Os deputados Devanir Ribeiro (PT-SP), Fernando Ferro (PT-PE) e Wasny de Roure (PT-DF) classificaram como positiva a redução em 0,75 ponto percentual na taxa Selic. A redução foi anunciada na última quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom). “O governo está agindo com cautela e isso é importante, mas aguardávamos uma queda de 1,5 pontos percentual, o que causaria um impacto maior na economia”, disse Devanir Ribeiro. Ele considerou, entretanto, que a mudança “melhora o humor dos investidores no mercado”.
Fernando Ferro também mencionou a melhoria no humor do mercado com a redução. “Ela ajuda a criar um clima de retomada de crescimento. É um calor tímido, mas positivo”. Para ele, a tendência é de uma queda gradativa. Ferro analisou que os reflexos dessa queda – como a redução dos juros dos cartões de crédito e cheque especial – ainda vão demorar um tempo, mas chegarão e “isso é o mais importante”.
Wasny de Roure enumerou três pontos positivos para o país com a redução: a restauração da confiança e o incentivo ao investimento; a redução de custos e o crescimento no nível de emprego. Para ele, os juros altos são um fator de custo pesado e desestimulante. “A economia brasileira trabalha com um patamar alto. Temos que chegar o mais rápido possível a um patamar que nos dê mais igualdade para a competição no mercado”, completou. Para ele, essa redução não é a desejada, mas é “positiva”.
Nível – Com a alteração, a taxa passou para 16,5% – menor nível desde setembro de 2004, quando estava em 16%. Desta vez, a decisão dos membros do Comitê não foi unânime. Seis membros votaram pelo corte de 0,75 ponto percentual e três queriam um corte mais agressivo, de 1 ponto percentual.
O Comitê não incluiu viés na taxa, o que significa que os juros ficarão neste patamar até a próxima reunião do Copom, marcada para os dias 18 e 19 de abril. Esta é a 6ª queda consecutiva dos juros. Os cortes começaram em setembro, quando a Selic foi reduzida de 19,75% para 19,5% ao ano. Com a decisão de hoje, o corte dos juros chegou a 3,25 pontos percentuais.
Fonte: Informes
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