Rio de Janeiro – Os petroleiros ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) vão paralisar suas atividades, por 48 horas, a partir da meia-noite de sexta-feira, em solidariedade à greve deflagrada na última segunda-feira (14) pelo Sindipetro do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).
O Sindipetro-RJ também tenta pressionar a Petrobras para aumentar o valor a ser pago na segunda parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) da companhia.
Os petroleiros ameaçam greve nacional se a negociação sobre a questão da PLR não avançar. “Esta mobilização é um alerta da categoria, que estará avaliando em assembléias, na próxima semana, o indicativo da FUP [Federação Única dos Petroleiros] de greve nacional, com parada de produção a partir do dia 5 de agosto, se não houver avanços na negociação da PLR”, afirmou o coordenador do Sindipetro-NF, José Maria Rangel.
Em nota, a FUP afirmou que os petroleiros querem que a empresa reconheça o dia de desembarque nas plataformas como dia trabalhado (que motivou a paralisação na bacia de Campos) e negocie uma nova proposta de PLR, cuja negociação se encontra num impasse.
A FUP afirma, na nota, que a direção da Petrobrás vem colocando em risco a segurança das atividades de produção nas plataformas da bacia de Campos, que vem sendo operadas por equipes de contingência.
“As equipes de contingência embarcadas pela empresa para manter a produção nestas unidades são compostas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm condições de garantir a segurança operacional das plataformas”, afirma a FUP.
Representantes do Sindipetro-NF e da FUP se reúnem hoje com dirigentes da Petrobras, para negociar soluções para o impasse surgido em relação ao pagamento do 15o dia do desembarque das plataformas e também para tratar da PLR.
Por Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.
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Petroleiros realizarão paralisações de 48 horas nas refinarias, terminais e áreas de produção a partir da zero hora desta quinta
A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos filiados aprovaram uma paralisação nacional de 48 horas nesta quinta (17) e sexta-feira (18) em solidariedade à greve na Bacia de Campos e por avanços na negociação da participação dos trabalhadores na distribuição dos lucros e resultados da Petrobrás (PLR). Os petroleiros querem que a empresa atenda as reivindicações de reconhecimento do dia de desembarque nas plataformas como dia trabalhado e uma nova proposta de PLR, cuja negociação se encontra num impasse.
A partir da zero hora desta quinta-feira, 17, os trabalhadores do Sistema Petrobrás irão cortar a rendição nos turnos das refinarias, terminais e unidades de produção da empresa. Esta mobilização é um alerta da categoria, que estará avaliando em assembléias na próxima semana o indicativo da FUP de greve nacional com parada de produção a partir do dia 05 de agosto, se não houver avanços na negociação da PLR. As paralisações seguirão até à meia noite de sexta-feira, 18, quando se encerrará a greve dos trabalhadores da Bacia de Campos.
Direção da Petrobrás coloca em risco plataformas operadas por equipes de contingência
A FUP e o Sindipetro-NF vêm denunciando as condições irregulares com que a direção da Petrobrás está operando as 33 plataformas da Bacia de Campos, cujos trabalhadores estão em greve. As equipes de contingências embarcadas pela empresa para manter a produção nestas unidades são compostas por gerentes, coordenadores e supervisores, que não têm condições de garantir a segurança operacional das plataformas.
Além de operarem com efetivos reduzidíssimos, estas equipes de contingência montadas pela Petrobrás estão desprovidas de tripulações de baleeiras e botes de resgate, guarnições de helipontos, brigadistas de combate à incêndio, entre outros profissionais essenciais para garantir a segurança. Por isso, a FUP e o Sindipetro-NF estão denunciando o alto grau de risco em que se encontram estas plataformas, onde já estão ocorrendo incidentes, como na P-37, onde ocorreu vazamento de combustível durante uma operação realizado por um supervisor. Os riscos de acidentes são iminentes, tanto para os trabalhadores, como para o meio ambiente.
Cárcere privado – A FUP e o Sindipetro-NF estão ainda aguardando que a Petrobrás desembarque todos os trabalhadores em greve que continuam sendo mantidos nas plataformas contra a sua vontade, o que configura cárcere privado. O Sindicato só participará da reunião de negociação com a Petrobrás, marcada para hoje, se a empresa liberar todos os trabalhadores em greve que continuam embarcados.
Participação nos Lucros e Resultados
Apesar da legislação permitir que seja provisionado à força de trabalho até 25% dos dividendos pagos pela empresa, os acordos de PLR propostos pela Petrobrás nos últimos anos têm garantido valores que não chegam a 13% dos dividendos distribuídos aos acionistas da empresa. Além disso, a Petrobrás tem se recusado a negociar com a FUP e com os sindicatos critérios para provisionamento e distribuição da PLR, como assegura a legislação. Os petroleiros querem transparência na negociação e uma proposta que valorize a força de trabalho.
Por Imprensa FUP.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fup.org.br.
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Atitudes truculentas marcam a reação da Petrobras à greve na Bacia de Campos
A Petrobras tem reagido ao movimento grevista na Bacia de Campos com incoerência, arbitrariedade e irresponsabilidade. O sindicato listou como a Petrobras respondeu ao movimento na Bacia de Campos até agora:
– Entrou com um pedido de interdito probitório com a alegação que tem equipes de contingência para manter o controle nas plataformas. No entanto, tenta manter a bordo equipes de brigada, emergência e salvatagem entre os grevistas. Várias unidades denunciaram uma manobra dos Geplats para cancelar os vôos em que desembarcariam este pessoal.
– Escondeu o interdito proibitório da categoria para tentar passar a falsa idéia de que o documento impedia a greve. Somente quando o sindicato publicou o documento ele foi apresentado pelos gerentes.
– Cortou o acesso a internet em todas as plataformas, simulando um problema técnico, para impedir a comunicaçào dos grevistas com o sindicato pelo site e pela webrádio.
– Segundo denuncia de algumas plataformas ainda há grevistas a bordo das unidades em cárcere privado sem previsão de desembarque. O sindicato vai confirmar esta denuncia. E caso confirme, vai entrar com a petição preparada hoje para P-35. Não foi necessário formalizar a denuncia para a P-35, pois a Petrobras providenciou o desembarque para evita-la.
– Recebemos informação de que algumas plataforma estão sem Técnico de Segurança a bordo o que constitui-se irregularidade grave que, se confirmada, será denunciada à DRT.
– Fechou os portões do Aeroporto de Farol de São Tomé para os dirigentes sindicais e passageiros, somente garantia acesso ao saguão ao passageiro chamado nominalmente. Essa atitude de desrespeito com a organização sindical dos trabalhadores tenta calar a voz do diretor sindical no aeroporto.
– Expôs passageiros e tripulantes ao risco de acidentes operando os aeroportos de forma completamente fora do padrão. Os “fura-greve” entram por outro portão (segundo os grevistas o “portão da vergonha”) sem pesagem, identificação, recolhimento das bagagens sem pesagem e pouso e decolagem de aeronaves com intervalos muito curtos.
– Está controlando as plataformas com equipes de contigência com efetivo superreduzido e sem conhecimento do dia-a-dia da operaçào dos equipamentos. Dessa forma, expõe todos a bordo ao risco.
– Está realizando treinamento de pessoal de contratada para assumir os posto de brigadistas, sem nenhuma condição de garantir que tenham capacidade de enfrentar uma situação real de emergência.
– Quase provocou um acidente com vítima em P-37, colocando um Coordenador de Produção para realizar abastecimento, sem conhecer os riscos da atividade. Caso houvesse a ignição do alcool derramado sobre as vestes do Coprod e aquele vazado para o chão, poderia causar um sério acidente.
– Alguns gerentes agiram de forma autoritária e desrespeitosa com os grevistas, insinuando que eles estavam sendo expulsos das plataforma quando na verdade eles estavam exercendo um direito garantido pela lei de greve e pelo interdito proibitório.
Estas são só algumas denuncias entre várias que o sindicato recebeu nestes dois primeiros dias da greve.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.sindipetronf.org.br.