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Estabilidade por doença estimula assédio

Aqueles que retornam ao trabalho após afastamento por acidente também formam um grupo propenso ao assédio moral. Isso ocorre, principalmente, porque esses trabalhadores adquirem estabilidade, o que “revolta” colegas e desagrada empregadores. É o caso de quem sofre, por exemplo, de LER (Lesão por Esforços Repetitivos).

Em algumas categorias, como a dos bancários, a freqüência desses casos é alta. A legislação trabalhista garante que todo empregado afastado por mais de 15 dias por LER considerada acidente de trabalho tem direito à estabilidade por um ano a partir do dia de seu retorno ao trabalho.

Ao voltar, esse funcionário deve ser realocado em uma função que não ofereça risco à sua saúde. E é durante esse processo que ele fica mais exposto ao assédio.

A ex–bancária Terezinha (nome fictício) conta que, após 20 anos de trabalho num banco, teve que manterse afastada por cinco, para tratamento de LER. Ela diz que, quando voltou, os problemas começaram: os colegas não a cumprimentavam, e os subgerentes não lhe davam serviço.

“Quando me davam, eram atividades abaixo das minhas qualificações, como carregar caixas”, lembra ela. “Os colegas diziam que meu problema era ‘LERdeza’. Eu chegava chorando ao banco. E tudo isso acabou afetando até a minha libido”, confessa. Sete meses depois, Terezinha pediu demissão.

Mas o medo faz com que muitos escondam o problema. A bancária Luiza (nome fictício), 48, adquiriu LER ao longo de 17 anos em um banco. “Estou sob tratamento médico, mas não falei nada à empresa. Onde vou arrumar emprego com a minha idade e com essa doença?”, questiona.

Fonte: Tribuna de Alagoas

Por 11:31 Notícias

Estabilidade por doença estimula assédio

Aqueles que retornam ao trabalho após afastamento por acidente também formam um grupo propenso ao assédio moral. Isso ocorre, principalmente, porque esses trabalhadores adquirem estabilidade, o que “revolta” colegas e desagrada empregadores. É o caso de quem sofre, por exemplo, de LER (Lesão por Esforços Repetitivos).
Em algumas categorias, como a dos bancários, a freqüência desses casos é alta. A legislação trabalhista garante que todo empregado afastado por mais de 15 dias por LER considerada acidente de trabalho tem direito à estabilidade por um ano a partir do dia de seu retorno ao trabalho.
Ao voltar, esse funcionário deve ser realocado em uma função que não ofereça risco à sua saúde. E é durante esse processo que ele fica mais exposto ao assédio.
A ex–bancária Terezinha (nome fictício) conta que, após 20 anos de trabalho num banco, teve que manterse afastada por cinco, para tratamento de LER. Ela diz que, quando voltou, os problemas começaram: os colegas não a cumprimentavam, e os subgerentes não lhe davam serviço.
“Quando me davam, eram atividades abaixo das minhas qualificações, como carregar caixas”, lembra ela. “Os colegas diziam que meu problema era ‘LERdeza’. Eu chegava chorando ao banco. E tudo isso acabou afetando até a minha libido”, confessa. Sete meses depois, Terezinha pediu demissão.
Mas o medo faz com que muitos escondam o problema. A bancária Luiza (nome fictício), 48, adquiriu LER ao longo de 17 anos em um banco. “Estou sob tratamento médico, mas não falei nada à empresa. Onde vou arrumar emprego com a minha idade e com essa doença?”, questiona.
Fonte: Tribuna de Alagoas

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