A volta das “receitas de bolo”
Que me perdoe o Chico Buarque e demais grandes compositores da época da Ditadura.
Que me desculpem os grandes jornalistas na época do AI-5.
Mas hoje, me senti um “tantinho” um deles.
Me vi colocando “receitas de bolo” e, sem nem um pouco de propriedade ou esperando notoriedade por isso, buscando artifícios para informar sobre a decisão judicial que proíbe o Sindicato dos Bancários de veicular em sua página na Internet qualquer registro sobre a utilização do “artefato” – opa! quase me habituei, da “EXPRESSÃO PROIBIDA” na Campanha Salarial 2008. Até tivemos que retirar a nossa criativa paródia do ar (“Não vou para o inferno!”).
Por um lado, me enchi de orgulho – nas raras vezes que o jornalismo nos permite isso, pois ao engessar a Página da Internet do Sindicato, a Federação Brasileira dos Bancos comprova a força do nosso veiculo. Sempre muito criticado por sinal, com uma “carinha” simples e até pobre, mas atualizado com voracidade, pois assumimos este compromisso.
A categoria bancária percebeu isto, e em apenas um ano foram mais de 217 mil acessos. Para efeito de comparação, desde que o domínio iniciou em 2002, até 2007, foram 288 mil acessos. O que comprova que a atualização freqüente, o crescimento no número de bancários com acesso a internet rápida e a implantação do boletim eletrônico tornaram a Página do Sindicato dos Bancários de Curitiba um veiculo estratégico para o sucesso das ações sindicais em nossa base.
Agora, a decisão judicial que tanto nos indignou, de certa maneira nos fortalece. Ao mencionar em um pedido judicial “que o requerido retire de sua página na internet, em 24 horas, a divulgação da campanha “…”, sob pena de multa” a Febraban confere status de “caso de sucesso” ao site da entidade. Cabe ressaltar, que o contador de assaltos da Contraf/CUT veiculado ao seu site também foi impedido de permanecer no ar pela Federação dos banqueiros.
Como o Sindicato não pretende desacatar ordem judicial, pois isso é coisa de banqueiro (ver matéria no site do Sindicato, enquanto ela ainda estiver disponível, sobre o HSBC descumprir ordem judicial e alterar horário de entrada dos trabalhadores para a madrugada) e muito menos podemos pagar 10 mil reais por inserção, as fotos e notícias sobre o assunto já foram alteradas ou retiradas do ar.
Desta vez, a minha “síndrome de Poliana” me garante a tranqüilidade de que esta decisão judicial é reflexo de uma boa idéia, de um dos mais combativos dirigentes do Sindicato, e de uma comunicação efetiva entre trabalhadores, Sindicato e sociedade.
Por Patrícia Meyer, que é jornalista.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.