Mais de 3 mil agências já foram paralisadas no país.
Trabalhadores exigem aumento real de 5% nos salários.
Sindicato começa mobilização no Centro de São Paulo. A greve dos bancários realizada em quase todo o Brasil desde quarta-feira (8), entrou no terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira (10). A greve foi iniciada por tempo indeterminado para exigir aumento de salários. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), mais de 3 mil agências já foram paralisadas.
Em São Paulo, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou que desde o início da manhã estão paralisadas as atividades nos prédios administrativos dos bancos Santander, Safra, Unibanco, HSBC e Banco do Brasil. Na Avenida Paulista, uma concentração de trabalhadores realizava um piquete desde as 9h15 em frente ao Banco Safra, na esquina com a Rua Augusta. Os manifestantes ocupavam apenas a calçada, sem prejudicar o trânsito.
Nas agências bancárias, o sindicato inicia o fechamento na região central da cidade, estendendo o movimento para outros bairros ao longo do dia. Nos dois primeiros dias de greve, a maior parte das agências do Centro da cidade ficou fechada. Membros do sindicato faziam plantão em frente aos locais de trabalho para orientar funcionários e clientes.
Na região da Avenida Paulista, a maior parte dos bancos abriu normalmente pela manhã. Alguns deles ficaram fechados por algumas horas com a chegada do sindicato.
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Nesta quinta-feira (9), 744 agências e 11 centros administrativos pararam na cidade, segundo o sindicato. A adesão dos funcionários é estimada em 29,3% – 35.150 dos 120 mil trabalhadores de São Paulo, Osasco e região. A categoria promete para a tarde desta sexta uma passeata na região central.
Reajuste
A categoria determinou a greve por não aceitar a proposta apresentada Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Foi oferecido um reajuste de 7,5% no salário e demais benefícios.
De acordo com a Contraf, a greve foi deflagrada pois os bancos não ofereceram uma nova proposta após a paralisação de 24 horas realizada em 30 de setembro. Em assembléias realizadas nesta quarta, foi decidida a continuação do movimento. A categoria quer 5% de aumento real, valorização de pisos salariais e a determinação de um valor fixo – três salários mais R$ 3,5 mil – na participação nos lucros e resultados.
Contas
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse nesta quarta-feira (8) que não divulga balanço de paralisações. A assessoria de imprensa da Febraban informou que as contas não terão o vencimento adiado e devem fazer o pagamento no prazo. Para isso, a federação orienta que a população procure canais alternativos de atendimento, como telefone, caixas eletrônicos, internet, casas lotéricas, agências dos correios e supermercados.
Fonte: G 1 São Paulo