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Trabalhadores bancários na CAIXA, referenciais de luta para a categoria, aprovam a instalação do novo Plano de Cargos e Salários para todos; pelo fim da adesão ao saldamento

Trabalhadores Bancários de Curitiba e Região aprovam contraproposta de Plano de Cargos e Salários na CAIXA

Por ampla maioria de votos, os trabalhadores bancários na CAIXA presentes na assembléia realizada esta noite, dia 26 de junho, no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários, em Curitiba, aprovaram a contraproposta de Plano de Cargos e Salários (PCS) apresentada pela empresa em reunião que aconteceu na quarta-feira, dia 25 de junho.

Os trabalhadores na CAIXA seguiram a orientação nacional e embora descontentes, acreditam que a aprovação da proposta consolida um avanço importante assegurado na Campanha Salarial de 2007, a unificação das tabelas do PCS.

Nos debates, os trabalhadores lembraram que a mobilização e a manutenção da greve na CAIXA no ano passado fez com que a empresa assinasse acordo se comprometendo com a unificação das tabelas.

Entretanto, em seguida, a empresa demonstrou má vontade nas negociações, enrolando os trabalhadores até a apresentação da proposta inicial no dia 18 e de melhorias nesta do dia 25 de junho, após a contraproposta inicial apresentada pelo movimento sindical cutista em nome do conjunto de trabalhadores.

Esta contraproposta da empresa ainda está aquém dos interesses dos trabalhadores bancários, mas foi até o limite da negociação neste momento.

A expectativa dos trabalhadores é de conquistar melhorias, tanto neste PCS quanto em relação à isonomia, já na próxima campanha salarial, que inicia dia 12 de julho, na Conferência Estadual dos Bancários que será organizada pela FETEC-CUT-PR.

Mais informações e reportagem completa nesta sexta-feira, na página do Sindicato!

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br E ADAPTADA PELA FETEC-CUT-PR.

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Assembléia aprova novo PCS da Caixa negociado pelos trabalhadores

Confira como fica o novo Plano de Cargos e Salários dos empregados

São Paulo – Foi aprovada em assembléia realizada na noite de quinta-feira, dia 26, na Quadra dos Bancários, a proposta negociada pelos trabalhadores com a Caixa Econômica Federal para o novo Plano de Cargos e Salários (PCS) dos empregados. A proposta foi arrancada da direção da empresa depois de duro embate na mesa de negociação e da grande mobilização nacional dos bancários.

Confira as tabelas para entender melhor o PCS aprovado (no final da matéria).

O resultado da assembléia foi de 332 votos a favor da aprovação e 300 contra. “A decisão foi tomada de forma democrática, pelos empregados, com espaço aberto para opiniões favoráveis e contrárias”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

A migração para o novo plano é facultativa ao bancário, ou seja, é ele quem decide se entra ou não no formato aprovado. Vale ainda salientar que novo PCS passa a fazer parte da Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

Entenda – A principal conquista é a unificação das tabelas dos empregados admitidos até 1989 e a partir de 1998. O piso e o teto, que ficaram em R$ 1.244 e R$ 3.700, respectivamente, proporcionam uma amplitude de 197,4% na carreira, que agora passa a ter 48 níveis, melhorando a perspectiva de ascensão e elevando o percentual do interstício de 1,54% para 2,35%.

Para compensar os empregados que ficaram sem receber promoção por mérito e para a desistência de ações colidentes ao PCS, será feito o pagamento de parcela indenizatória, livre da incidência de imposto de renda, que varia de R$ 500 (para os recém-contratados) a R$ 10 mil (empregados mais antigos), de acordo com um cálculo que combina o salário padrão (após o enquadramento na nova tabela) com o tempo de serviço na Caixa.

A adesão ao novo PCS é vinculada ao saldamento do Reg/Replan. Durante as negociações que resultaram na proposta aprovada pela assembléia dos empregos, a Caixa informou que irá propor à Funcef a abertura de novo prazo para adesão ao saldamento.

“Temos a compreensão de que ainda não representa o PCS ideal, mas é um passo importante, com avanços significativos para os trabalhadores”, diz Jackeline Machado, diretoria do Sindicato e empregada da Caixa Federal.

Negociações – Foram meses de negociação em torno do Plano de Cargos e Salários. Um dos principais temas debatidos foi em relação ao tempo em que os empregados ficaram sem ter qualquer tipo de promoção por mérito, por conta do longo período em que a Caixa esteve sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Os empregados propuseram o acréscimo de dois deltas e a direção da Caixa não queria fazer qualquer pagamento. Depois do embate, a empresa recuou e apresentou a proposta que criava a parcela indenizatória que variava entre R$ 311 e R$ 8.000.

“Na negociação da quarta, dia 25, depois de muita cobrança dos trabalhadores os valores da parcela indenizatória aumentaram e agora variam entre R$ 500 e R$ 10 mil. O que combina tempo de casa com o enquadramento na nova tabela”, explica o dirigente sindical Kardec de Jesus. O valor inicial de R$ 500 será pago aos empregados com 1 a 364 dias de empresa.

Entenda o PCS:

Piso
R$ 1.244

Teto
R$ 3.700

Quantidade de Níveis
48 (confira a tabela abaixo)

Interstício
2,35%

Indenização
Varia de R$ 500 a R$ 10 mil

Promoção (merecimento)
Até dois níveis por ano

Extenção dos R$ 30 pagos aos salários de até R$ 1.500 em 2004

Pagamento de R$ 34,90, para os que ganhavam mais de R$ 1.500 em setembro de 2004, antes de migrar para a nova tabela

Condições para a adesão
Vinculação ao saldamento dos planos Reg/Replan. Desistência de ações judiciais colidentes*

ATS
Será recalculado, para quem já possui, sobre o novo valor de referência

Abrangência
Possibilidade de adesão dos Técnicos Bancários Superiores

* Não se enquadra como ação colidente: ações de 7ª e 8ª horas, jornada de trabalho, incorporação de função, incorporação de CTVA, reivindicatória de ATS, auxílio-alimentação entre outras.

Como ficam os 48 níveis
A nova tabela de Plano de Cargos e Salários (PCS) com os 48 níveis – a proposta inicial da empresa era de 72 níveis – representa ganho aos trabalhadores.

Para os escriturários o teto da tabela passa de R$ 2.567 para R$ 3.700.

Os R$ 3.700 também trazem avanço para os técnicos bancários no novo PCS. Para esses trabalhadores o teto na tabela anterior era de R$ 1.606

Tabela do PCS unificado: 48 níveis
Referência Valor (R$)
201 1.244
202 1.273
203 1.303
204 1.334
205 1.365
206 1.397
207 1.430
208 1.463
209 1.498
210 1.533
211 1.569
212 1.606
213 1.643
214 1.682
215 1.721
216 1.762
217 1.803
218 1.845
219 1.888
220 1.933
221 1.978
222 2.025
223 2.072
224 2.121
225 2.170
226 2.221
227 2.272
228 2.327
229 2.381
230 2.437
231 2.494
232 2.553
233 2.613
234 2.674
235 2.737
236 2.801
237 2.867
238 2.934
239 3.003
240 3.073
241 3.146
242 3.219
243 3.295
244 3.372
245 3.451
246 3.532
247 3.615
248 3.700

Critérios para promoção por mérito

Os empregados, por meio da negociação e mobilização, conquistaram critérios claros para a promoção por merecimento no novo Plano de Cargos Salários são eles:

Não vinculação a cumprimento de metas individuais

Utilização de critérios objetivos e subjetivos

Adoção de avaliação cruzada que combina auto-avaliação, avaliação pela equipe, avaliação do subordinado pelo gestor e vice-versa, etc

Outros critérios definidos pelas próprias equipes

Formação de comissão para detalhamento dos critérios e acompanhamento da implantação das promoções

A Caixa atendeu a reivindicação do Sindicato e irá restabelecer a promoção por merecimento, a partir das regras já estabelecidas pela empresa aos escriturários, aos empregados que permanecerem no PCS de 1989.

A promoção por merecimento também foi conquistada para os auxiliares de serviços gerais.

Por Jair Rosa e André Rossi – 26/06/2008

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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