Diz o Unibanco:
O lucro líquido do Unibanco atingiu R$ 756 milhões no 2T08, com crescimento de 18,5% em relação ao 2T07. No 1S08, o lucro líquido foi de R$ 1.497 milhões, 22,8% superior ao do 1S07.
O destaque foi o crescimento de 19,9% do resultado operacional no trimestre, que atingiu R$ 1.358 milhões. No 1S08, o resultado operacional alcançou R$ 2.491 milhões, aumento de 26,0% em relação ao 1S07.
O patrimônio líquido era de R$ 12,7 bilhões em 30 de junho de 2008, com crescimento de 17,6% em relação a junho de 2007. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RPLM) alcançou 26,6 % no 2T08.
Destaques
Crescimento da carteira de crédito no 2T08:
· Financiamento de automóveis: 10,4%
· Cartões de Crédito: 6,8%
· Micro, Pequenas e Médias Empresas (PME): 5,8%
· Financiamento imobiliário: 5,7%
· Crédito consignado próprio: 5,3%
· Total da carteira do Varejo: 4,6%
· Total da carteira do Atacado: 3,7%
· Carteira total: 4,3%
Qualidade de ativos:
· Redução do percentual da carteira D-H sobre a carteira total para 4,7% vis-à-vis 5,2% em junho de 2007
· Cobertura para perdas com crédito da carteira D-H atingiu 102% e da carteira E-H, 127% ao final do 2T08.
Margem Financeira
O resultado da intermediação financeira antes da provisão para perdas com créditos atingiu R$ 3.215 milhões no 2T08, representando crescimento de 22,7% frente ao mesmo período do ano anterior e de 13,2% em relação ao 1T08. No trimestre, essa evolução é explicada, principalmente, pelo aumento do volume de crédito e pela elevação das taxas de juros em algumas carteiras.
A margem financeira antes da provisão para perdas com créditos foi de 8,2% no 2T08, com evolução de 40 pontos base em relação ao 1T08. Após provisão para perdas com créditos, a margem financeira atingiu 6,3% no 2T08, superior em 30 pontos base aos 6,0% verificados no 1T08. A despesa de provisão para perdas com créditos representou 22,3% da margem financeira no 2T08, estável em relação aos 22,2% do 1T08.
Ativos
O Unibanco alcançou R$ 172 bilhões em ativos totais em 30 de junho de 2008, com variação anual de 32,7%.
Desse crescimento, destaca-se, principalmente, a evolução de R$ 17,3 bilhões da carteira de crédito, sobretudo nos segmentos de financiamento de automóveis, cartões de crédito, PME e na carteira de originação própria de créditos consignados. O retorno anualizado sobre os ativos médios foi de 1,9 % no 2T08.
Operações de Crédito
Nos últimos 12 meses, a carteira de crédito do Varejo apresentou crescimento de 39,2%, com destaque para a evolução de 86,9% em financiamentos de automóveis, 48,9% para PME, 35,9% na carteira de cartões de crédito e 33,9% na carteira de originação própria de créditos consignados.
No 2T08, a carteira do Varejo atingiu R$ 42.603 milhões, influenciada pelos crescimentos de 10,4% em financiamento de automóveis, 6,8% em cartões de crédito, 5,8% em PME e 5,7% em financiamento imobiliário.
A carteira de financiamento ao consumo, segmento constituído pelas operações de cartões de crédito e financeiras de crédito ao consumidor, apresentou crescimento de 6,0% no trimestre, influenciado pelo crescimento da carteira de cartões de crédito.
A carteira do Atacado evoluiu 25,5% nos últimos 12 meses e 3,7% no trimestre, apesar da depreciação do dólar de 17,4% e 9,0% nos respectivos períodos. Cabe destacar que a carteira de crédito indexada ao dólar representa cerca de 40% das operações do Atacado. A evolução do segmento foi influenciada pela maior demanda das grandes empresas por recursos no mercado doméstico, principalmente, devido à menor liquidez no mercado internacional.
No total, a carteira de crédito apresentou evolução de 4,3% no trimestre, atingindo R$ 68.991 milhões em junho de 2008. Em 12 meses, o crescimento foi de 33,6%, com destaque para o segmento de pessoas físicas, com evolução de 35,4%.
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Diz a Agência Reuters:
Unibanco repete rivais, com mais crédito e lucro menor
SÃO PAULO (Reuters) – Vigoroso crescimento do crédito e manutenção de baixos índices de inadimplência, contrabalançados por queda no lucro líquido e números mais fracos na receita com prestação de serviços. Essa foi a tônica do balanço de segundo trimestre do Unibanco, divulgado nesta quinta-feira.
O padrão é o mesmo demonstrado por Bradesco e Itaú no início da semana.
A exemplo de seus rivais, o Unibanco também manteve um cenário benigno para os financiamentos na segunda metade do ano, a despeito do ciclo de aperto monetário iniciado pelo Banco Central em abril.
A partir de agora, no entanto, a instituição avalia que os bancos precisarão mostrar mais habilidade para continuar expandindo as principais operações sem comprometer a qualidade da carteira.
“Daqui para frente, a ciência vai ser administrar expansão de volumes e o risco”, disse o vice-presidente corporativo do banco, Geraldo Travaglia, em teleconferência com jornalistas.
Por isso, o executivo anunciou que o Unibanco concentrará seus esforços de expansão de financiamentos nas operações de menor risco, como as direcionadas a empresas e, no varejo, no crédito consignado com emissão própria, e os direcionados aos financiamentos automotivo e imobiliário.
Mesmo com a expansão de 33,6 por cento da carteira de crédito em 12 meses, para 69 bilhões de reais, a instituição conseguiu reduzir o índice médio de inadimplência no período, de 4,5 para 4,0 por cento.
EM LINHA
O Unibanco encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 756 milhões de reais, aumento de 18,5 por cento em relação ao valor recorrente registrado no mesmo período do ano passado, mas queda de 10 por cento na comparação com o número total.
Apesar do resultado ter ficado em linha com as expectativas de analistas, os papéis da instituição amargavam queda de 3,2 por cento, a 20,41 reais, na Bolsa de Valores de São Paulo, às 14h50. O principal índice da bolsa paulista recuava 0,07 por cento.
No primeiro semestre, o lucro líquido da instituição somou 1,497 bilhão de reais, ante 1,422 bilhão de reais nos primeiros seis meses do ano passado.
A visão do banco é de que a elevação da Selic para conter a escalada inflacionária deve desacelerar a demanda por crédito no início de 2009. Mais pessimista que a média do mercado, o Unibanco espera que a taxa básica chegue a 14,75 por cento em dezembro e continue subindo no início do ano que vem, atingindo 15,25 por cento. Atualmente, a Selic está em 13,0 por cento ao ano.
“A expansão menor do PIB em 2009 terá efeito sobre o crescimento dos negócios”, acrescentou Travaglia.
O banco teve desempenho mais fraco nas receitas com prestação de serviços, que cresceram 4,9 por cento em relação ao segundo trimestre de 2007, mas estagnaram na comparação com os primeiros três meses deste ano.
“Isso foi por causa das novas normas do BC”, disse Travaglia, referindo-se às mudanças impostas pela autoridade monetária que culminaram na extinção de algumas tarifas.
O Unibanco também registrou piora na margem bruta de intermediação financeira. O índice de 8,2 por cento foi ligeiramente melhor que no início deste ano, mas 0,9 ponto percentual menor que em igual período de 2007.
“As margens registradas no início de 2007 não voltarão a se repetir”, disse Travaglia, atribuindo a queda no índice ao aumento dos custos de captação de recursos.
Da mesma forma, o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) de 26,6 por cento, caiu 0,1 ponto percentual na comparação anual.
Em relatório, a Ativa Corretora considerou negativo o fato de o Unibanco ter piora no ROAE e crescimento menor da carteira de crédito do que Bradesco e Itaú.
Por Aluísio Alves (Reportagem adicional de Renato Andrade).
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