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Por 20:54 Sem categoria

Proposta rebaixada dos banqueiros provoca greve

Valorização do poder de compra será conquistada, mais uma vez, pela mobilização da categoria

São Paulo – A proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) ao Comando Nacional dos Bancários no dia 24 de setembro foi considerada uma verdadeira afronta à categoria, que agora prepara uma grande resposta, deflagrando greve por tempo indeterminado a partir do dia 8.

Uma das principais razões para a revolta dos trabalhadores está na distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os bancos insistem num modelo que, este ano, reduziria a PLR da maior parte dos bancários. Isso porque o valor adicional – que em 2007 chegou a R$ 1.800 – está relacionado ao crescimento do lucro que, apesar de continuar aumentando muito, teve variação menor. Assim, de acordo com o balanço do primeiro semestre de 2008, os bancos ou não pagariam valor adicional ou pagariam menos do que no ano passado.

O Sindicato e o Comando Nacional dos Bancários apresentaram para a Fenaban um novo formato para a PLR, que tornaria mais justa a distribuição: três salários, mais valor fixo de R$ 3.500 sem teto nem limitador.

“Como os banqueiros simplesmente ignoraram a proposta dos trabalhadores, nossa resposta será a greve. Não apenas pela PLR maior, mas também pelo aumento real de 5% e valorização dos vales alimentação, refeição e auxílio-creche.”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Recado dado – A disposição dos bancários já foi demonstrada em três oportunidades: em 23 de setembro, cerca de 20 mil atrasaram a entrada em nove concentrações dos maiores bancos; no Dia Nacional de Luta, 25, mais de 1.500 começaram o expediente apenas ao meio-dia em 58 agências da região da Paulista e, no dia 30, a paralisação de 24 horas em 441 locais de trabalho, nas cidades de São Paulo e Osasco, que abrangeu 14 mil trabalhadores.

Cláusula
Proposta Fenaban
Reivindicação dos bancários

Índice
7,5%
13,23%

PLR*
80% do salário + R$ 943,85
três salários + R$ 3.500

Auxílio-refeição
R$ 15,82
R$ 17,50

Cesta-alimentação
R$ 271,29
R$ 415

13ª Cesta-alimentação
R$ 271,29
R$ 415

Auxílio-creche/babá
R$ 195,01
R$ 415

Piso – portaria
R$ 690,17
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074

Piso – escritório
R$ 990,60
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074

Piso – caixa (c/gratificação)
R$ 1.384,31
Aumento progressivo, durante três anos, até atingir o salário mínimo previsto pelo Dieese, atualmente em R$ 2.074

* O teto proposto pela Fenaban é de R$ 6.263,00, a reivindicação dos bancários é que não haja teto nem limitador para o pagamento. Leia sobre o valor adicional no verso.

Elaboração: DIEESE Subseção SESE/Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Por Jair Rosa – 03/10/2008.

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Assembléia de terça-feira decide greve por tempo indeterminado

Bancários vão à luta por aumento real, PLR maior e valorização dos pisos na Campanha Nacional 2008

São Paulo – Os bancários de São Paulo reúnem-se nesta terça-feira, dia 7, na Quadra dos Bancários para decidir em assembléia a realização de greve por tempo indeterminado a partir de 8 de outubro. O movimento foi desencadeado pela proposta rebaixada feita pelos bancos na Campanha Nacional 2008.

Os bancos não atenderam às reivindicações de 5% de aumento real; mudança na regra da PLR – que da forma como está pagará um valor adicional menor, ou até mesmo não pagará –; valorização do piso da categoria, dos auxílios e vales, dentre outros pontos.

“A categoria está pronta e motivada para a greve”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato e integrante do Comando Nacional dos Bancários, que negocia diretamente com a federação dos bancos (Fenaban). “Além de motivados, os bancários estão ainda conscientes do momento que a categoria vive, já que a construção da greve vem sendo feita há duas semanas com muita serenidade e responsabilidade a fim de que saiamos vitoriosos.”

Esquenta – A primeira grande manifestação dos bancários foi realizada em 23 de setembro, uma terça-feira, quando cerca de 20 mil trabalhadores atrasaram em duas horas o início das atividades em nove concentrações por toda a cidade. Na quinta, 25, o Dia Nacional de Luta parou 58 agências da Avenida Paulista, mobilizando 1,5 mil trabalhadores.

O movimento ganhou ainda mais corpo no dia 30, terça-feira, após aprovação em assembléia na Quadra de paralisação de 24 horas por toda a cidade. No total, foram 441 locais de trabalho, entre agências e concentrações, abrangendo cerca de 15 mil bancários.

Proposta – Os banqueiros, apesar de estarem com os cofres abarrotados de dinheiro, ofereceram reajuste salarial de apenas 7,5% ante inflação de 7,15%; querem manter a atual regra para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que vai pagar menos do que no ano passado. Os números oferecidos não valorizam o piso da categoria e os auxílios e vales, conforme querem os bancários.

Ajude – O Sindicato oferece aos trabalhadores um canal para a sugestão de locais estratégicos para serem paralisados na greve. Informe pelo 3188-5200 ou pelo Fale com a Gente do site, escolhendo o setor “site”. O sigilo, como não poderia deixar de ser, é garantido.

Denuncie – O canal de comunicação serve também para denúncias de qualquer esquema de contingenciamento que esteja sendo armado no seu banco. Você também não precisa se identificar, basta acessar o site e deixar sua mensagem no Fale com a Gente, no setor “site”. Ou ligar para 3188-5200.

Por André Rossi – 03/10/2008.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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