A rodada de negociação entre representantes dos empregados e da direção da Caixa, hoje, em Brasília, frustrou as expectativas dos bancários por falta de qualquer novidade importante no que a empresa apresentou, tanto no que se refere à implantação da nova função de Caixa como em relação à renegociação de dívidas.
A Caixa mantém o número de vagas na nova função de caixa em 6.670 e recusa-se a eliminar a possibilidade de realizar transferência de caixas de uma unidade para outra, concordando apenas em assegurar-lhes a mesma função.
No que se refere às atribuições dos caixas, a empresa nega-se a abrir mão das generalizações contidas em suas formulações. Acatou a proposta da CEE/Caixa de ressaltar as atribuições de pagar e receber, mas apenas como um adendo à sua.
A Caixa não concorda, sequer, com a mudança da nomenclatura Caixa/PV, o que demonstra sua pouca disposição em rever o que preestabeleceu na Circular Interna SUPES/SUARE 003/06, de 5 de janeiro.
Foram descartados também avanços nas condições para renegociações de dívidas dos empregados, divulgadas pela Caixa na quarta-feira, dia 25. Taxas de juro e prazos não puderam sequer ser discutidos por conta da impossibilidade alegada de se estabelecer “condições diferenciadas em relação aos clientes”.
A Caixa não viu possibilidade também de oferecer aos aposentados nem mesmo as condições precárias de renegociação de dívidas apresentadas ao pessoal da ativa.
Diante de tantas e tão contundentes negativas, a CEE/Caixa comunicou à Comissão de Negociação da Caixa que não via a possibilidade de entendimento acerca da implantação da nova função para caixa e que não se sentia minimamente atendida em termos de condições para a renegociação de dívidas, por considerá-las pífias e por não concordar com a exclusão dos aposentados.
Fonte: Fenae
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