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Comissão de Valores Mobiliários analisará fusão entre Itaú e Unibanco

Rio de Janeiro – O governo ainda vai analisar as condições da operação que culminou na fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada hoje (3). A análise será feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O objetivo é garantir que os acionistas minoritários não tenham prejuízos com a operação. Por enquanto, a CVM informa que não houve irregularidades no processo.

A superintendente de Relações com Empresas da CVM, Elizabeth Machado, explica que, com a fusão, o Itaú vai incorporar as ações do Unibanco. “A CVM tem que analisar o direito do [acionista] minoritário, ou seja, se a troca é feita de forma eqüitativa, justa. Se o direto do minoritário está sendo garantido na operação”, disse.

De acordo com ela, na migração de uma empresa para outra, os acionistas minoritários podem ser prejudicados com a perda de participação na nova holding. “Dependendo de como a relação de troca é fixada, o acionista pode ter prejuízo. Teremos um longo trabalho pela frente para analisar isso”.

A superintendente também explica que a CVM vai analisar “como um todo” as condições da divulgação da fusão, o que implica acompanhar as convocações de assembléias e o detalhamento da operação. “Em princípio, a primeira divulgação foi feita de forma correta, agora virão as assembléias e os detalhes”.

Hoje pela manhã, o Banco Itaú e o Unibanco comunicaram a fusão ao mercado financeiro em fato relevante enviado à CVM. O aviso foi feito antes da abertura do pregão da Bolsa de Valores. Com a associação, a holding deverá figurar entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo.

Além da análise da CVM, o negócio entre os dois bancos precisa passar por órgãos reguladores como o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça.

Por Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil.

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Fusão Itaú-Unibanco pode favorecer “desempoçamento” do crédito, admite Mantega

Brasília – A fusão do Itaú com o Unibanco pode favorecer o “desempoçamento” do crédito no mercado financeiro, conforme admitiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar a criação da Itaú-Unibanco Holding. Uma das reclamações da equipe econômica é justamente a retenção de recursos pelos bancos diante da crise.

“Acho que favorece, à medida que fortalece as instituições. Embora, elas já sejam fortes, conhecidas e tradicionais, vão ter um poderio financeiro maior, além de se tornarem uma das maiores instituições. A Itaú-Unibanco Holding será uma das maiores do mundo”, disse Mantega.

Sobre a perda da liderança do Banco do Brasil no sistema bancário brasileiro, o ministro disse que a mudança no ranking pode ser momentânea, lembrando que o fato não é importante.

“A vida é assim. Nada como um dia depois do outro. Ele [BB] terá a chance também de correr atrás e se refazer”, afirmou.

Para o ministro, a mudança do banco estatal para a segunda posição não é muito importante, pois num momento de escassez de recursos o BB tem cumprido o papel de dar mais liquidez (disponibilidade de dinheiro) até mais do que normalmente daria.

“Se ele é primeiro, segundo ou terceiro não é tão relevante. Mas garanto que ele [BB] vai continuar crescendo”.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

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