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Todos têm eleitores, mas só Lula tem militância, afirma o presidente da Central Única dos Trabalhadores

Acredito firmemente que Lula será reeleito no próximo domingo. Este segundo turno e seu cada vez mais provável desfecho têm um componente que faz toda a diferença. A militância. Em recente debate, do qual participei, ouvi de João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, uma frase que faço questão de assinar embaixo: “Vamos mostrar para a direita que a reeleição do Lula não é apenas por causa de ele ser um bom candidato, mas porque a militância está nas ruas”.

Desde que iniciei meu mandato, estou percorrendo todas as regiões do Brasil, para dialogar com nossas bases e fortalecer ainda mais a CUT, central sindical que faz parte da minha vida, como uma paixão, muito antes de eu imaginar que um dia iria presidi-la. Nessas andanças, o tema das eleições presidenciais foi tão candente nas conversas que tive com inúmeros companheiros quanto o foi no 9º Concut, que aprovou resolução de apoio à candidatura de Lula. Estou completamente envolvido nesta campanha, e as pessoas mais próximas de mim estão torcendo para que a apuração das urnas chegue logo, já que esperam que eu tenha um pouco mais de tempo para conversar sobre outras coisas. Porém, apesar de reclamar disso, minha filha Isabela, que tem 12 anos, acena com um desejo que me parece uma promessa de futuro: ela gostaria de poder votar, só para apertar 13 e confirma.

As razões do apoio da CUT e o meu próprio à reeleição já foram ditas com clareza, diversas vezes. Peço licença, portanto, para não me deter excessivamente nelas agora. Basta dizer que há um inimigo comum a todos os que acreditam que o Brasil só poderá ter progresso de verdade quando eliminar as desigualdades sociais.

Em diversas manifestações de rua, plenárias e assembléias de que tenho participado nos últimos meses, o número de brasileiros que se manifestam pela candidatura Lula é crescente. Mesmo no Estado de São Paulo, onde a disputa é mais hostil que em outras regiões do Brasil, como o Norte e Nordeste, por exemplo, em que um voto em Lula é, por todas as características, uma verdadeira festa popular.

Todos esses milhões de brasileiros são a razão da cada vez mais iminente reeleição de Lula. Fato histórico que estará descrito nos livros escolares que nossos netos lerão, essa vitória demonstra, entre outras coisas, que a opinião pública está muito além da opinião publicada. Lula, e todos que nele votarão domingo, lembram o então chamado Cassius Clay no célebre combate com George Foreman, há 32 anos. Clay suportou com bravura as cordas na maioria dos rounds, antes de nocautear o oponente.

Eu, que acredito que trabalho sério fala muito mais alto que qualquer alarde, encontro nessa postura de Lula outro motivo para minha simpatia. Ele está atravessando não só um mar de intolerância representado pela mídia cada vez mais antijornalística e uma oposição à beira da histeria, mas também calando uma parcela pequenina da sociedade que, à guisa de apresentar-se de esquerda, aposta no “fora todos”. Acredito que estes preferem nada fazer e com nada se comprometer, desde que durmam sem sobressaltos.

Quero parabenizar todos os militantes, cutistas e de outras centrais, que trabalharam pela candidatura Lula. E quero lembrar que a partir do dia 30 teremos muitos desafios pela frente, a começar por uma grande Marcha Nacional do Salário Mínimo.

O maior de nossos desafios, em meu entendimento, é a distribuição de renda. Para se atingir esse objetivo, é fundamental o enfrentamento da dívida pública, herança mais que maldita, em nome da qual praticam-se os mais altos juros do planeta e, consequentemente, drenam-se os recursos que deveriam caber às políticas sociais, mantendo banqueiros numa situação confortável. A CUT continua defendendo que é hora de fortalecer e ampliar a mobilização social para enfrentar essa questão. Vamos também continuar nossa luta pelo fortalecimento da democracia, que passará necessariamente por uma reforma política amplamente debatida com os movimentos sociais e pela democratização das relações de trabalho. Quero que minha filha Isabela, daqui a alguns anos, chegue à conclusão de que o pai, tantas vezes distante de casa, participou de algo que valeu a pena.

Por Artur Henrique da Silva Santos, que é presidente nacional da CUT.

Publicada em: 27/10/2006 às 15:54 Seção: Ponto de Vista do sítio www.cut.org.br.

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Todos têm eleitores, mas só Lula tem militância, afirma o presidente da Central Única dos Trabalhadores

Acredito firmemente que Lula será reeleito no próximo domingo. Este segundo turno e seu cada vez mais provável desfecho têm um componente que faz toda a diferença. A militância. Em recente debate, do qual participei, ouvi de João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, uma frase que faço questão de assinar embaixo: “Vamos mostrar para a direita que a reeleição do Lula não é apenas por causa de ele ser um bom candidato, mas porque a militância está nas ruas”.
Desde que iniciei meu mandato, estou percorrendo todas as regiões do Brasil, para dialogar com nossas bases e fortalecer ainda mais a CUT, central sindical que faz parte da minha vida, como uma paixão, muito antes de eu imaginar que um dia iria presidi-la. Nessas andanças, o tema das eleições presidenciais foi tão candente nas conversas que tive com inúmeros companheiros quanto o foi no 9º Concut, que aprovou resolução de apoio à candidatura de Lula. Estou completamente envolvido nesta campanha, e as pessoas mais próximas de mim estão torcendo para que a apuração das urnas chegue logo, já que esperam que eu tenha um pouco mais de tempo para conversar sobre outras coisas. Porém, apesar de reclamar disso, minha filha Isabela, que tem 12 anos, acena com um desejo que me parece uma promessa de futuro: ela gostaria de poder votar, só para apertar 13 e confirma.
As razões do apoio da CUT e o meu próprio à reeleição já foram ditas com clareza, diversas vezes. Peço licença, portanto, para não me deter excessivamente nelas agora. Basta dizer que há um inimigo comum a todos os que acreditam que o Brasil só poderá ter progresso de verdade quando eliminar as desigualdades sociais.
Em diversas manifestações de rua, plenárias e assembléias de que tenho participado nos últimos meses, o número de brasileiros que se manifestam pela candidatura Lula é crescente. Mesmo no Estado de São Paulo, onde a disputa é mais hostil que em outras regiões do Brasil, como o Norte e Nordeste, por exemplo, em que um voto em Lula é, por todas as características, uma verdadeira festa popular.
Todos esses milhões de brasileiros são a razão da cada vez mais iminente reeleição de Lula. Fato histórico que estará descrito nos livros escolares que nossos netos lerão, essa vitória demonstra, entre outras coisas, que a opinião pública está muito além da opinião publicada. Lula, e todos que nele votarão domingo, lembram o então chamado Cassius Clay no célebre combate com George Foreman, há 32 anos. Clay suportou com bravura as cordas na maioria dos rounds, antes de nocautear o oponente.
Eu, que acredito que trabalho sério fala muito mais alto que qualquer alarde, encontro nessa postura de Lula outro motivo para minha simpatia. Ele está atravessando não só um mar de intolerância representado pela mídia cada vez mais antijornalística e uma oposição à beira da histeria, mas também calando uma parcela pequenina da sociedade que, à guisa de apresentar-se de esquerda, aposta no “fora todos”. Acredito que estes preferem nada fazer e com nada se comprometer, desde que durmam sem sobressaltos.
Quero parabenizar todos os militantes, cutistas e de outras centrais, que trabalharam pela candidatura Lula. E quero lembrar que a partir do dia 30 teremos muitos desafios pela frente, a começar por uma grande Marcha Nacional do Salário Mínimo.
O maior de nossos desafios, em meu entendimento, é a distribuição de renda. Para se atingir esse objetivo, é fundamental o enfrentamento da dívida pública, herança mais que maldita, em nome da qual praticam-se os mais altos juros do planeta e, consequentemente, drenam-se os recursos que deveriam caber às políticas sociais, mantendo banqueiros numa situação confortável. A CUT continua defendendo que é hora de fortalecer e ampliar a mobilização social para enfrentar essa questão. Vamos também continuar nossa luta pelo fortalecimento da democracia, que passará necessariamente por uma reforma política amplamente debatida com os movimentos sociais e pela democratização das relações de trabalho. Quero que minha filha Isabela, daqui a alguns anos, chegue à conclusão de que o pai, tantas vezes distante de casa, participou de algo que valeu a pena.
Por Artur Henrique da Silva Santos, que é presidente nacional da CUT.
Publicada em: 27/10/2006 às 15:54 Seção: Ponto de Vista do sítio www.cut.org.br.

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