Durante esta Campanha Salarial, o Sindicato não pára de receber denúncias de planos de contingenciamento, especialmente do banco HSBC. Os trabalhadores bancários relatam pressão dos chefes para comparecer em lugares diferentes ao seu local de trabalho, listas de trabalhadores convocados para ingressar no trabalho antes do expediente, a exploração de funcionários terceirizados, a insistência dos gestores para que os bancários entrem por portas desconhecidas dos grevistas, entre outras denúncias.
Mas, o que os bancários mais descrevem é a sua indignação com as atitudes dos bancos e seu pesar e sensação de impotência. Diante de ameaças e das coações dos gestores, os bancários se sentem intimidados e impedidos de exercer seu direito de greve e lutar por melhores condições de trabalho e de vida.
Fica evidente que os bancários estão cansados de tanta pressão. Cansados de tamanha falta de respeito. Quanto vale a vida, a tranquilidade e a dignidade de uma pessoa? Não tem preço. Os bancos esquecem disso e passam por cima da vida privada dos trabalhadores, pessoas com família e especialmente, com direito de greve assegurado pela Constituição.
Isto é prática anti-sindical e violência. Uma violência psicológica, que reduz o trabalhador a coisa, objeto. Como se o banco exercesse poder não apenas sob a força de trabalho do bancário, mas detivesse o poder de reger e dominar a “sua” vida.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região está encaminhando todas as denúncias para sua assessoria jurídica. Esta violência não ficará impune.
Denuncie.
comunicacao@bancariosdecuritiba.org.br
3015-0523
SEEB/Curitiba