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Bancários se manifestam contra o Itaú em todo o Brasil

Em todo o país, bancários estão realizando hoje, 30 de agosto, manifestações contra o Banco Itaú. O objetivo da mobilização é cobrar do Banco o pagamento da Participação nos Resultados (PR) para todos os funcionários, sem discriminação e sem desconto na PLR.

Além disso, os bancários também denunciam a exigência no cumprimento de metas excessivas por parte do Banco, o baixo número de funcionários nas agências – que não conseguem atender de forma eficaz a população -, o assédio moral e os altos índices de doenças ocupacionais como a Ler/Dort e problemas psicológicos que atingem os bancários.

Programa Agir – Um inferno

Ação Gerencial Itaú de Resultados. Esse é o Programa Agir, imposto pelo Banco Itaú a seus funcionários. Esse Programa obriga todos os trabalhadores a atingir metas abusivas. Quando enfim essa meta é alcançada, apenas alguns empregados comissionados recebem a remuneração que foi batalhada e alcançada por todos. E esses empregados contemplados, geralmente exercem cargos de chefia e gerência.
De acordo com Reinaldo Machado da Rosa, diretor do Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante da COE-Itaú, “esse ato nacional quer demonstrar que estamos esgotados com tanta cobrança e discriminação. Queremos que todos os trabalhadores que ajudaram a alcançar as metas recebam a remuneração. Isso é fazer justiça”, afirma Reinaldo.
Ainda segundo Reinaldo, por essa razão a frase “Trabalhar no Itaú é um inferno”, slogan da manifestação, foi utilizada. “Os trabalhadores estão estressados, cansados, e não agüentam mais trabalhar com tanta pressão e pior, sem nenhuma remuneração por isso. Trabalhar no banco Itaú realmente é um inferno”, enfatiza.

A solicitação da CNB

A CNB/CUT enviou carta na última semana solicitando negociação com a direção do Itaú para discutir o Programa Agir. O Banco Itaú assumiu o compromisso com os bancários de rediscutir o Agir em dois pontos: a forte pressão pelo cumprimento de metas, que vem adoecendo os trabalhadores, e a remuneração que apenas beneficia parte dos trabalhadores comissionados.
Além do pagamento para todos, os bancários querem ainda que o que for pago no Agir não seja descontado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assinada com a Fenaban na Campanha Salarial. Vale lembrar que, enquanto a PLR é negociada com os Sindicatos e não tem metas, o Programa de Resultados (PR), ou seja, o Agir, foi feita unilateralmente pelo Banco.

No Paraná

A propagando institucional do Banco Itaú, que está sendo veiculada em todo o país para comemorar os 60 anos do Banco, não condiz com a realidade. Nela, a alusão à responsabilidade social exercida pelo Banco, faz a população imaginar que efetivamente isso ocorre.
Porém, aqui no Paraná, nos últimos cinco anos, desde a venda do Banestado para o Itaú, cerca de 6.500 empregados foram demitidos de seus postos de trabalho. “Cadê a tal responsabilidade social pregada pelo Banco. Na televisão fica bonito, mas a realidade é bem diferente”, afirma Reinaldo Machado.

Lucros

O Itaú encerrou o primeiro semestre deste ano com o lucro de R$2.475 bilhões, um crescimento de 35,6% em relação ao resultado dos primeiros seis meses do ano passado, que somou R$1.825 bilhão.
Ele é um dos Bancos que mais lucraram no país neste ano de 2005. Chega! É hora de denunciar, de reagir. Enquanto os banqueiros enriquecem as custas do trabalhador, este adoece. Ninguém mais está disposto a trabalhar no inferno!

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Bancários se manifestam contra o Itaú em todo o Brasil

Em todo o país, bancários estão realizando hoje, 30 de agosto, manifestações contra o Banco Itaú. O objetivo da mobilização é cobrar do Banco o pagamento da Participação nos Resultados (PR) para todos os funcionários, sem discriminação e sem desconto na PLR.
Além disso, os bancários também denunciam a exigência no cumprimento de metas excessivas por parte do Banco, o baixo número de funcionários nas agências – que não conseguem atender de forma eficaz a população -, o assédio moral e os altos índices de doenças ocupacionais como a Ler/Dort e problemas psicológicos que atingem os bancários.
Programa Agir – Um inferno
Ação Gerencial Itaú de Resultados. Esse é o Programa Agir, imposto pelo Banco Itaú a seus funcionários. Esse Programa obriga todos os trabalhadores a atingir metas abusivas. Quando enfim essa meta é alcançada, apenas alguns empregados comissionados recebem a remuneração que foi batalhada e alcançada por todos. E esses empregados contemplados, geralmente exercem cargos de chefia e gerência.
De acordo com Reinaldo Machado da Rosa, diretor do Conselho Fiscal do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, e integrante da COE-Itaú, “esse ato nacional quer demonstrar que estamos esgotados com tanta cobrança e discriminação. Queremos que todos os trabalhadores que ajudaram a alcançar as metas recebam a remuneração. Isso é fazer justiça”, afirma Reinaldo.
Ainda segundo Reinaldo, por essa razão a frase “Trabalhar no Itaú é um inferno”, slogan da manifestação, foi utilizada. “Os trabalhadores estão estressados, cansados, e não agüentam mais trabalhar com tanta pressão e pior, sem nenhuma remuneração por isso. Trabalhar no banco Itaú realmente é um inferno”, enfatiza.
A solicitação da CNB
A CNB/CUT enviou carta na última semana solicitando negociação com a direção do Itaú para discutir o Programa Agir. O Banco Itaú assumiu o compromisso com os bancários de rediscutir o Agir em dois pontos: a forte pressão pelo cumprimento de metas, que vem adoecendo os trabalhadores, e a remuneração que apenas beneficia parte dos trabalhadores comissionados.
Além do pagamento para todos, os bancários querem ainda que o que for pago no Agir não seja descontado da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assinada com a Fenaban na Campanha Salarial. Vale lembrar que, enquanto a PLR é negociada com os Sindicatos e não tem metas, o Programa de Resultados (PR), ou seja, o Agir, foi feita unilateralmente pelo Banco.
No Paraná
A propagando institucional do Banco Itaú, que está sendo veiculada em todo o país para comemorar os 60 anos do Banco, não condiz com a realidade. Nela, a alusão à responsabilidade social exercida pelo Banco, faz a população imaginar que efetivamente isso ocorre.
Porém, aqui no Paraná, nos últimos cinco anos, desde a venda do Banestado para o Itaú, cerca de 6.500 empregados foram demitidos de seus postos de trabalho. “Cadê a tal responsabilidade social pregada pelo Banco. Na televisão fica bonito, mas a realidade é bem diferente”, afirma Reinaldo Machado.
Lucros
O Itaú encerrou o primeiro semestre deste ano com o lucro de R$2.475 bilhões, um crescimento de 35,6% em relação ao resultado dos primeiros seis meses do ano passado, que somou R$1.825 bilhão.
Ele é um dos Bancos que mais lucraram no país neste ano de 2005. Chega! É hora de denunciar, de reagir. Enquanto os banqueiros enriquecem as custas do trabalhador, este adoece. Ninguém mais está disposto a trabalhar no inferno!

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