fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 17:45 Sem categoria

Sobre a Marcha das Margaridas e a Segunda Conferência de Políticas para as Mulheres

Marcha das Margaridas

Começa nesta terça (21), em Brasília, a manifestação das mulheres trabalhadoras rurais

Cerca de 50 mil mulheres trabalhadoras rurais, vinda de todo o País, se reúnem em Brasília nesta terça-feira (21/8), para a Marcha das Margaridas 2007. As trabalhadoras ficaram acampadas no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade até o dia 22/8, quando marcharão até a Esplanada dos Ministérios e farão ato político em frente ao Congresso Nacional. A abertura do encontro acontece às 10h, na tenda que será montada na parte externa do Pavilhão.

Ainda no dia 21/8, à tarde, as mulheres se reúnem em cinco mesas de debates simultâneos. As ministras Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, e Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, além de Maria da Penha, símbolo de luta contra a violência doméstica, participam, às 15h, do debate sobre o combate à violência. Outros temas como previdência rural, emprego, renda e agroecologia também fazem parte da programação.

A Marcha é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e CUT, e tem como parceiros Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MTR-NE), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Côco Babaçu (MIQCB), Movimento de Mulheres da Amazônia (MMA), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (REDELAC) e Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (COOPROFAM).

Economia Solidária

Além das atividades políticas, a Marcha das Margaridas será um espaço para as trabalhadoras rurais exporem produtos elaborados por elas. A Feira Solidária das Margaridas será um momento de socialização e troca de produtos com base nos preceitos da economia solidária.

Quem foi Margarida Alves

A mobilização das mulheres trabalhadoras rurais recebe o nome de Marcha das Margaridas em homenagem à ex-líder sindical paraibana Margarida Maria Alves. Ela foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba.

O que é a marcha?

A Marcha das Margaridas é uma estratégia política construída e consolidada pelas mulheres trabalhadoras rurais para combater a fome, a pobreza, a violência sexista e construir um novo Brasil com justiça, paz e igualdade de gênero.

“2000 Razões para Marchar Contra a fome, a pobreza e a violência sexista”. Com esse lema, em 2000, foi construída a primeira Marcha das Margaridas articulada com a Marcha Mundial das Mulheres. Esta Marcha culminou com uma grande mobilização em Brasília com cerca de 20 mil mulheres, precedida de atividades diversas em todo o país.

A experiência acumulada no ano 2000 possibilitou a ampliação da Marcha em 2003. Com criatividade, ousadia e habilidade política as mulheres trabalhadoras rurais deram um exemplo de capacidade organizativa. Souberam construir parcerias e as condições para se fazerem presentes em Brasília, com 40 mil participantes dos mais diversos lugares do país.

A maior mobilização de massas organizada pelas mulheres trabalhadoras rurais no Brasil teve como resultados, além da visibilidade e reconhecimento social, a negociação de programas e políticas públicas voltados para o acesso das mulheres à terra, assistência técnica, crédito, políticas sociais e direitos de cidadania.

Em 2007, 50 mil trabalhadoras rurais devem participar da Marcha das Margaridas, em Brasília, no mês de agosto. Até lá trabalhadoras vão promover encontros e reflexões para construir uma mobilização qualificada que atenda às necessidades das mulheres do campo.

As caravanas de mulheres das federações devem chegar à capital às 5 horas do dia 21, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, onde ocorrerão as atividades da marcha. Nesse dia estão previstos debates sobre recursos naturais; mulher, política, poder e democracia; desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do salário mínimo e do trabalho. No local, também será montada a feira solidária das Margaridas que ficará aberta durante todo o dia. No período da noite, grupos regionais formados por mulheres animarão o encontro.

No dia 22 as trabalhadoras rurais iniciam de manhã cedo a Marcha das Margaridas rumo à Esplanada dos Ministérios. Elas se concentrarão em frente ao Congresso Nacional para ler a Carta da Marcha das Margaridas à Sociedade.

A marcha é organizada por Contag e CUT e conta com a parceria do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MTR-NE), Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Movimento de Mulheres da Amazônia (MMA), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (REDELAC) e Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Cooprofam).

Construindo 2007 Razões para Marchar

”Estamos retomando a Marcha das Margaridas com nossa experiência, garra e criatividade. Vamos construir a Marcha 2007, debatendo nossa realidade, necessidades e anseios nas comunidades e municípios. Vamos construir e consolidar parcerias, e com nossa capacidade organizativa traduzir nossos problemas em propostas de mudanças para uma vida digna no campo”, informa a coordenadora da Comissão Nacional de Mulheres e vice presidente da CUT, Carmen Foro.

Por que marchar?

A Marcha das Margaridas é uma mobilização massiva de mulheres, organizadas no movimento sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais, movimentos autônomos e organizações parceiras, tendo por objetivos políticos:

Mobilização – nas comunidades, municípios, regionais, estados, em todo do país, a partir de temas comuns do cotidiano das mulheres trabalhadoras rurais; Denúncia – das condições de vida no campo, da pobreza, desigualdade, violência e exclusão das mulheres das políticas de desenvolvimento; ormação – debate político e análise de temas prioritários para o desenvolvimento sustentável e solidário com igualdade de gênero; Proposição – de ações, programas e políticas para o exercício pleno da cidadania das trabalhadoras rurais; Negociação – da pauta da Marcha 2007 com as reivindicações e proposições de políticas públicas para as mulheres trabalhadoras rurais.

Confira a programação:

Dia 21/08/2007

Manhã:

10:00hs – Ato de abertura da Marcha das Margaridas

Tarde:

14:00hs – Inauguração da Feira Solidária das Margaridas

15:00hs às 18:00hs – Mesas simultâneas de debates:

Democratização dos Recursos Naturais: Terra, água e agroecologia; Mulher, política, poder e democracia; Enfrentamento e combate a violência contra as mulheres;
Previdência Social; Desenvolvimento, distribuição de renda, valorização do salário mínimo e do trabalho.

Noite:

Atividades culturais

Dia 22/08/2007

Manhã:

7:30hs – Caminhada “Margaridas em Marcha à Esplanada dos Ministérios”.

9:30hs às 12:30hs – Ato das Margaridas na Esplanada

12:30hs – Retorno ao Parque da Cidade

Tarde:

15:00hs – Plenária: Governo e Margaridas “Pontos negociados da pauta de reivindicações da Marcha das Margaridas”

16:00hs – Ato de encerramento

16:30hs – Retorno das delegações aos estados de origem.

Outras informações e materiais da Marcha das Margaridas estão disponíveis no site: www.contag.org.br

Mais informações:

Assessoria de imprensa da Contag, pelo telefone (61) 3349 2561, Érika Meneses (61) 8141 7229 e Patrícia Cunegundes (61) 8400 8877.

Por CUT-DF.

NOTÍCA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
================================================

II Conferência de Política para as Mulheres

“As mulheres precisam ter participação política, sem isso nunca teremos um país verdadeiramente democrático”, disse a coordenadora de Mulheres da Contag e vice-presidente da CUT, Carmen Foro, durante a cerimônia de abertura da II Conferência de Política para as Mulheres, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Até o dia 20, cerca de 3 mil pessoas participam do encontro que vai avaliar e revisar o Plano Nacional de Política para as Mulheres e discutir a participação delas nos espaços de poder.

Carmen Foro destacou a importância de as trabalhadoras rurais fazerem parte do processo de discussão do Plano Nacional de Política para as Mulheres. “É muito importante que fóruns como esses sejam ocupados pela diversidade feminina”. Ela lembrou a importância da criação da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM) e da Secretaria Especial de Políticas Públicas para Igualdade Racial (Seppir), no primeiro mandato do governo Lula. Mas disse que muitas ações ainda devem ser adotadas para que o País se recupere da dívida histórica que possui com as mulheres. “Uma delas é transformar as políticas públicas em políticas de Estado”.

A dirigente da Contag ressaltou que o momento atual é ímpar para a história do Brasil. “A partir do dia 17 de agosto, Brasília tem sido das mulheres. Somos 3 mil, reunidas e nos dias 21 e 22, 50 mil trabalhadoras rurais virão reforçar a luta das mulheres por igualdade, contra a fome, a pobreza e a violência sexista”, concluiu ela, convidando todas a participar da Marcha das Margaridas 2007.

Participaram também da abertura o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; as ministras da Secretaria de Política para as Mulheres, Nilcéia Freire; do Meio Ambiente, Marina Silva; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, entre outras autoridades.

Por Contag-CUT.

NOTÍCA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.
================================================

Mulheres são convocadas a forçar entrada nos três poderes

Brasília – A Participação da Mulher nos Espaços de Poder foi tema das discussões no terceiro dia da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. As palestrantes acusaram as estruturas de poder de machista e convocaram as cerca de 3 mil delegadas a forçarem a entrada no Executivo, Legislativo e Judiciário.

Enquanto a participação feminina na sociedade brasileira corresponde a 52%, a presença delas no parlamento é de 8,8%. Aumentar essa proporção para pelo menos a cota prevista em lei, de 30%, foi um dos desafios lançados pelas palestrantes durante a conferência.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) atacou hoje (19) a atual estrutura partidária no Brasil afirmando que é “machista”, “patriarcal” e “insuportável”. Ao falar para cerca de 3 mil mulheres que participavam da 2ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, Erundina disse que as mulheres só conseguirão ocupar a cota de 30% que lhes cabe nos parlamentos quando os partidos políticos abrirem espaço.

“Se tivéssemos partidos realmente democráticos, que não ficassem apenas na retórica dos discursos partidários, os próprios partidos já poderiam ter adotado essas cotas nas suas eleições. Precisamos reforças nossa luta nos partidos. Eles têm uma hegemonia masculina, machista, patriarcal, insuportável”, afirmou Erundina.

Não foi só ela. Na palestra anterior, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, havia usado grande parte do seu discurso para reclamar do pequeno espaço dado pelos partidos às mulheres. “Vamos revolucionar os nossos partidos, que até hoje mantêm uma estrutura machista”, disse Luizianne, e conclamou as mulheres a se lançarem candidatas a vereadoras e prefeitas nas eleições do próximo ano.

Erundina mostrou dados que apontam o quanto o Brasil está defasado em relação a outros países. O parlamento de Ruanda, na África, por exemplo, é ocupado por 48,8% de mulheres. O da Suécia tem 45,3%; Costa Rica, 38.6%, e Argentina, 35%. O Brasil com seus 8,8% de presença feminina no Congresso, fica em 102º lugar numa lista de 129 países.

“Esses dados mostram quanto ainda temos que esbravejar para sairmos dessa condição vergonhosa da ausência de mulheres no parlamento”, disse Erundina.

Duas propostas da deputada, que já foram encaminhadas em forma de projeto de lei, pretendem ampliar essa participação. A primeira é a criação da cota na mesma proporção de 30% para a participação das mulheres na propaganda partidária de rádio e TV. A outra é a destinação de 30% da verba pública que os partidos recebem para atividades de incentivo à participação da mulher na política.

“Sabemos que os partidos políticos têm recursos públicos destinados à manutenção deles. É um recurso importante. Mas está concentrado só nos homens. Os tesoureiros são homens. E a cada seminário, a cada reunião, a cada congresso que as milimitantes dos partidos pretendem realizar para nos capacitar politicamente, temos que ir de pires nas mãos ao tesoureiro pedir esmola”, argumentou.

No caso da propaganda gratuita, ela disse que as mulheres não serão eleitas se não forem conhecidas. “As mulheres precisam sair da invisibilidade. Nós precisamos sair do silêncio que o machismos e o patriarcalismo nos impõem até os dias de hoje. Nós queremos estar nos meios de comunicação de massa. Nós queremos aparecer nos programas gratuitos de rádio e TV”.

Também participaram do painel deste domingo, intitulado Participação das mulheres nos espaços de poder, a ministra Eliana Calmon, do Supremo Tribunal Federal (STF) e a pesquisadora da Universidade Federal Luiza Bairros, feminista e membro do Movimento Negro Unificado.

O congresso termina amanhã, quando serão divulgadas as deliberações.

19 de Agosto de 2007 – 16h07 – Última modificação em 19 de Agosto de 2007 – 17h04

Por Edla Lula – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close