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Por 18:45 Sem categoria

Banco do Brasil continua na estaca zero; negociador do banco não conhece a realidade dos trabalhadores bancários

Em negociação, BB não avança em nada

Negociador aceita apenas manter algumas cláusulas existentes. Entre as bobagens ditas na reunião, falou que não existe substituição, apenas “nomeação em exercício”, e que todos os problemas de assédio moral acabarão em 60 dias

(São Paulo) Na reunião que aconteceu nesta sexta-feira, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, os negociadores do Banco do Brasil aceitaram apenas a renovação de algumas cláusulas que já existem nas áreas de saúde e sindicais. Não houve avanço em nenhum dos temas discutidos.

Em relação a assédio moral e substituições irregulares, o negociador do banco soltou duas “pérolas”. Sobre as substituições afirmou que elas não existem, ocorrem apenas “nomeações em exercício”. No caso do assédio moral, o banco reconhece a existência, afirma ser uma questão pessoal, não estrutural. Mesmo com essa linha de argumentação, contraditoriamente diz que o problema é a troca de pessoal que está ocorrendo, mas, em 60 dias, “tudo estará resolvido”.

Sobre o papel da ouvidoria, que acaba não tendo resultados em relação aos denunciados, ao contrário, permite a exposição e represálias ao denunciante, o BB ficou de debater com os sindicatos o papel e o funcionamento da ouvidoria. Nova rodada de negociação foi marcada para o dia 26 setembro, quando devem ser discutidos PCS, isonomia, entre outras cláusulas.

“Pelo que sentimos nas negociações, os bancários do BB terão de mostrar muita mobilização, junto com toda a categoria, para que venham novas conquistas e aumento real neste ano”, afirma Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários da Contraf-CUT. “A postura da direção do banco continua a mesma, e só mostrando nossa força avançaremos.”

Debate sobre banco público

Um dos poucos pontos em que houve resposta positiva foi o compromissão de o BB promover, junto com a Contraf-Cut, um debate sobre o papel do banco para a sociedade brasileira após a Campanha Nacional dos Bancários.

“Continuamos defendendo o modelo de banco público, que financie o desenvolvimento do país, proporcione bom atendimento à população e melhores condições de trabalho e saúde para seus funcionários”, conclui Marcel.

Fonte: Contraf-CUT.

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