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Em São Paulo, trabalhadores na vigilância patrimonial bancária paralisam as atividades; Sindicato pede punição a bancos que abriram sem o trabalho dos vigilantes

Greve dos vigilantes continua e Sindicato exige agências fechadas

Greve dos vigilantes continua nesta quarta-feira, 03 de junho

Assembléia dos trabalhadores em frente à Câmara Municipal decidiu manter a mobilização

São Paulo – Os trabalhadores das empresas de vigilância, segurança e similares decidiram em assembléia nesta terça-feira, dia 3, manter a greve deflagrada na noite de segunda, dia 2.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reitera a orientação de que as agências – por força de lei – não podem abrir sem vigilantes. A entidade está tomando todas as medidas cabíveis para que os bancos garantam a segurança dos bancários e clientes. Segundo a lei federal 7.102/83, as agências são obrigadas a ter o vigilante para abrir. A condição é prevista também pela portaria 387/2006 da Polícia Federal.

No primeiro dia da paralisação, todos os bancos, exceto o Bradesco, responderam às exigências feitas pelo Sindicato e deram orientações oficiais para que as agências que não tivessem vigilantes ficassem fechadas. Porém, o Sindicato registrou que, na prática, agências de várias instituições chegaram a abrir sem a devida vigilância.

“Os bancos são responsáveis pela segurança dos bancários e clientes. Por isso é inconcebível e ilegal que as agências funcionem sem vigilantes”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que acrescenta ainda que todas as instituições financeiras que desrespeitarem a lei federal serão denunciadas junto aos órgãos competentes. “Somos solidários à greve dos vigilantes que lutam por condições dignas de trabalho e que também vivenciam as dificuldades do dia-a-dia das agências.”

No auge do movimento, a paralisação, no primeiro dia, manteve cerca de 600 agências fechadas em São Paulo, Osasco e região.

Risco de Vida – Uma das principais reivindicações dos vigilantes é sobre o adicional de risco de vida. Os trabalhadores exigem pelo menos 15% em cima do salário, mas o patronal oferece apenas 3%. Os vigilantes também querem mais segurança nos locais de trabalho.

Outra reivindicação é a inclusão no acordo coletivo de um valor a ser negociado de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Hoje, a conquista é prevista no contrato, mas não há um valor específico.

O reajuste salarial também motivou a greve. Os trabalhadores exigem 9,9% enquanto as empresas oferecem nada mais do que 1%.

Por Carlos Fernandes e André Rossi – 03/06/2008.

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Sindicato quer punição para bancos que abriram sem vigilantes

O Bradesco foi quem mais infringiu lei federal que obriga a permanência do profissional nas agências durante atendimento ao público

São Paulo – O Sindicato vai entrar com uma representação na Polícia Federal contra a atitude dos bancos que abriram agências na terça-feira, dia 3, sem segurança, durante a greve dos vigilantes. Segundo a lei federal 7.102/83 e a portaria 387/2006 da Polícia Federal, é obrigatória a presença desse profissional para o atendimento ao público.

Os vigilantes deflagraram a greve por tempo indeterminado em assembléia realizada na noite de segunda-feira, dia 2. O movimento continua na quarta, dia 4.

Desde o início da manhã de terça, o Sindicato entrou em contato com os bancos reivindicando que as agências ficassem fechadas enquanto a paralisação permanecesse. Dentre todas as instituições que atuam em São Paulo e Osasco todas acataram oficialmente a exigência, exceto o Bradesco. Na prática, porém, locais de várias bandeiras fizeram o atendimento ao público.

“Infelizmente os bancos não deram valor à vida dos seus funcionários e de seus clientes, pois são os responsáveis por sua segurança”, diz Juvandia Moreira, secretária-geral do Sindicato e funcionária do Bradesco. “Diante desse desrespeito aos trabalhadores e à lei, vamos denunciar os banco aos órgãos competentes.”

Por André Rossi – 03/06/2008.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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