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No interior do Estado, Bradesco também fere os direitos de seus trabalhadores

Segundo o presidente da FETEC-CUT-PR (Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná), Adilson Stuzata, pelo menos três sindicatos (Curitiba, Paranavaí, Cornélio Procópio) foram atingidos por decisões que impedem a entidade de lutar contra a ganância patronal. Todas elas, oriundas do Bradesco. “Alguns juízes, mais uma vez protegem os banqueiros por decisões liminares, baseadas na palavra do banqueiro e sem que o sindicato possa se defender e expor sua versão. Respeitamos, mas lamentamos profundamente”.

No caso de Cornélio Procópio, a ingerência partiu dos administradores do banco no município. Não houve interdito proibitório, mas, segundo o trabalhador bancário Dirceu Casa Grande Junior (Real ABN), presidente do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio e Região, os funcionários do Bradesco foram coagidos pelo banco e acabaram trabalhando sob pressão. “O banco usou assédio moral e violência organizacional, com ameaças a seus trabalhadores,” relata.

Em relação aos interditos proibitórios, o Secretário de Assuntos Jurídicos da FETEC-CUT-PR e trabalhador bancário no Itaú, Darci Saldanha, afirma que a posição do movimento sindical é clara, mas não encontra eco junto à Justiça Comum: “Não há interesse das entidades sindicais representantes dos trabalhadores em turbar a posse. Pelo contrário, o movimento de greve é um movimento de reivindicação por melhores condições de trabalho, pautado num contrato de trabalho”, explicou.

O advogado Joélcio Flaviano Niels, assessor Jurídico da FETEC-CUT-PR lamentou o episódio ocorrido em Curitiba, principalmente por se tratar de uma liminar concedida pela Justiça do Trabalho. Segundo ele, o interdito proibitório é uma arma utilizada pelos banqueiros, mas que na sua definição legal não se justifica, pois seu objetivo principal é garantir o direito de propriedade da instituição. Além disso, as manifestações não partiram de trabalhadores bancários e sim, de integrantes do Movimento dos Sem Terra.

“No fundo, os bancos sabem que em hipótese alguma, os bancários querem tomar para si o direito de propriedade do banco. A concentração de trabalhadores em frente a uma agência não é e nunca será com o objetivo de ser apropriar do patrimônio do banco e sim, o de sensibilizar a sociedade e lutar pelos direitos que vem sendo usurpados dos trabalhadores bancários por parte dos banqueiros”, ressaltou Joélcio.

Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR

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