Discussões da segunda rodada duraram mais de nove horas
São Paulo – A implementação de uma política de prevenção e de combate ao assédio moral foi o centro dos debates desta terça-feira, 2 de setembro, na segunda negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban) dentro da Campanha Nacional 2008. As discussões, que se estenderam por mais de nove horas, serão retomadas na próxima segunda-feira, dia 8, para estabelecer uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria com objetivo de promover um ambiente de trabalho saudável.
A rodada desta terça definiu a manutenção da data-base para 1º de setembro e a prorrogação da validade das atuais cláusulas do contrato coletivo de trabalho.
“Nessa reunião ficou demonstrado que os bancos não só reconhecem a existência de assédio moral nas instituições, mas também que é preciso existir uma política de prevenção”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato e integrante do Comando Nacional. A negociação estabeleceu alguns princípios, diretrizes e mecanismos de implantação da política de prevenção (veja abaixo).
Também foi discutido que as denúncias destes casos, após serem feitas no Sindicato ou no banco, deverão ser apuradas pela instituição financeira em um prazo máximo de 60 dias. A identificação dos envolvidos será mantida em sigilo.
Calendário – Outros pontos fundamentais para a criação da cláusula de combate ao assédio moral precisam ser negociados e por isso os debates serão retomados na próxima reunião, no dia 8, que será extraordinária para garantir que não haja prejuízo em relação ao calendário estabelecido. A formulação da política de assédio moral depois de finalizada será encaminhada à apreciação dos bancos e dos trabalhadores.
No dia seguinte, 9 de setembro, bancários e banqueiros voltam à mesa de negociação para tratar de emprego, cláusulas sociais e as renováveis. Nos dias 16 e 23 de setembro serão discutidas as reivindicações econômicas.
Princípios para prevenção e combate ao assédio moral:
· Valorização de todos os empregados promovendo o respeito à diversidade, a cooperação e o trabalho em equipe;
· Conscientização dos empregados sobre a necessidade da construção de um ambiente de trabalho saudável;
· Promoção de valores éticos, morais e legais;
· Declaração explícita de condenação a qualquer ato de assédio;
· Realização de cursos de treinamento de gestores, específicos sobre o tema, incluindo comunicação, relacionamento interpessoal, liderança, feedback e mediação de conflitos;
· Implantação de canal seguro para utilização dos empregados para encaminhamento de denúncia; e
· Avaliação do programa de reuniões entre a representação sindical dos bancários e a dos bancos.
Por Elisangela Cordeiro – 02/09/2008
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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Comando Nacional dos Bancários e Fenaban avançam na negociação sobre assédio moral
O Comando dos Bancários e a Fenaban debateram durante toda a terça-feira, dia 2, na segunda rodada de discussões, ações para avançar no combate ao assédio moral/violência organizacional. Os participantes chegaram a um entendimento de que é preciso implantar uma política permanente de combate ao assédio e que as boas práticas de relações interpessoais devem constar como critério para a promoção profissional. O representante dos gaúchos foi o diretor do SindBancários, Antonio Carlos Pirotti.
As negociações continuarão nas próximas segunda-feira e terça-feira, dias 8 e 9, quando serão discutidos também os outros pontos de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades. No calendário definido na semana passada, estava prevista rodada de negociação apenas na terça-feira, mas foi antecipada para segunda, para que se tenha mais tempo para discussões.
“Considero a reunião positiva. Cabe destacar que a Fenaban admitiu a necessidade de enfrentar os diferentes tipos de assédio. Embora em ritmo lento, apresenta avanços. A projeção é de que consigamos ampliar o tema nas próximas rodadas”, afirma Pirotti.
Ficou definido que as promoções de gestores irão contemplar itens de avaliação sobre o relacionamento, práticas comportamentais e interpessoais no trabalho. “Ou seja, o gestor passa a ser avaliado nestes critérios”, acrescenta o dirigente.
Os debates sobre saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança nas agências ficou para a próxima semana, quando estão agendados dois dias de negociação (veja calendário), assim como a redação final sobre o debate desta terça.
Calendário de negociações:
.: 4 de setembro: Primeira rodada específica com o Banco do Brasil, em São Paulo
.: 5 de setembro: Negociação específica com a Caixa, em Brasília
.: 8 de setembro: conclusão do texto sobre assédio moral e discussão dos temas de saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e segurança bancária
.: 9 de setembro: Emprego, questões sociais e cláusulas renováveis da Convenção Coletiva dos Bancários.
.: 16 e 23 de setembro: Remuneração total.
Confira os temas que serão negociados na próxima rodada:
Saúde e condições de trabalho
– Combate ao assédio sexual (Artigo 73 da pauta de reivindicações).
– Combate ao assédio moral/violência organizacional (Artigo 74).
– Eliminação de riscos (Artigo 79).
– Manutenção dos salários e da complementação do auxílio-doença previdenciário e acidentário (Artigo 80).
– Acidente de trabalho, incluído o comunicado de retorno após a licença (Artigos 81 e 82).
– Garantias ao aposentado por invalidez (Artigo 84).
– Programa de reabilitação (Artigo 85).
– Proteção à bancária gestante (Artigo 86).
– Intervalos para atividades repetitivas que impactam os membros inferiores e superiores e a coluna vertebral (Artigo 87).
– Exames médios (Artigo 88).
– Política global de combate à Aids (Artigo 89).
– Outras políticas de saúde (Artigo 90).
– Assistência médica, hospitalar e odontológica (Artigo 91).
– Custeio de tratamento convencional, alternativo e medicamentoso (Artigo 92).
– Orientação administrativa sobre procedimentos previdenciários (Artigo 93).
– Cipas ((Artigo 94).
Igualdade de oportunidades
– Promoção da igualdade de oportunidade para todos, homens e mulheres (Artigo 69 da pauta de reivindicações).
– Isonomia de tratamento para homoafetivos (Artigo 67).
– Ascensão profissional (Artigo 70).
– Contratação de trabalhadores com deficiência (Artigo 71).
Segurança bancária
– Implementar a Comissão de Segurança Bancária (Artigo 75 da pauta de reivindicações). – Melhorar a segurança nas agências e postos de atendimento (Artigo 76).
– Medidas reparatórias em decorrência de assaltos e seqüestros (Artigo 77).
– Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto (Artigo 78).
Fonte: Imprensa/SindBancários.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.sindbancarios.org.br.
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Bancários conquistam cláusulas de combate ao assédio moral
A segunda rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), ocorrida nesta terça-feira (02), foi marcada por uma conquista importante à categoria bancária. Depois de muitos anos de luta, os trabalhadores do ramo financeiro finalmente garantiam a inclusão de uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que busca combater a prática de assédio moral nos bancos.
Dentre as diretrizes apresentadas pelos representantes dos bancários para a construção de uma Política Permanente de Combate Assédio Moral estão: a criação de um manual de conduta a ser debatido banco a banco, a implementação de um canal de denúncia com a participação do movimento sindical, o estabelecimento de prazo de até 60 dias para a solução de conflitos, a realização de cursos de treinamento específicos sobre o tema e a aplicação de critérios que levem em consideração as boas práticas interpessoais para a promoção.
“O movimento sindical bancário vem há anos denunciando a prática de assédio moral no cotidiano da atividade bancária, mas os banqueiros sempre negaram essa política de gestão. O estabelecimento dessas cláusulas mostra, portanto, que os banqueiros finalmente admitiram a existência dessa prática danosa aos trabalhadores”, avalia Sebastião Geraldo Cardozo, presidente da FETEC/CUT-SP.
A redação final das claúsulas sobre assédio moral acontecerá no dia 08 de setembro. No mesmo dia, serão debatidas as temáticas sobre saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades. Na terça-feira (09), as negociações prosseguem com os debates sobre emprego, itens sociais e cláusulas renováveis.
Por Michele Amorim.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fetecsp.org.br.