Movimento Sindical quer o fim da prática em todas as dependências das instituições financeiras
São Paulo – Tratamento desrespeitoso, humilhação, ameaça constante de demissão a qualquer pretexto e exposição pública dos trabalhadores. Esses são algumas formas de assédio moral que nos últimos anos se tornaram denúncias recorrentes dos trabalhadores, sejam eles de bancos públicos ou privados.
Muitas vezes, a mobilização conjunta dos funcionários consegue vitórias como a que aconteceu recentemente no Bradesco. Durante uma consulta feita pelo Sindicato, na Cidade de Deus, os bancários do Departamento de Ação e Custódia (DAC) denunciaram e a ação do Sindicato conquistou o afastamento do funcionário responsável pela prática no setor.
Os avanços também são conquistados na Justiça, por meio da qual muitas vezes os bancos, condenados, têm de indenizar o trabalhador. Recentemente, em uma dessas decisões, o Banco do Brasil foi condenado a pagar R$ 600 mil a uma ex-funcionária do BB Responde, setor de ouvidoria do banco. A Caixa Federal teve de indenizar em R$ 40 mil um empregado que trabalhava no Paraná. O BankBoston (hoje controlado pelo Itaú) também perdeu, em primeira instância, ação movida por funcionário que sofria assédio moral.
Solução – Nesta quarta-feira, dia 23, acontece negociação entre o Sindicato e a Fenaban para discutir o assédio moral. O grupo de trabalho sobre o tema foi conquistado na campanha nacional do ano passado e a categoria bancária é a primeira a ter uma cláusula em convenção coletiva que prevê o combate à prática.
De acordo com o secretário de Saúde do Sindicato, Walcir Previtale Bruno, apesar das vitórias alcançadas na luta ou na Justiça, é necessário buscar uma solução definitiva e criar mecanismos para que o assédio moral seja banido das relações de trabalho. “O problema existe em todas as instituições financeiras, nas agências e departamentos. Por isso é necessário que seja debatido com a Fenaban para que haja uma diretriz que sirva para todos os bancos”, afirma Walcir.
Jair Rosa – 22/05/2007. Com adaptações da FETEC-CUT-PR.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.