Ipea: Márcio Pochmann propõe reforma do Estado
O país precisa fazer uma reforma do Estado e ganhar capacidade de acompanhar as políticas públicas, como a construção de infra-estrutura e a expansão do atendimento educacional e de saúde, defendeu o novo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, ao tomar posse, nesta semana, na principal instituição da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, comandada por Roberto Mangabeira Unger. “Não há razões técnicas que possam justificar a existência de um Estado raquítico”, discursou Pochmann, ao defender “gestão e coordenação” para o governo.
“Atualmente o corpo de funcionários públicos não chega a constituir 8% do total da população ocupada, enquanto em 1980 ultrapassava 12%”, comentou o economista, para informar que, nos Estados Unidos, essa proporção chega a 18%, e é de 25% na Europa. Nos países escandinavos, “modelo de democracia com Justiça social e competitividade avançada”, esse índice é de 40%, lembrou. “Não se trata de necessidade de contatar pessoal”, ressalvou Márcio Pochmann, ao ser questionado se estava defendendo aumento do funcionalismo público.
Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pochmann tem longa militância em causas sociais e políticas ativas de redistribuição de renda e acesso a serviços públicos. Foi secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da Prefeitura Municipal de São Paulo, na gestão Marta Suplicy.
Ele afirmou que deseja trabalhar com diversidade e pluralidade de opiniões e que dará liberdade às manifestações pessoais dos pesquisadores. Mas indicou que quer discutir, com os técnicos do Ipea, as posições oficiais da instituição.
Segundo o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o Estado deu um passo importante no papel de investidor com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e está correta a avaliação de reunir recursos e esforços para induzir o desenvolvimento do país.
“Nesse sentido a indicação de Pochmann é excelente. Ele tem uma visão de desenvolvimento do país e uma visão social apropriada com estudos e conteúdo sobre mercado de trabalho e os problemas que temos de enfrentar”, disse.
“Como houve um desmonte do Estado nas últimas décadas, há clara necessidade de melhorar a gestão. Sob a presidência de Márcio Pochmann, o Ipea volta a ser uma instituição de pesquisa aplicada”, afirmou o deputado Carlito Merss (PT-SC).
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.informes.org.br.