A FUP e os sindicatos de petroleiros de todo o país se reuniram nesta sexta-feira, 25, para discutir a organização da greve nacional unificada e com parada de produção, aprovada em assembléias pelos trabalhadores do Sistema Petrobrás a partir do dia cinco de agosto. O Conselho Consultivo autorizou a Federação a dar continuidade ao processo de negociação com a Petrobrás, conforme solicitado pela empresa na quinta-feira, 24, cuja reunião para discutir a PLR terminou sem apresentação de uma nova proposta.
Uma comissão de negociação da FUP retornou à Petrobrás no final da tarde desta sexta-feira para mais uma rodada de discussão em torno das reivindicações dos trabalhadores. Em assembléias realizadas nas bases da Federação, os petroleiros rejeitaram a última proposta apresentada pela empresa e aprovaram a greve com parada de produção a partir do dia cinco em todas as unidades do Sistema Petrobrás.
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Petrobrás propõe em mesa de negociação formalizar proposta conjunta para PLR e ACT
Na rodada de negociação desta sexta-feira, 25, com a FUP, a Petrobrás propôs formalizar uma proposta conjunta para a quitação da PLR e antecipação do Acordo Coletivo de Trabalho, já que as cláusulas que serão negociadas este ano são somente as econômicas. Segundo a empresa, a proximidade com a data base da categoria favorece uma negociação conjunta da PLR e do ACT. A FUP propôs dar continuidade à negociação na terça-feira, 29, após se reunir na segunda-feira, 28, para avaliar a proposição feita pela Petrobrás.
Os petroleiros rejeitaram em assembléias a última proposta de PLR apresentada pela empresa e aprovaram a greve indicada pela FUP com parada de produção a partir do dia cinco de agosto em todas as unidades do Sistema Petrobrás para fazer a Petrobrás avançar na negociação.
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Presidente da Petrobras aposta na negociação para evitar greve de petroleiros
Rio de Janeiro – O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje (25) que está confiante em uma solução satisfatória nas negociações com os petroleiros, que ameaçam entrar em greve no dia 5 de agosto, se não houver acordo na questão da participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da companhia.
Em entrevista, Gabrielli informou que a empresa busca sempre a negociação e o entendimento, mas já está tomando precauções diante da possibilidade de nova paralisação. A primeira, na semana passada, foi iniciada por petroleiros do norte fluminense e teve apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP). “Estamos preparando nossas contingências para a eventualidade do exercício de um direito legítimo dos trabalhadores, que é o direito de greve.”
Gabrielli destacou, porém, que a Petrobras não vai admitir perda do controle das áreas operacionais. “Não podemos admitir perda das condições de produção, nem admitir comportamentos fora dos padrões aceitos formalmente dentro das áreas operacionais da companhia. Esse é o nosso limite.”
O presidente da Petrobras disse que não considera a greve inevitável e que é possível encontrar uma solução negociada. “Mas, se a greve ocorrer, nós estamos nos preparando também”, ressaltou.
Ele descartou a necessidade de uma importação adicional de petróleo, neste momento, por causa da ameaça de greve. Os prejuízos causados pela greve na semana passada “não são materiais”, disse Gabrielli. Ele acrescentou que a queda da produção em um dia foi de 63 mil barris, para uma produção de 1,5 milhão de barris diários.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.
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Governo estuda mudanças na legislação do petróleo
Rio de Janeiro – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou hoje (24) que o governo pretende efetuar mudanças na atual legislação e no modelo em vigor no país para o setor de petróleo. “Queremos mudar. Agora, qual vai ser a mudança é precipitado dizer”, afirmou o ministro, durante encontro com empresários no Rio de Janeiro.
A comissão que estuda alternativas para as descobertas de petróleo na camada pré-sal, da qual Paulo Bernardo faz parte, começa a se reunir na próxima semana. A expectativa é ter uma proposta para encaminhamento à Presidência da República no prazo de 90 dias.
Em reunião promovida pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketings do Brasil (ADVB), o ministro disse que haverá um aumento substancial na receita oriunda do petróleo pré-sal, “porque as jazidas são muito volumosas”. Segundo ele, o que precisa ser discutido é como usar com sabedoria essa receita. “Vamos simplesmente gastar isso no dia-a-dia, ou vamos fazer disso uma forma de financiar o futuro do país?”, indagou.
De acordo com o ministro, o pré-sal ainda é uma promessa, que está prestes a acontecer, e ainda não se sabe o prazo em que esse petróleo poderá ser explorado. Ele afirmou que o governo não quer exportar petróleo cru, e sim transformá-lo no país e que a meta é substituir as importações. “Isso pressupõe um modelo de desenvolvimento que vai ser reforçado com o pré-sal. Isso significa que vai ter que ter investimento em formação de mão-de-obra, em educação.”
O debate sobre a necessidade de ajustar a legislação sem alterar a Lei do Petróleo (Lei nº 9.478) para essas novas tecnologias, como defendem alguns analistas, está apenas começando, enfatizou Paulo Bernardo. Segundo ele, a discussão começou no último dia 17, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Chegamos à conclusão de que, antes de fazer um estudo bem detalhado da atual legislação, é antecipar [informações] sem consistência.”
Sobre a possibilidade de criação de uma nova estatal específica para administrar o pré-sal, que concorreria com a Petrobras, o ministro do Planejamento disse que é necessário definir antes se esse é o modelo que o país deseja ter. “Nós ainda não temos isso certo.”
Constituída por decreto presidencial no dia 17 deste mês, a comissão que estuda alternativas para as descobertas de petróleo na camada pré-sal é integrada por cinco ministros mais os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis..
para essas novas tecnologias, como defendem alguns analistas, está apenas começando, enfatizou Paulo Bernardo. Segundo ele, a discussão começou no último dia 17, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Chegamos à conclusão de que, antes de fazer um estudo bem detalhado da atual legislação, é antecipar [informações] sem consistência.”
Sobre a possibilidade de criação de uma nova estatal específica para administrar o pré-sal, que concorreria com a Petrobras, o ministro do Planejamento disse que é necessário definir antes se esse é o modelo que o país deseja ter. “Nós ainda não temos isso certo.”
Constituída por decreto presidencial no dia 17 deste mês, a comissão que estuda alternativas para as descobertas de petróleo na camada pré-sal é integrada por cinco ministros mais os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil.
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