta de que cada bancário deve enviar mensagens aos deputados e senadores. Ver endereços nos sites: www.senado.gov.br e www.camara.gov.br.
ABAIXO ASSINADO
A assessoria jurídica estará analisando texto que encabeça abaixo-assinado sobre PLR e política salarial.
ENCONTRO NACIONAL EXTRAORDINÁRIO
Os bancários aprovaram enviar à Executiva Nacional proposta de Encontro Nacional Extraordinário com objetivo de debater sobre assuntos pertinentes à campanha salarial e os rumos políticos do movimento.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Curitiba
Deixe um comentário