Ao contrário da propaganda militonária com seis craques da seleção brasileira – a campanha de mídia mais cara na história do Brasil -, foi publicado sem qualquer alarde na edição da última sexta-feira, dia 10, do Jornal do Comércio, de Porto Alegre, o relatório da administração com o balanço patrimonial do exercício de 2005 do Santander Meridional. O banco obteve um lucro líquido de R$ 176,318 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 41,109 milhões em 2004.
A maior parte desse resultado foi alcançada no segundo semestre, quando o banco lucrou R$ 105,621 milhões. No primeiro semestre, o lucro tinha sido de R$ 70,697 milhões.
Esses números acompanham a tendência de lucros do sistema financeiro e mostram a recuperação dos resultados do banco.
O patrimônio líquido do Santander Meridional em 31 de dezembro de 2005 subiu para R$ 1,729 bilhão, enquanto no período de 2004 fora atingido o valor de R$ 1,606 milhões.
Já o Grupo Santander Banespa teve um lucro líquido em 2005 de R$ 1,744 bilhão, 4,8% superior ao registrado em 2004. O Banespa lucrou R$ 1,643 bilhão. O lucro mundial do banco espanhol foi de 6,22 bilhões de euros.
“Esse lucro de R$ 176,3 milhões do Santander Meridional é fruto do esforço e dedicação dos funcionários, submetidos a precárias condições de trabalho, desrespeito à saúde, metas absurdas para a venda de produtos, extrapolação da jornada de trabalho, falta de ponto eletrônico para gerentes e assédio moral”, destaca o funcionário do Meridional e presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Juberlei Bacelo.
“Esperamos que, com tanto lucro em 2005, o banco contrate mais funcionários para a redução das filas, a melhoria das condições de saúde e trabalho e a qualidade de atendimento aos clientes”, enfatiza o funcionário do Banespa e diretor do Sindicato e da Federação dos Bancários do RS, Ademir Wiederkehr. Ele lembra que o Santander e o Banespa ficaram em 14º e 15º lugar em 2005 no ranking da pesquisa acerca da satisfação dos clientes, conforme apuração feita pelo Painel das Instituições Financeiras (Fractal/USP) no ano passado.
Por causa dessas baixas colocações, os funcionários do grupo receberam somente a antecipação de R$ 300 do PPR (Programa de Participação nos Resultados), paga junto com a primeira parcela da PLR em 2005, e ficarão sem a outra parte, uma vez que essa seria creditada se as instituições tivessem sido classificadas entre os cinco primeiros lugares, o que não ocorreu.
Fonte: Sindicato de Porto Alegre e Região
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