fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 12:46 Sem categoria

Após crítica de Lula, BC revela nova alta dos juros bancários

Na mesma semana em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a classe média precisa buscar taxas de juros mais baixas, o Banco Central mostra que a taxa média nas operações de crédito apresentaram uma nova elevação em março, subindo para 47,8% ao ano, contra 47,5% no mês anterior.

Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a classe média precisava “levantar o traseiro” contra os juros altos. Ontem, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, afirmou que cabe à sociedade “fazer pressão” contra as altas taxas cobradas pelo sistema financeiro.

A taxa de 47,8% ao ano, que é uma média dos juros cobrados de consumidores e empresas, é a mais alta desde ao menos dezembro de 2003.

A elevação ocorreu nas operações para empresas, que tiveram um aumento de 0,5 ponto percentual, para 32,9% ao ano em março. Esse aumento, segundo o BC, deve-se à recomposição da margem pelas instituições financeiras. Por essa razão, os “spreads” –diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes– dessas operações subiram de 13,5 ponto percentual em fevereiro para 13,7 ponto percentual no mês passado.

A taxa média da pessoa física é mais elevada, 64% ao ano, mas está estável na comparação com fevereiro. O “spread” neste caso é de 45,3 ponto percentual, um recuo de apenas 0,1 ponto percentual.

Das modalidades de crédito para pessoa física, houve elevação na taxa de juros para aquisição de veículos, que passou para 36,7% ao ano em março contra 36,2% ao ano.

As taxas do cheque especial passaram de 146,4% ao ano para 146,1% ao ano.

A taxa do crédito pessoal caiu 0,9 ponto percentual, para 74,4% ao ano. Essa queda ocorreu devido ao crédito consignado –desconto em folha de pagamento–, cuja taxa caiu de 37,4% ao ano para 37,1% ao ano.

Parte do crescimento do volume do crédito pessoal –que apresentou expansão de 6% em março, para R$ 49,465 bilhões– é conseqüência do empréstimo consignado, o que mostra que as pessoas já buscam modalidade de crédito mais barata.

O BC usa uma amostra dos 13 bancos que mais trabalham com crédito pessoal para avaliar a evolução do crédito consignado. Esses bancos representam cerca de 80% das operações.

“O crédito como um todo está mais acomodado”, diz Altamir Lopes, diretor do Departamento Econômico do BC.

Segundo ele, o aumento do volume do crédito ocorre porque o consumidor pega um empréstimo com taxas mais baixas para pagar um mais caro, como o cheque especial, e não apenas por conta da contratação de empréstimos para consumo de bens e serviços.

Inadimplência

A inadimplência ficou praticamente estável em março em 7,6%, contra 7,5% no mês anterior.

Para as empresas, a taxa de inadimplência passou de 3,7% em fevereiro para 3,8% no mês passado. Já para as pessoas físicas ficou em 12,7% em março, contra 12,4% no mês anterior.

No mês passado, houve uma expansão de 1,6% no crédito concedido no sistema financeiro –recursos livres e direcionados, como empréstimo habitacional–, o que fez o volume total chegar a R$ 506 bilhões. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas pelo país), essa quantia representa 26,7%, contra 26,5% de fevereiro e 25,2% em março do ano passado.

Fonte: Folha Online – ANA PAULA RIBEIRO

Por 12:46 Notícias

Após crítica de Lula, BC revela nova alta dos juros bancários

Na mesma semana em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a classe média precisa buscar taxas de juros mais baixas, o Banco Central mostra que a taxa média nas operações de crédito apresentaram uma nova elevação em março, subindo para 47,8% ao ano, contra 47,5% no mês anterior.
Na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a classe média precisava “levantar o traseiro” contra os juros altos. Ontem, o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, afirmou que cabe à sociedade “fazer pressão” contra as altas taxas cobradas pelo sistema financeiro.
A taxa de 47,8% ao ano, que é uma média dos juros cobrados de consumidores e empresas, é a mais alta desde ao menos dezembro de 2003.
A elevação ocorreu nas operações para empresas, que tiveram um aumento de 0,5 ponto percentual, para 32,9% ao ano em março. Esse aumento, segundo o BC, deve-se à recomposição da margem pelas instituições financeiras. Por essa razão, os “spreads” –diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes– dessas operações subiram de 13,5 ponto percentual em fevereiro para 13,7 ponto percentual no mês passado.
A taxa média da pessoa física é mais elevada, 64% ao ano, mas está estável na comparação com fevereiro. O “spread” neste caso é de 45,3 ponto percentual, um recuo de apenas 0,1 ponto percentual.
Das modalidades de crédito para pessoa física, houve elevação na taxa de juros para aquisição de veículos, que passou para 36,7% ao ano em março contra 36,2% ao ano.
As taxas do cheque especial passaram de 146,4% ao ano para 146,1% ao ano.
A taxa do crédito pessoal caiu 0,9 ponto percentual, para 74,4% ao ano. Essa queda ocorreu devido ao crédito consignado –desconto em folha de pagamento–, cuja taxa caiu de 37,4% ao ano para 37,1% ao ano.
Parte do crescimento do volume do crédito pessoal –que apresentou expansão de 6% em março, para R$ 49,465 bilhões– é conseqüência do empréstimo consignado, o que mostra que as pessoas já buscam modalidade de crédito mais barata.
O BC usa uma amostra dos 13 bancos que mais trabalham com crédito pessoal para avaliar a evolução do crédito consignado. Esses bancos representam cerca de 80% das operações.
“O crédito como um todo está mais acomodado”, diz Altamir Lopes, diretor do Departamento Econômico do BC.
Segundo ele, o aumento do volume do crédito ocorre porque o consumidor pega um empréstimo com taxas mais baixas para pagar um mais caro, como o cheque especial, e não apenas por conta da contratação de empréstimos para consumo de bens e serviços.
Inadimplência
A inadimplência ficou praticamente estável em março em 7,6%, contra 7,5% no mês anterior.
Para as empresas, a taxa de inadimplência passou de 3,7% em fevereiro para 3,8% no mês passado. Já para as pessoas físicas ficou em 12,7% em março, contra 12,4% no mês anterior.
No mês passado, houve uma expansão de 1,6% no crédito concedido no sistema financeiro –recursos livres e direcionados, como empréstimo habitacional–, o que fez o volume total chegar a R$ 506 bilhões. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas pelo país), essa quantia representa 26,7%, contra 26,5% de fevereiro e 25,2% em março do ano passado.
Fonte: Folha Online – ANA PAULA RIBEIRO

Close