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Mantega considera crise a pior desde a depressão de 1929 com a quebra da Bolsa de Nova York

Brasília – O mercado está vivendo um momento de “irracionalidade”, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista coletiva concedida hoje (6), há pouco, Mantega classificou a atual crise financeira internacional como a pior desde 1929.

“Estamos num momento de irracionalidade e comportamento de manada, é o pior momento”, afirmou. No seu entendimento, um dos grandes problemas hoje é a perda de confiança nas instituições financeiras, o que se reflete no mundo todo e causou, no Brasil, a queda da bolsa e a valorização do dólar.

“Estamos, a meu ver, no momento mais agudo dessa crise. Acredito que essa situação aguda deverá se dissipar, é impossível imaginar que se terá o sistema financeiro internacional travado como está hoje. Certamente isso será superado”, afirmou, frisando que todos os governos devem agir para enfrentar a crise e que há expectativa dos ajustes que serão promovidos nos mercados europeus.

Apesar do otimismo, Mantega destacou que, passada a tempestade, o cenário financeiro internacional será de menos crédito e taxas de juros mais elevadas, com conseqüente redução do ritmo de crescimento da economia mundial, inclusive do Brasil.

“O Brasil não está imune à crise, evidentemente. É uma crise global, atinge a todos os países”, afirmou. “[A crise] Atinge menos países mais sólidos, como é o caso do Brasil e outros países, onde não temos problema de solvência. Aqui não há ativos podres, embora estejamos sofrendo problemas de liquidez em função desse estrangulamento do crédito, em escala internacional,”analisou.

Também concedeu entrevista coletiva, com o ministro, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Por Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Dulci destaca solidez da economia e diz que governo está atento a desdobramentos de crise

Brasília – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, afirmou hoje (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “atento” aos desdobramentos da crise financeira norte-americana e que o governo tomará medidas de acordo com os problemas que forem detectados.

“A solidez da nossa economia nos permite enfrentar com seriedade. E o presidente já disse: à medida que formos detectando problemas, medidas serão tomadas para fortalecer os setores que vierem a ser afetados.”

O ministro comentou a queda na Bovespa, que hoje (6) interrompeu o pregão duas vezes, e minimizou o impacto. “O mercado de capitais é importante, mas não necessariamente as oscilações na bolsa revelam fragilidades da economia real.”

“Não significa [a queda da bolsa de valores] que a economia do país está toda em crise, significa que há problemas no mercado de capitais”, completou.

Dulci lembrou que a crise vem afetando todas as economias mundiais e que o Brasil não deve ficar de fora.

“O presidente está muito confiante no vigor da economia brasileira para enfrentar a crise, o que não significa que o país não sofrerá impacto. Todos os países do mundo sofrerão algum tipo de impacto”, disse.

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.

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Banco Central oferecerá linha de crédito para exportadores com dólares das reservas

Brasília – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou hoje (6) que a instituição oferecerá linha de crédito com os dólares das reservas internacionais para financiar as exportações.

Segundo Meirelles, o BC comprará títulos de bancos privados no exterior e pagará às instituições com a moeda norte-americana. Depois de um prazo, a autoridade monetária devolverá os títulos aos bancos, que reembolsarão os dólares que receberam.

Meirelles esclareceu que a operação, na prática, funcionará como um empréstimo e não consumirá as reservas internacionais brasileiras, atualmente em US$ 207 bilhões. Isso porque os dólares das reservas serão devolvidos posteriormente.

“Esse é um uso inteligente das nossas reservas”, afirmou.

O presidente do BC não forneceu detalhes sobre as linhas de crédito, como o prazo dos contratos e o volume de moeda norte-americana a ser ofertado. No entanto, Meirelles ressaltou que a instituição tem US$ 23 bilhões disponíveis para atuar no mercado futuro.

A sistemática é a mesma dos US$ 2,5 bilhões leiloados pelo Banco Central desde o agravamento da crise internacional. Nas últimas duas semanas, o BC vendeu US$ 1 bilhão, com a recompra futura contratada.

Ao jogar dólares no mercado, o BC fica com a contrapartida depositada em reais, mas recebe de volta a moeda norte-americana numa etapa seguinte.

“Na realidade, o que ocorre é uma troca de ativos, que permite manter o patamar de reservas e irrigar o sistema de comércio exterior”, explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

No leilão de US$ 1,5 bilhão de swap cambial, realizado hoje pela primeira vez desde maio de 2006, o processo foi semelhante.

Na operação, que funciona como uma venda de dólares no mercado futuro e pressiona para baixo a cotação da moeda norte-americana, o Banco Central aposta na alta do dólar e os investidores, na alta dos juros.

No vencimento do contrato, as duas partes trocam de rendimentos e, na prática, o BC assume o prejuízo da subida do dólar. Como a operação é feita com recursos do próprio Banco Central, sem interferir no volume das reservas internacionais.

Meirelles assegurou ainda que o BC está preparado para tomar medidas adicionais. “Temos mais de US$ 200 bilhões em reservas internacionais, mais de US$ 20 bilhões no mercado futuro, além de R$ 200 bilhões em depósitos compulsórios”, ressaltou.

Na avaliação do presidente do Banco Central, esses recursos só foram possíveis por causa da atuação da instituição no mercado futuro. “Essas operações foram muitos criticadas em alguns momentos, mas são importantes quando o país precisa de recursos, como agora”, ressaltou.

Por Stênio Ribeiro e Wellton Máximo – Repórteres da Agência Brasil. Colaborou Mylena Fiori.

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Linha de crédito do BNDES destinada a embarque de mercadorias terá mais R$ 5 bilhões

Brasília – O governo federal reforçará com R$ 5 bilhões linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinada a pré-embarques. O crédito é para embarque de mercadorias para comércio exterior.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a liberação dos novos recursos deve ser aprovada pela diretoria do banco entre hoje (6) e amanhã (7).

Em entrevista coletiva agora à tarde, em Brasília, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, manifestou preocupação com os possíveis reflexos, no país, de uma esperada queda geral no nível de comércio mundial. “Isso afetará o volume total de exportações de todos os países”, afirmou.

Por Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil.

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