fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 20:15 Sem categoria

Lula nega onda de estatização no setor bancário

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que ninguém precisa temer uma onda de estatização de bancos no Brasil, apesar de a Medida Provisória 443, assinada por ele na semana passada, autorizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprar ativos de bancos que estiverem em dificuldades.

Para Lula, a exemplo do que está ocorrendo na Inglaterra, União Européia e Estados Unidos, não será dado dinheiro público para os bancos. Ativos poderão ser comprados e, quando a instituição voltar a uma situação segura, serão revendidos para ela própria.

“Ninguém pretende estatizar banco. Agora, ninguém vai dar dinheiro para banco. Portanto, ou nós emprestamos com garantia, e uma das garantias pode ser o que está sendo feito pela Inglaterra, pode ser aquilo que o presidente Nicolas Sarkozy (da França) propôs: em vez de dar dinheiro para banco, sem garantia, você compra ações daquele banco e quando se recuperar, você revende as ações para banco”, disse Lula, após votar, no Colégio Estadual João Fermino, em São Bernardo do Campo.

Lula anunciou também que fará hoje, em São Paulo, reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, para definir quais são os setores econômicos que estão necessitando de crédito. “Temos recursos para isso e vamos disponibilizá-los”, afirmou o presidente. “O que nós precisamos é saber o conjunto dos setores econômicos que estão necessitando de crédito neste momento.”
Crédito

A fórmula para irrigar o crédito, segundo Lula, é a redução no compulsório para que bancos usem o dinheiro para emprestar à construção civil e às pequenas indústrias. Nos dois setores, disse Lula, é preciso haver atenção especial do governo. “Temos de cuidar do capital de giro para que essas empresas possam funcionar.”

Lula falou por várias vezes sobre a crise global e fez críticas a bancos e a quem especulou no mercado financeiro. Por isso, segundo ele, não é possível dar o dinheiro para quem entrou na ciranda financeira. “O que não dá é para a gente dar dinheiro para bancos ou outras empresas que apostaram em ganhar dinheiro fácil, ou seja, transformar a economia real em jogatina. Quiseram ganhar dinheiro sem produzir nada.”

Para Lula, o governo tem de ter responsabilidades com o dinheiro público. “Não vamos dar o dinheiro do Estado, que ganhamos com tanta delicadeza, com tanto carinho, para ajudar quem tentou praticar fraude no sistema financeiro.”

Mas, apesar das críticas, Lula procurou não condenar o sistema financeiro. “Sabemos da importância do setor financeiro. Então, se for preciso irrigar o crédito, pode ter certeza que vamos irrigar, porque queremos que a economia brasileira continue crescendo, para que o povo brasileiro tenha possibilidade de emprego e de consumir.”

O presidente disse que o Brasil ainda tem muito a produzir, independentemente da crise. “A verdade é que ainda temos capacidade produtiva a explorar. O Brasil não está metido no subprime, portanto não havia razão para problemas internos de crédito. O que não sabíamos é que as empresas estavam investindo em derivativos, em coisas muitas vezes feitas no balcão, que não passavam sequer pelo BC.”

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.tribunadaimprensa.com.br.

=================================================

Banco Central anuncia mais uma medida para garantir dinheiro no mercado

Brasília – Os bancos que adiantarem 60 contribuições mensais ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) poderão abater o valor do depósito compulsório (dinheiro que os bancos são obrigados a recolher ao BC) à vista. Segundo o Banco Central, essa é mais uma medida para deixar dinheiro disponível no mercado (dar liquidez) em meio à crise financeira internacional.

De acordo com o Banco Central, podem deixar de ser recolhidos até R$ 6 bilhões de compulsório, a partir do próximo dia 29. A alíquota do FGC é de 0,0125% sobre os depósitos das instituições financeiras.

Essa medida não faz parte dos R$ 100 bilhões previstos na programação de liberação integral dos depósitos compulsórios, anunciada no dia 13 deste mês.

O FGC é uma entidade privada sem fins lucrativos e foi foi criado para proteger correntistas, poupadores e investidores, em caso de falência ou de liquidação de instituição. O FGC garante perdas de até R$ 60 mil por depositante ou aplicador.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

===============================================

Banco Central libera compulsório e pode injetar até R$ 100 bilhões no mercado

Brasília – O Banco Central decidiu em 13/10 implementar um programação de liberação integral de recursos que deveriam ser recolhidos pelos bancos à autoridade monetária (recolhimento compulsório). Segundo nota do Banco Central, as liberações serão efetuadas de acordo com as necessidades de recursos (liquidez) dos mercados.

A regra vale para os depósitos a prazo, depósitos interfinanceiros (leasing) e sobre exigibilidade adicional (compulsório adicional) de depósitos à vista e a prazo. Com a medida, o Banco Central injeta até R$ 100 bilhões no mercado.

A decisão do Banco Central é mais uma reação ao agravamento da crise financeira internacional, que tem levado à redução dos recursos disponíveis no mercado para empréstimos entre os bancos e para as empresas. O BC já havia liberado cerca de R$ 60 bilhões, com mudanças nas regras de depósitos compulsórios.

No Brasil, a falta de liquidez tem afetado principalmente os pequenos e médios bancos. Quanto o BC libera os bancos de recolher dinheiro, sobram mais recursos para as instituições financeiras cobrirem suas despesas e oferecerem crédito.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.

Close