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Por 14:14 Sem categoria

Trabalhadores metalúrgicos em campanha salarial, mobilizados em São Paulo e paralisados na Volks e Renault no Paraná; trabalhadores petroleiros lançam campanha por soberania e valorização

FEM/CUT-SP rejeita contraproposta das Montadoras

Não avançou a rodada de negociação entre a FEM/CUT-SP e a bancada patronal do Sinfavea (Sindicato Nacional das Indústrias de Veículos Automotores – Montadoras), que aconteceu na tarde de terça-feira, dia 2 de setembro, na sede da entidade patronal.

A Federação rejeitou a contraproposta de aumento real de 1,25% apresentada pela bancada das Montadoras. Esta é a segunda proposta reprovada pela Federação, a primeira foi de 0,5%. “O avanço foi muito pequeno. Negociaremos na próxima rodada uma proposta que seja compatível ao crescimento do setor produtivo. Está na hora de valorizar todo o esforço que a nossa categoria desempenhou para que o setor automotivo conquistasse o aumento da produtividade”, disse Valmir Marques (Biro Biro), presidente da FEM/CUT-SP.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, disse que as mobilizações vão continuar nas fábricas. Os sindicatos metalúrgicos de São Carlos (CGTB), São Caetano do Sul e Tatuí (Força), que também estão na mesa de negociação com a Federação, também organizarão protestos.

Nova rodada: 4 de setembro

Em virtude do impasse, a Federação e o Sinfavea marcaram uma nova rodada para quinta-feira, dia 4, às 14h. No total, são 55 mil metalúrgicos que trabalham nas montadoras nas regiões do ABC, Taubaté, São Carlos, São Caetano do Sul e Tatuí e a data-base é 1º de setembro. As regiões do ABC e Taubaté pertencem à base da FEM/CUT-SP.

Base FEM-SP

No total, a FEM/CUT tem 13 sindicatos filiados, que representam 280 mil metalúrgicos em todo o Estado de São Paulo, que têm datas-base de agosto a novembro. O setor aeroespacial e o Grupo 10 (lâmpadas, material bélico, estamparia, equipamentos odontológicos entre outros — data-base novembro -15 mil metalúrgicos na base da Federação) são os únicos da base da FEM em que serão renovadas toda a Convenção Coletiva de Trabalho neste ano. Nos demais grupos serão renovadas as cláusulas econômicas, pois as sociais têm vigência até 2009.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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Sem proposta, metalúrgicos da Volks e Renault decidem ficar parados por mais 48h

Os cerca de 8 mil metalúrgicos da Volkswagen-Audi e Renault decidiram em assembléia hoje, dia 2, continuar com a paralisação iniciada ontem, por, no mínimo, mais 48 horas. Isso porque o Sinfavea não apresentou nenhuma nova proposta salarial. Em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), realizada na noite de ontem, os representantes das montadoras afirmaram que só voltam a negociar se os metalúrgicos retornarem ao trabalho. Essa proposta foi colocada em votação na assembléia de hoje e reprovada por 100% dos trabalhadores, que decidiram continuar parados e aguardar uma nova proposta. A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, reivindica 5% de aumento real, 7,6% referentes a correção da inflação e R$ 1,5 mil de abono.

Na próxima quinta-feira, dia 4, o SMC realiza novas assembléias na porta das duas fábricas, em São José dos Pinhais. Se o Sinfavea não aumentar sua oferta salarial, que hoje é de apenas 0,5% de aumento real e 7,6% da correção da inflação, a tendência é de que a paralisação continue. Até o momento, não há nenhuma nova reunião de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o Sinfavea. “O trabalhador segue mobilizado. Enquanto as montadoras não apresentarem uma proposta digna, de acordo com a produção e lucro recorde que estão tendo, a situação continuará como está”, afirma o presidente do SMC, Sérgio Butka.

Volvo volta ao trabalho

Após ter sua produção paralisada por 24h, a direção da Volvo decidiu abrir canal de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos, independente do Sinfavea. A direção da empresa se comprometeu a apresentar uma proposta de aumento salarial até a próxima quinta-feira, dia 4. Com isso, os trabalhadores decidiram interromper a paralisação e voltar ao trabalho.

Prejuízos na Volks e Renault aumentam

Com o segundo dia de paralisação total, os prejuízos da Volks e Renault seguem aumentando. Só entre ontem e hoje, a Volks deixou de produzir cerca de 1,7 mil automóveis. Na Renault, a perda foi de aproximadamente 1,6 mil veículos.

Proposta é inferior à fechada em 2007

A proposta de aumento oferecida pelas montadoras é inferior até mesmo a que foi fechada ano passado. Em 2007, os metalúrgicos da Volks e Renault tiveram que fazer quatro dias de greve para conquistar um aumento real de 2,5%. Contando com os 4,82% referentes à correção da inflação, a categoria teve um aumento total de 7,44%. Além disso, os trabalhadores receberam também um abono de R$ 1,5 mil. Na Volvo, não houve greve. Os valores fechados com a fábrica de ônibus e caminhões foram os mesmos da Volks e Renault, só que com um abono de R$ 1 mil. “Foram mobilizações históricas, que serviram de exemplo para os trabalhadores de todo o país”, relembra Butka.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.simec.com.br.

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Soberania e valorização do trabalhador: Petroleiros lançam campanha nesta sexta

Nesta sexta-feira, 05, os trabalhadores do Sistema Petrobrás mostrarão mais uma vez a unidade e força da categoria, assim como seu compromisso histórico com a defesa da soberania nacional. A FUP convoca todos os petroleiros e petroleiras a participarem dos atos que serão realizados na entrada do expediente, nas unidades operacionais e administrativas. Será o lançamento da campanha salarial, cujo tema central é Soberania e valorização do trabalhador. O objetivo é repercutir com os trabalhadores os principais eixos da campanha e, principalmente, envolver a categoria no debate da nova legislação para o setor petróleo.

O que queremos

* Fim das concessões: petróleo para os brasileiros
* Reposição das perdas salariais e aumento real
* Saúde e segurança para todos os petroleiros
* Trabalho igual, direitos iguais
* Cumprimento dos acordos

Calendário de luta por uma nova legislação para o setor petróleo

Em implementação às decisões do seu Conselho Deliberativo, a FUP orientou os sindicatos a intensificar a articulação com os movimentos sociais, MST, movimento estudantil, centrais sindicais e demais categorias a realizar ações conjuntas para ampliar a luta pelo controle estatal e social sobre as reservas do pré-sal. A proposta é transformar os sindicatos em comitês regionais em defesa de uma nova legislação para o setor petróleo que tenha como foco o “pré-sal para o povo brasileiro”. A FUP orienta os sindicatos a realizarem seminários locais, debates em escolas e universidade, entre outras atividades, envolvendo as comunidades nesta luta.

Na quarta-feira, 03 – a FUP participa de reuniões com a Executiva da CUT e com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) para discutir uma agenda nacional conjunta em defesa da nova legislação.

Nos dias 18 e 19 de setembro – a Federação participa do seminário realizado pela CUT que tem por tema “Energia, desenvolvimento e soberania”.

Em outubro – a FUP e os sindicatos realizam em São Paulo o seminário “Regulação do setor petrolífero brasileiro, um desafio para os trabalhadores”, ampliando o debate sobre a nova legislação e a conjuntura do setor com representantes do governo, da Petrobrás, centrais sindicais e movimentos sociais.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fup.org.br.

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